Top – As 20 Melhores Performances dos Participantes Mais “Odiados” do The Voice US

Capa - Participantes odiados

Durante sete temporadas da versão estadunidense nos apaixonamos por candidatos e torcemos para que eles vençam. Por outro lado, há outros candidatos que fazem o oposto. Seja qual for o motivo, sempre tem alguém que não suportamos ver semana após semana, sempre tem alguém que parece estar sendo arrastado pelo público estadunidense, sempre tem alguém que ganha o “ódio” (uma palavra muito forte para ser usada sem as aspas aqui) do espectador.

Isso significa que esses candidatos são ruins ou que nunca tiveram um bom momento no programa? Nem sempre. E é pra isso que esse top está sendo feito, para lembrar, às vésperas da estreia da nova temporada do programa que até aquele candidato que não admiramos tanto assim pode ter conseguido uma apresentação ótima (ou só “boa”, em alguns casos). Antes de começar a ler este top, um aviso: as performances não estão listadas em nenhuma ordem específica, portanto não considere isso como um ranking sob ângulo algum. Vamos à lista?

Cole Vosbury – Adorn (Season 5 – Top 12)

Cole é um ótimo vocalista. Qualquer um que discorda disso talvez deva repensar sobre os seus conceitos. Começando a sua jornada no Team CeeLo, o candidato passou despercebido por muitos até os knockouts, onde teve seu brekout moment com Let Her Go e passou a chamar a atenção de todos. O problema foi que ele perdeu o confronto e teve que ir para o Team Blake, o que quase que instantaneamente gerou uma onda de ódio com o candidato (inclusive de mim, admito). Após três temporadas seguidas com o coach country levando o troféu, ninguém queria uma quarta vitória seguida, ou seja, restou para Cole receber toda a energia negativa por causa do seu coach.

Quanto à performance, eu poderia ter colocado Let Her Go, é verdade, mas o que me fez colocar Adorn aqui é que eu nunca imaginaria que essa música funcionasse com Cole. Afinal, eu nunca pensei que uma música que exigisse certa sensualidade (!) em sua interpretação pudesse cair tão bem em alguém que tinha feito apresentações somente corretas até então.

Trevin Hunte – Against All Odds (Season 3 – Knockout Round)

Trevin tinha um alcance inegável, uma história de vida com bastante apelo com o público e foi participante daquela que considero a melhor batalha do programa (e que só não coloquei aqui porque ele, talvez, ficasse ofuscado por Amanda Brown), no entanto suas apresentações começaram a soar repetitivas pelo fato de ele raramente mudar o estilo das canções escolhidas, fazendo assim com que o seu 4º lugar no programa soasse mais injusto do que merecido.

Uma das exceções a esse fator foi a sua última apresentação antes de ir para as mãos do público. Vocalmente incrível e com uma carga emocional inimaginável, Trevin brilhou do início ao fim de Against All Odds e conseguiu calar a boca até de seus maiores detratores aqui.

Sugar Joans – Back To Black (Season 7 – Wildcard Performances)

Conhecida pelos seus “grunhidos” irritantes e pela obsessão que Pharrell teve com ela durante toda a competição, Sugar foi tão rejeitada pelo público que eu aposto que tinha gente que pulava as suas apresentações ou usava o tempo delas pra ir ao banheiro ou fazer um lanche, eu era um desses, a propósito. Independente dessa rejeição, Sugar foi a participante que mais apresentou uma evolução em seu retorno durante o Wildcard e fez uma performance digna de  ser lembrada aqui.

Deixando os seus “grunhidos” de lado na maior parte do tempo, a cantora entregou uma paixão aqui que nunca havia entregue antes, ela se entregou de corpo, alma e voz à sua interpretação da música de uma forma tão impressionante que eu, ao final, fiquei perplexo e com o seguinte pensamento “Não é possível que eu tenha gostado de uma performance dela a essa altura do campeonato!”.

Nicholas David – (Somewhere) Over The Rainbow [Season 3 – Top 6]

Nicholas era um dos meus favoritos dessa temporada do programa e cada apresentação que ele fazia era nada menos do que uma aula de como fazer música. Entretanto, o candidato parecia um tanto datado para grande parte do público, que infelizmente não conseguiam admirar o que o candidato oferecia. Mesmo assim ele chegou à final do programa e tem um dos históricos mais positivamente consistentes de todo o programa.

Como sou fã dele, não conseguiria colocar outra performance aqui que não fosse aquela que mais me tocou durante toda sua participação no programa. Over The Rainbow é um resumo perfeito do artista que Nicholas é, pois com o seu timbre único, com uma mudança de arranjo que confere uma nova cara à canção sem descaracterizá-la e com um vocal perfeito, o cantor foi responsável por dar origem a uma das apresentações mais impecáveis da história do programa.

Delvin Choice – Bright Lights (Season 6 – Top 10)

Acusado várias vezes de ser repetitivo, datado e de fazer firulas o tempo todo, Delvin teve uma trajetória bastante controversa durante a sexta temporada do programa. Controversa ou não, isso não foi empecilho para Delvin entregar uma das performances mais subestimadas daquela temporada, subestimada inclusive por mim na época, admito. Bright Lights foi, de longe, o melhor momento do candidato na competição, pois ainda que a música não tivesse tanto apelo com o público tudo nessa performance funcionou. O final só foi a cereja do bolo.

PS: Eu não sei por que uso a expressão “cereja do bolo”. Nem gosto de cereja!

Danielle Bradbery – Maybe It Was Memphis (Season 4 – The Live Playoffs)

Também conhecida como “Picolé de Chuchu”, Danielle é dona de uma das trajetórias mais apáticas do programas assim como é dona de uma das vitórias mais questionáveis de todas as temporadas. Em um dos raros momentos onde ela conseguiu conferir alguma emoção à sua interpretação, a cantora conseguiu se destacar o bastante para criar uma performance que você ouviria antes de dormir e até cantaria junto. É só isso mesmo. Não consigo falar coisa melhor de Bradbery.

Jake Worthington – Right Here Waiting (Season 6 – Final)

Bastante simpático, Jake é um dos vocais mais limitados que já passou pelo The Voice, e só conseguiu chegar a final pelo combo simpatia + Team Blake. Todas as suas apresentações pareciam as mesmas e ele pouco se desafiava, o que é justificado pela falta de versatilidade de sua voz. Dentro de suas limitações, ele entregou na final uma performance equivalente ao que Danielle fez com Maybe It Was Memphis. É só isso mesmo. Não consigo falar coisa melhor de Jake.

The Swon Brothers – Danny’s Song (Season 4 – Top 5)

Basicamente o que eu falei de Jake e Danielle. É só isso mesmo. Não consigo falar coisa melhor de Gino e Geno.

James Wolpert – Love Interruption (Season 5 – Blind Audition)

Não sei se tanta gente não suportava esse cara como eu, mas ele é o participante que mais desgosto de toda a história do programa, então acho justo colocá-lo aqui, uma postagem feita por mim. Como depois de ele ter derrotado injustamente Will e Juhi eu ter sido contaminado pela rejeição ao candidato, coloco aqui a sua blind audition, que é facilmente uma das melhores da 5ª temporada e foi a apresentação onde mais vimos a personalidade de Wolpert.

Christina Grimmie – Hold On, We’re Going Home (Season 6 –Top 10)

Certamente uma das participantes mais polarizadoras que já passou pelo reality, Christina Grimmie foi a responsável por algumas das discussões mais fervorosas que já houveram sobre algum candidato do programa. Seus fãs diziam que ela era uma cantora incrível e única e que não havia ninguém ali com méritos para tirar o título dela, seus detratores diziam que sua voz era estridente demais e que ela só estava no programa pelo público que tinha conquistado antes de passar por lá. Hold On, Were Going Home foi algo tão sobrenatural que os lados deram uma trégua para celebrar essa performance de Grimmie. Eu particularmente prefiro outras dela, mas se essa foi capaz de juntar os dois grupos, quem sou eu pra discordar?

Dez Duron – Feeling Good (Season 3 – Top 10)

Embora tivesse uma boa voz, muitos creditaram o seu “sucesso” no programa devido à beleza e durante muito tempo ele só foi o “carinha bonito” do programa e foi muito rejeitado por isso. XTina, que mesmo em seu pior momento no programa sabe como ser uma boa coach, conseguiu calar a boca de muitos ao fazer com que Dez entregasse tantas qualidades técnicas em uma apresentação quanto entregou em sua Feeling Good. Passa longe de ser uma das melhores versões dessa música, porém eu a considero boa o bastante para ser digna de nota nesse top.

Danica Shirey – I Have Nothing (Season 7 – Top 10)

Seus vocais eram bastante impressionantes, é claro, entretanto, DaNica muitas vezes “esquecia” de transmitir a emoção necessária para fazer com que a música atingisse o público como deveria e acabou ganhando certa rejeição por isso. Em uma das raras exceções onde ela conseguiu parecer um tanto mais emocionalmente multidimensional foi quando ela cantou o clichê I Have Nothing durante o top 10. Assim como o Feeling Good de Dez, essa não foi a melhor interpretação da música, mas ainda assim foi o melhor momento de DaNica no programa e mereceu um lugar nessa lista.

Javier Colon – Time After Time (Season 1 – Blind Audition)

Tecnicamente admirável, Javier ganhou certo “ódio” por ter vencido de Dia, que era e ainda é uma das candidatas mais queridas do público do programa. Além disso, ele era tão insípido quanto DaNica em suas apresentações, o que só aumentava mais impopularidade de sua participação. A blind audition é uma das poucas performances onde Javier conseguiu transmitir emoção para o público e por isso merece ser lembrada aqui.

Audra McLaughlin – Done (Season 6 – #VoiceSave Top 8)

Possuindo um alcance invejável, Audra tinha tantos admiradores quanto “desadimiradores”, os segundos existiam muito pela falta de identidade da candidata, que parecia genérica a cada performance, isso fora o fator country, é claro. Quem diria que prestes a ser eliminada a cantora mostraria que tem sim uma personalidade como artista e não é só mais uma cantora country entre várias? Não serviu para mantê-la no programa, mas serviu para garantir uma menção nessa humilde lista. O que mais Audra pode desejar?

Jermaine Paul – I Believe I Can Fly (Season 2 – Final)

Vou ser rápido porque não quero ficar triste. Sim, a performance que tirou imerecidamente a vitória de Juliet RAINHA é a melhor de Jermaine no programa. Nem preciso explicar o porquê de ele ser “odiado”, preciso?

Dani Moz – The Edge Of Glory (Season 6 – The Playoffs)

Após ter sido declarada a vencedora do embate contra uma das candidatas mais populares da sexta temporada do programa, Dani garantiu uma onda de ódio inexplicável de uma hora para outra. Pra jogar na cara dos haters dessa decisão que Shakira tinha feito a escolha certa, Dani vem com uma versão simplesmente perfeita de The Edge Of Glory que não é só o seu melhor momento no programa como é um dos melhores da temporada em questão e é aquela que considero a melhor apresentação nessa lista. É impossível terminar de ver essa performance se ficar embasbacado pelo talento da cantora.

Damien – I’m Not The Only One (Season 7 – The Live Playoffs)

Muitas vezes chamado de forçado e com uma expressão de tristeza que nunca o abandonava, Damien conseguiu ganhar muitos haters só com sua blind audition, e o cenário não mudou muito com o restante de sua trajetória. Com várias apresentações semelhantes é até difícil conseguir destacar algum momento do candidato, porém serei polêmico e colocarei a controversa performance dos playoffs, onde ele, segundo muitos, tirou a vaga de Taylor Phelan dos lives. Pra mim, o responsável pela ausência desse cantor é outra pessoa, mas o foco aqui é Damien, então fiquem aí com essa apresentação memorável.

Sisaundra Lewis – Oh Sherrie (Season 6 – Top 10)

“Ela só grita”, “Ela é muito superficial” e “Ela é muito teatral” eram só alguns dos comentários que tentavam diminuir o enorme talento que essa mulher exibiu durante boa parte de sua participação no reality. Com um alcance sobrenatural e com uma certeza incrível do que tinha que fazer, ela entregava em cada performance um show de técnica que assustava qualquer outro competidor. Dentre as várias incríveis apresentações dela, eu escolhi colocar Oh Sherrie aqui porque é a prova de que essa mulher pode cantar incrivelmente bem qualquer música que dêem pra ela.

Briana Cuoco (vs. Jacquie Lee) – House Of The Rising Sun (Season 5 – Battle Rounds)

Até hoje tenho dúvidas sobre Briana ter conseguido uma vaga no programa por causa do próprio trabalho, e creio que muita gente também tem essa dúvida e isso foi responsável pela pouca aceitação da candidata após sua audição. Após uma versão problemática de Yoü And I, Briana veio em sua battle e conseguiu compreender melhor a letra da canção do que Jacquie, mesmo que ficasse atrás quanto aos vocais (que apresentaram uma considerável melhora da audição, diga-se de passagem). Não foi um grande momento e talvez seja a performance mais fraca da lista, contudo foi bem interessante acompanhar a rápida evolução de Briana no programa.

Ryan Sill – Miss Independent (Season 7 – Knockout Round)

Ryan tem um dos timbres mais desagradáveis que já passaram pelo The Voice, tem uma das trajetórias mais arrastadas do programas, é um cantor bastante genérico, limitado e conseguiu fazer a proeza de ser o candidato com a performance mais desafinada de um live show (Ordinary World? Alguém?). De qualquer forma, em Miss Indepent Ryan conseguiu se manter afinado a maioria do tempo e mostrou alguma compreensão do que a letra significava e tentou interpretá-la da melhor forma possível. Sei que para vocês isso não é muito, mas acho válido considerar o histórico do candidato em questão e ver como essa performance foi superior a qualquer outra que ele fez no programa.

PS: eu fico meio indeciso entre essa e Starlight, porém prefiro lembrar dos momentos pré-Ordinary World, porque aquilo não é de Deus.

E esse foi o meu top sobre as melhores performances dos participantes mais “odiados” da história do reality. Espero que tenham gostado de se lembrar que até aqueles que não garantiram sua simpatia entregaram alguns momentos dignos (ou não) de serem lembrados. Faria alguma mudança no top? Comente para que possamos debater sobre isso.

Até o próximo top!

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2 comentários sobre “Top – As 20 Melhores Performances dos Participantes Mais “Odiados” do The Voice US

  1. Vamos lá. Eu também não queria ver Blake ganhando 4 temporadas seguidas, mas ódio contra Cole é até um crime, ele era um dos melhores e não há Blake que estrague isso. Dou um desconto porque houve mesmo uma certa energia negativa na direção dele, que não merecia. James Wolpert é talvez uma das minhas vozes favoritas da história do programa, contudo, sei que brotavam haters e acho que “A Case Of You” é não só a melhor da trajetória do James como uma das melhores do The Voice no geral. Outra escolha duvidosa foi a da DaNica, “I Have Nothing” foi tão clichê e os vocais não foram impressionantes, foram mais do que ela poderia lidar, enfim, tu não deve ser grande fã do Joni Mitchell pois ignorou “Help Me” também husauashusahausua Eu ia criticar a escolha do Trevin, porém assim que cliquei no vídeo e relembrei desse desempenho incrível, Trevin calou minha boca. No vídeo da Briana poderia ter incluído a Jacquie entre os odiados. Não entendam mal, eu adorava ela, mas foi outra que brotava hater. Faltou um certo Tony Lucca que tirou a vaga da Katrina na final da segunda temporada e cantou “Baby One More Time”, que poderia estar inclusa na lista. Quanto ao Damien, a mais marcante foi “Someone Like You”, mas ele é um ódio muito recente, então eu não ia gostar de qualquer performance dele que fosse colocada hsauasusahsusahs No mais, foi muito legal ver performances como “The Edge Of Glory” e “Hold On We’re Going Home” na lista, pra ver que mesmo odiados, os candidatos do The Voice são muito capazes de entregar performances memoráveis.

    Ótimo texto Ícaro, boa ideia criar essa lista. Até a próxima!

    • Sobre o Cole só posso falar o seguinte: ele era talentoso, mas Blake ganhar de novo era um tanto inadmissível pra mim. Sobre o James, acho que você gosta tanto dele quanto eu “odeio” e tals UEHUEHEUHEUHE. A reclamação sobre quem não gostava da DaNica é que ela não transmitia emoção alguma, certo? Portanto não adiantava eu colocar Help Me se aquela apresentação foi só apuro técnico e pouca emoção. Dito isso, por mais que ela tenha pecado tecnicamente em alguns momentos de I Have Nothing, foi a performance onde ela esteve mais entregue emocionalmente. #AdeleCard me incomoda um pouco, por isso escolhi I’m Not the Only One, porque sou #TeamSamSmithCard. E eu fiquei indeciso sobre colocar Tony Lucca aqui, mas deixei ele de fora porque, ao contrário do que aconteceu com Cole, o ódio foi focado em Adam e não no participante.

      Obrigado pelo elogio, Caio. E até mais \o

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