Review: Sleepy Hollow 2×16/17 – What Lies Beneath / Awakening

 

SH 17

Consertando seus erros.

Por vários motivos que apontei na última review, Sleepy Hollow não está empolgando, não está sendo bem desenvolvida e parece que dá voltas e voltas pra chegar a lugar algum. Precisava de alguma coisa para fazer com que a série ganhasse um fôlego, algum gás adicional e, para isso, nada melhor que fazer uma viagem no tempo para, muito provavelmente, apagar os erros que cometeram. Essa tática já foi muito usada em algumas outras obras (X-Men: Dias De Um Futuro Esquecido é um exemplo atual disso) e, se bem executada, tem tudo pra funcionar. Mas eu estou indo com muita sede ao pote e preciso falar sobre algumas coisas antes disso.

Em What Lies Beneath a série continuou tropeçando em problemas primários, mesmo que acrescentasse algo bastante interessante para a sua mitologia. É claro que estou falando da Fenestella. Em um desaproveitamento de roteiro que eu nunca vi, durante um episódio vimos um lugar criado para oferecer respostas a Ichabod e Abbie e ajudá-los na luta contra o Mal e nesse mesmo episódio o lugar foi destruído com o mínimo de aproveitamento possível.

Seria possível que os roteiristas pensaram que já não haviam testado nossa paciência o bastante? Quer dizer, não basta enrolar durante boa parte da temporada, tem que apresentar uma solução e sumir com essas esperanças na primeira chance possível, não é? Seja como for, esse abrupto encerramento de algo que poderia ajudar bastante no desenvolvimento da série me deixou curioso porque absolutamente nada tinha sido aproveitado. Nenhuma informação sequer, o que é estranho para algo que podia mudar completamente os rumos da série. Como eu estava com um pé atrás com a série, eu não sabia se esperava algo maior vindo ou se isso tinha sido um simples descaso mesmo. De qualquer forma, isso é um assunto pra mais tarde.

Ainda nesse episódio tivemos a dispensável “revelação” que Irving fez pra Jenny, que de tão ridícula nem merece comentários maiores, e também a introdução de um fotógrafo chamado Calvin Riggs, que parece que seguirá o mesmo caminho da introdução de Orion: um grande nada. Além de o personagem ter desafiado qualquer coerência que se poderia ter no limite do que a mídia pode fazer, ele pareceu ter surgido só pra flertar com Abbie e mais nada. Mais dispensável impossível.

Melhorando consideravelmente em Awakening, a série decidiu apostar na criação de um episódio com cara e cheiro de season finale e que só não tinha o gosto de season finale pela saturação da mesma. Mesmo assim, pra mim foi válido ver, relevando alguns aspectos (a ausência de Hawley, da Xerife e de Abraham, por exemplo), que a série estava tentando de fato entregar algo com algum sabor para o público.

Pra começar com um elogio, algo incomum ultimamente, devo dizer que a cena inicial desse episódio foi o melhor início de um episódio dessa temporada. Toda a atmosfera sobrenatural e o clima tenso construído nessa sequência me lembraram do que a série é capaz de fazer e do porquê de eu ainda apostar nela, mesmo após uma temporada quase toda de baixos. Se por um lado esse início me empolgou, eu não posso dizer o mesmo da forma sobre como a trama do episódio em si foi desenvolvida.

De um lado temos toda uma didática de nos apresentar o que o sino poderia fazer, do outro temos o embate emocionalmente vazio entre Jenny e Irving, por fim temos Katrina indo para o lado de Henry da forma mais superficial possível. Foi como se não tivessem dezesseis episódios para fazer com que cada um desses aspectos fosse trabalhado de uma forma melhor, de uma forma mais envolvente e mais inteligente e isso me aborreceu bastante. Ainda bem que ainda havia o clímax do episódio para salvar um pouco os poucos créditos que a série tem comigo, eu só não apostava realmente que ela salvaria.

O confronto entre mãe e filho vs. Testemunhas do apocalipse não poderia ter sido melhor. Enquanto Katrina e Henry apostavam tudo em seus poderes, Abbie e Ichabod puxavam o máximo que podiam de si mesmos para combater os outros dois, o que gerou em um “duelo” completamente inesperado. A cada ataque e contra-ataque eu estava esperando ver Katrina morrer ou voltar para o lado de Ichabod, eu estava esperando ver aquele sino ser explodido, eu estava esperando qualquer coisa menos a morte de Henry.

Que o personagem é unidimensional e têm umas das construções mais rasa do roteiro, isso não é questionável, portanto sua morte faz um completo sentido. Porém, John Noble é um ator tão incrível que ele consegue fazer com que essa superficialidade seja deixada de lado para que admiremos o seu trabalho. Por mais inconstante que tenha sido seu personagem, Noble o defendeu com unhas e garras o mesmo e, portanto, vê-lo perder, ao menos momentaneamente, um espaço na série é algo realmente triste pra mim.

Com a surpreendente morte de Henry, Katrina assume o posto de vilã da temporada e para tentar ter o seu filho de volta ela faz uma viagem no tempo para tentar fazer com que Ichabod não atrapalhe sua vida e para fazer com que Henry, talvez, não se torne um cavaleiro do apocalipse. Ela só não esperava que Abbie pegasse uma carona com ela ao passado. Esse plot twist, como eu disse acima, serve não só para apagar as bobagens que fizeram, como oferece um novo gás e uma gama de novas possibilidades para a série.

Pode continuar no passado, intercalar o passado e o presente, mostrando como cada ação afeta a outra. Podem manter a série apenas no passado e tentar fazer com que Abbie garanta que nada seja mudado, fazendo com que ao menos conheçamos as raízes do presente. Ou, em uma terceira e mais atraente opção, a série passaria apena a season finale naquela época e Abbie tentaria matar Katrina, desencadeando várias alterações no presente, e garantir que Ichabod permaneça ligado ao Morte, garantindo que as duas Testemunhas ainda estejam vivas no presente.

Seja qual for a escolha do reotreiro, qualquer uma delas pode ser muito bem aproveitada e pode fazer com que a série renasça das cinzas. Particularmente eu não acho que suporto mais uma decepção vindo de Sleepy Hollow, então digo de antemão que esta é a minha penúltima review da série, independente do quão bem sucedida ela for em sua decisão. Não gosto de falar mal sobre uma série que vejo, não gosto de ficar criticando cada aspecto de algo, e ultimamente é só essa série vem me forçando a fazer, review após review. Isso não é agradável nem pra mim nem para vocês, leitores, que acompanham a série.

Por ora é isso. Torço para que a série melhore e que nos faça vibrar a cada episódio como fazia em sua primeira temporada, ou até melhor do que como fazia nela, eu só não sei se realmente acredito que isso possa acontecer.

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