Top – 10 Filmes que Marcaram a Minha Infância

Joe e as Baratas

Sempre fui uma pessoa estranha.

Sessão da tarde, Cinema Em Casa, Temperatura Máxima, alugar DVD/VHS na sexta-feira pra ficar com eles até na segunda… Minha vida foi lotada de filmes desde a infância e sempre fui fascinado por eles. Seja lá qual fosse o motivo, eu sempre criava uma oportunidade para rever um filme que eu amava ou abria uma chance de me encantar por uma próxima experiência.

Como nesta segunda foi o dia das crianças (aliás, essa postagem era pra ter saído na segunda mesmo), decidi fazer uma lista com os filmes que mais marcaram a minha infância, por qualquer razão que fosse. Embora eu ache que esteja na minha infância até hoje, há controvérsias quanto a isso, portanto decidi considerar infância como período até meus doze anos de idade, ao mais tardar e escolhi apenas os filmes que assiti até aquela época. Então aí vai a lista mais singular relacionada à infância que vocês verão na sua vida.

Joe e as Baratas

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Começando pela capa dessa lista, preciso falar desse que era o meu filme favorito durante toda a minha infância. Conheço muitas pessoas que sentem muito nojo desse filme por causa das baratas, eu simplesmente amava o modo completamente anti-higiênico e politicamente incorreto (não, eu não sabia o que essa expressão significava à época) com o qual o filme era conduzido e, pra mim, aqueles 80 minutos eram os mais sensacionais que um garoto como eu poderia esperar de uma sessão de filmes na TV. Até hoje continuo guardando um carinho especial por esse filme, mesmo tendo ideia do quão estúpido e absurdo ele é e acho um absurdo ainda não tê-lo em minha coleção de DVDs.

Jimmy Bolha

Jimmy Bolha

Outro clássico do Cinema Em Casa e outro besteirol tão absurdo quanto Joe e As Baratas, Jimmy Bolha também foi marcante pra mim por um simples motivo: imagina o quão legal seria viver dentro de uma bolha de plástico? Como alguém que não é lá tão fã de contato físico, pensar sobre isso e ver um filme onde uma pessoa vivia assim (mesmo que fosse por uma “doença”) me parecia a coisa mais fantástica do mundo. Além disso, todas as aventuras pelas quais Jimmy passa são bastante hilárias e cativantes, além de transformar esse no primeiro “road movie” que eu assisti, o que aumenta ainda mais meu carinho por ele. Muitas saudades da época onde minha maior ambição de vida era arranjar a roupa de bolha de Jimmy e viver dentro dela.

A Bruxa de Blair

A Bruxa de Blair

MASOQ? Um filme de terror num especial sobre a infância? Bom, vamos ser sinceros: por mais que filmes de terror sejam voltados, em teoria, para o público adulto, é óbvio que eles aguçam muito mais a curiosidade de pré-adolescentes e crianças que querem assisti-los para provar que são mais corajosos que os outros ou que são tão “adultos” que conseguem ver um filme de terror sem o menor problema. O meu caso com A Bruxa de Blair não foi nenhum desses. Em uma das minhas primeiras noites de insônia na vida, liguei a TV tarde da noite e procurei alguma coisa legal pra ver, o que achei foi uma sessão de filmes começando (no SBT, se não me falha a memória) e comecei a vê-lo. Jurando que era um filme sobre algum monstro que seria desmascarado como alguém no final do filme (sim, eu sou um Scooby fan), fiquei chocado com aquela cena final e muito mais com a mensagem que apareceu na tela após essa cena. Acho que nenhuma outra cena em nenhum outro filme de terror me causou o arrepio que eu senti ao ver aquele “baseado em fatos reais” ao final de A Bruxa de Blair. Certamente não foi muito eficaz contra a minha insônia.

Harry Potter e a Pedra Filosofal

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Qualquer um que me conhece, que já visitou esse blog ou que olhar para os posts mais visitados (onde, muito provavelmente, deve estar o top com as cenas mais marcantes da série, a postagem mais lida deste humilde blog), sabe que eu sou grande fã da série Harry Potter. Seja com livros ou com os filmes, a série me ensinou muito coisa e me ajudou a amadurecer de uma maneira que eu não seria capaz sem ela, isso sem falar dos inúmeros amigos que fiz por causa de uma viagem de trem de J.K. Rowling. Sobre a escolha: é claro que amo todos os filmes (sim, até A Câmara Secreta zzzzz sz -q), mas A Pedra Filosofal está aqui pelo simples motivo de ser o primeiro. A primeira viagem no Expresso de Hogwarts, a primeira visão que vemos do castelo, a primeira partida de quadribol, a primeira vez que conhecemos o bobão do Rony, a sabe-tudo da Hermione, o sombrio Severo Rickman (ou Alan Snape)… foi o alohomora para a série no Cinema e na minha vida e isso foi bastante importante e muito essencial para mim, como cinéfilo e como indivíduo.

PS: QUERO JOGAR XADREZ DE BRUXO. INVENTEM UM XADREZ DE BRUXO AÍ, POR GENTILEZA.
PPS: Desculpa o caps. Etsou nevousor.

Guerreiros da Virtude

Warrior

Você, que está lendo este top, muito provavelmente não deve ter ideia de que filme é esse, correto? Bom, pra refrescar a sua memória aqui vai um pequeno resumo: cinco cangurus guerreiros onde cada um representa um elemento (e um hipster representa o metal)! Existe algo melhor do que cangurus guerreiros representando elementos? Acho que não. Como se isso não fosse bastante, o filme ainda é banhando em um clima místico e traz cenas de lutas bem coreografadas que me encantavam ainda mais. Eu amava tanto esse filme que, quando anunciavam que ele iria ser exibido, ligava a TV o mais cedo possível e ficava esperando até a sessão para poder assisti-lo, o que me levou uma vez a esperar nada menos do que 7 horas pelo seu início em certa ocasião. Olha só o que ser fã de algo causa com a gente.

Jumanji

jumanji

Jogos de tabuleiro fazem ou fizeram parte da vida de todos aqueles que tem mais de uma década de vida. Imagina como seria se um deles virasse realidade? É a partir dessa premissa que Jumanji inicia a sua história e apresenta um dos filmes mais divertidos e inesquecíveis da minha época de Sessão da Tarde. A cada nova surpresa do jogo eu ficava mais tenso e fascinado com as possibilidades que surgiam daquele jogo, assim como me divertia a cada situação mirabolante que surgia. Claro que o tempo foi cruel com o filme (que efeitos ruins!) e que o roteiro tem mais furos que uma peneira, no entanto Jumanji me proporciona uma nostalgia inexplicável em relação à aventuras infato-juvenis descompromissadas e à vontade de se reunir com os amigos para jogar um bom e belho jogo de tabuleiro.

A Chave Mágica

Chave Mágica

Quem nunca quis dar vida a seu/sua boneco/a? Particularmente sempre quis que meus bonecos de Power Rangers ganhassem vida. Desejos frustrados à parte, A Chave Mágica apresenta esse conceito da maneira mais mágica possível. Parecendo uma versão alternativa de Toy Story onde o brinquedo pode ver o humano, vemos crescer um belo laço de amizade entre a criança e seu boneco. Um laço que me envolvia completamente, que me encantava durante toda a sua duração e que me faz ter saudades da minha infância como poucos filmes.

Procurando Nemo

Finding Nemo

A melhor animação da Pixar continua sendo uma das obras mais importantes da minha vida e um dos melhores filmes que eu já vi, mas deixa eu voltar pra 2004 e dizer o porquê de ser um dos filmes mais marcantes de quando eu era uma criança. Na época em que as locadoras de VHS estavam se “despedindo”, decidi alugar um último filme para dar adeus a essa tecnologia. Escolhi Procurando Nemo só porque minha tia e minha prima haviam visto nos cinemas e ficaram falando o tempo inteiro que era bastante engraçado. Mal sabia que eu estava prestes a ver o filme que despertaria em mim o meu interesse em estudar os animais (curso Biologia atualmente) e que me apresentaria a uma das mais belas histórias sobre pai e filho que o Cinema já contou. Ah, e é claro que eu, alguém que não sofre de problema de perda de memória recente, não poderia esquecer da maravilhosa Dory, que é responsável pelos momentos mais hilários de uma animação da Pixar. Nunca mais o “P. Sherman 42, Wallaby Way, Sydney” saiu da minha mente. Simplesmente fantástico!

2001: Uma Odisseia No Espaço

Space odyssey

Aposto que a maioria de vocês deve estar meio assim agora “MAS QUE CARGAS D’ÁGUA 2001 ESTÁ FAZENDO EM UMA POSTAGEM RELACIONADA À INFÂNCIA?”. Pois bem, deixem me explicar o motivo. Em 2006, quando tinha 11 anos, vi um filme qualquer de Dragon Ball e coloquei esse filme logo em seguida pra assistir. Mesmo não entendo bulhufas do que tinha acontecido ali na tela, me peguei fazendo algo que nunca havia feito antes: tentar entender o que havia por trás de um filme. Foi aqui o exato ponto em que deixei de ser um admirador ocasional de filmes para ser um cinéfilo de verdade. Pesquisei sobre o filme como nunca havia pesquisado sobre algo antes, fiz várias leituras sobre o Cinema e sua linguagem, passei a deixar de olhar filmes antigos com uma visão preconceituosa e passar a dar uma chance pra eles (hoje é mais fácil eu não dar chances a lançamentos do que a filmes antigos #ripstá)… Em suma, eu passei a amar essa arte de todo o meu coração, e é por despertar essa curiosidade e essa paixão em mim que 2001 encontra-se nessa lista e na de meus filmes favoritos de sempre.

Edward, Mãos de Tesoura

Edward Scissorhands

Quando vi Edward pela primeira vez, eu consegui me conectar com a história muito profundamente, tão profundamente que eu nem tinha a capacidade de compreender o quão profundo eu havia me conectado com o filme na época. Hoje, olhando pra trás, sei exatamente o motivo por trás dessa facilidade de envolvimento. Tim Burton sempre fala sobre o “estranho” em seus filmes, sempre há alguém deslocado, alguém tratado de maneira diferente e por aí vai. Não só na minha infância como até hoje eu me sinto “estranho” e deslocado como seus personagens, o que gera uma identificação imediata com eles. Entretanto, por mais que ele tenha feito várias obras com personagens deste estilo, nenhum deles se comunicava tão bem comigo quanto Edward.

Edward é um personagem ingênuo, doce, bem intencionado e com um enorme coração, mas o fato de ter tesouras em suas mãos o torna alguém perigoso, alguém que pode causar sérios problemas, alguém que pode machucar os outros e a si mesmo sem saber que está fazendo isso ou sem sequer poder controlar esse poder. Isso é um exato resumo do que eu me sentia quando era uma criança: por melhores que fossem minhas intenções, de alguma maneira as minhas ações sempre poderiam e na maioria das vezes iriam machucar alguém. Ver que mais alguém compreendia isso tão bem quanto eu foi uma experiência única e inesquecível, e que certamente marcou não só minha infância como toda a minha vida. E olha que nem falei sobre como a mensagem poderosa sobre as pessoas serem capaz de amá-lo, mesmo com essa característica diferente e nociva, também me marcou bastante, mas isso fica pra outra ocasião…

E esses foram os 10 filmes que mais marcaram a minha infância maluca e pouco convencional. Claro que há outros como Toy Story, Da Magia à Sedução e Peter Pan que não puderam figurar por aqui por questões matemáticas (e pelo TOC, pois tops só com múltiplos de 5!), mas que também marcaram a minha infância por um ou outro motivo. Espero que vocês tenham gostado da lista e que tenham se visto nas minhas palavras algumas vezes. Por ora, é só. Até a próxima lista!

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