Review: Grimm 4×11 – Death Do Us Part

Grimm

Estava bom demais para ser verdade.

Praticamente com uma temporada perfeita até agora, eu estava esperando Grimm derrapar de alguma maneira, já que até hoje eu só vi uma série com 22 episódios por temporada conseguir fazer uma temporada sem erros (a terceira temporada de Fringe, a título de curiosidade), mas eu não esperava que fosse justamente após o melhor episódio da série. E antes de pensarem que eu estou dizendo isso devido às minhas expectativas devo dizer que se esse fosse o maior problema do episódio estaríamos no lucro.

Com saídas fáceis, construção fajuta da atmosfera de uma casa mal assombrada, momentos cômicos que não só não funcionavam como me deixaram com vergonha alheia e coadjuvantes que parecem ter saído de um dos piores episódios de Supernatural, Grimm apresenta aquele que considero o pior caso da temporada, um dos piores da série e que facilmente quebra aquela confiança de que eu tinha nos roteiristas quanto aos detalhes da composição de cada caso.

Tudo o que eu via nesta investigação era uma tremenda covardia dos roteiristas em avançar com a trama de Juliette e encher linguiça da pior forma possível. Eles poderiam ter feito isso de forma mais interessante, mais divertida ou até criativa (imaginem se fosse uma investigação que não envolvesse wesens), no entanto eles estavam com preguiça de escrever algo assim e decidiram pegar todos os clichês vistos em qualquer outra série de terror e juntar com o Blanka de Street Fighter. Pra não ficar focando nesse lixo de trama que foi construído, encerro aqui dizendo que Wu foi a melhor coisa desse caso e que parabenizo você que conseguiu acompanhar os 40 minutos de episódio sem querer jogar alguma coisa na tela.

Indo para o que realmente interessa e o que realmente é digno de nota nesse episódio, vamos falar de Juliette se tornando um hexenbiest. Embora o único avanço realmente relevante que essa trama teve tenha sido feito no episódio passado, nesse aqui podemos ver que essa transformação tem menos controle de Juliette do que foi mostrado inicialmente. Mais uma vez fomos deixados no escuro quanto ao fato de quais são os limites dos poderes dela, só que dessa vez conhecemos alguém que poderá ajudá-la nessa jornada.

Conseguindo estabelecer uma presença de cena incrível logo em sua primeira aparição assim como Elizabeth fez no início da temporada, Henrietta surge com tudo para ser uma personagem tão marcante quanto alguns outros que já passaram pela série (como Frau Pech e Kelly, só pra citar exemplos diferentes). Como deu para perceber, o seu poder tem um alcance e um controle maior do que aquele mostrado por qualquer outra hexenbiest que já vimos na série, o que me faz já ter aquela dúvida sobre ela ter nascido ou se tornado uma hexenbiest.

Teorizo, por ora, que ela tenha se tornado uma, pois dessa forma sua relação com Juliette pode ser mais completa e interessante. Porém, o seu poder só me remete mais ao da filha de Adalind, devido ao seu tamanho alcance, do que a qualquer outro que vimos, então fico com um pé atrás sobre a sua história. De qualquer forma, com essa parte da trama, confio nos roteiristas para que eles surjam com uma opção que, mesmo que não seja nenhuma dessas citadas, seja coerente e empolgante.

Mas o aparecimento dessa personagem não teria acontecido se não fosse por Sean, e eu não sei até que ponto ele quer realmente ajudá-la com seus poderes. Sei que ele ajudou mais a Scooby Gang do que os prejudicou, entretanto, a sua natureza dúbia ainda me faz ficar com um pé atrás sobre cada ação do personagem e dessa vez não é diferente. Não posso dizer que me surpreenderia ao ver Juliette ficar em perigo nas mãos dele.

Além disso, a cena onde vemos os ferimentos de Sean se abrindo foi bem estranha, pra dizer o mínimo. E se eu já havia pensando que o seu retorno dos mortos estava sendo refletido em sua personalidade, não posso afirmar que tenha ficado surpreso ao ver que isso está afetando o seu corpo também. Ao ver essa cena, pensei em algumas: ou Elizabeth deve estar em perigo (será que aquele feitiço ligou ela a ele dessa forma?), ou essa sobrevida que ele ganhou exija que ele faça algo para mantê-la (como sugar a vida de outra pessoa, por exemplo) ou que simplesmente algo tenha dado errado nesse retorno e que o Capitão dê adeus à série logo logo. Se qualquer uma desses desenvolvimentos, ou até mesmo outro (vou dar mais um voto de confiança aqui) for o correto, eles podem estar com outra trama de bastante potencial, e torço para que esse potencial não seja desperdiçado.

Mesmo com esse episódio bem ruim, posso afirmar que ele não diminuiu em nada as minhas expectativas para o futuro da série, pois um erro em 11 episódios é um saldo bem aceitável. O problema é que se esses erros persistirem será jogada por água abaixo a oportunidade de dar vida a mais uma incrível temporada, e eu creio estar certo ao afirmar que ninguém quer ver isso acontecendo.

Observações:
– Esqueci de falar sobre isso no episódio passado, mas o efeito do “Nick-zumbi” quando Nick está furioso continua sendo recorrente na série. Será que algum dia vão desenvolver isso ou só gostam do impacto “dramático” que isso causa?
– Wu achando que não foi vítima da Adalind me fez rir.
– Eu não consegui parar de pensar na vergonha do Blanka ao ver esse episódio. Sério mesmo.

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