Review: Grimm 4×09/10 – Wesenrein / Tribunal

Grimm

Aos melhores personagens, os melhores episódios.

Desde a primeira temporada da série dois personagens chamam mais a nossa atenção do que o restante da série. E é claro que eu estou falando de Monroe e Rosalee. Os dois, como um casal ou como dois personagens independentes, sempre se destacaram, fosse pela atuação eficiente dos atores, pelo carisma dos personagens ou até mesmo por (quase) sempre terem respostas para as dúvidas que surgem durante os casos da semana. Mesmo levando isso em conta, eu nunca havia achado que um episódio havia feito justiça a estes dois personagens, ao menos até agora.

Tanto Wesenrein quanto Tribunal servem como uma espécie de homenagem ao que acompanhamos destes dois juntos ou separados até então. Reparem como, no pesadelo que Juliette (voltarei a ele mais tarde) teve podemos perceber que Rosalee nunca falaria algo daquela forma, porque mesmo em uma situação de tamanha pressão ela nunca agiria tão descontroladamente. Da mesma forma, Monroe, sempre tenta prezar por acreditar no que o outro possa oferecer de melhor, ainda que o outro claramente não tenha um lado “melhor”.  Isso sem deixar de lado o fato de ambos não passarem sequer um segundo sem pensar no outro, o que foi mostrado de forma orgânica e ressalta, de forma simples, a paixão dos personagens e (no reencontro dos dois) a química entre os atores.

Falando de todo o caso do seqüestro em si, não consigo dizer que fiquei completamente satisfeito com ele, mesmo compreendendo o que os roteiristas pretendiam mostrar para o público ao construí-lo. Enfocando no preconceito e nas práticas tradicionais do mundo wesen, Grimm acerta ao expandir as possibilidades da exploração de sua mitologia, porém perde a oportunidade de fazer deste evento algo ainda mais grandioso. Não há nada de errado em ampliar o que o mundo construído apresenta, mas eu acho que eles poderiam aproveitar o que fizeram e conectar com outros pontos importantes da série, como a busca pelas chaves e a Família Real, por exemplo. De qualquer forma, isso são mais divagações sobre o que eu desejava que tivesse acontecido do que reclamações sobre o que vimos.

Pra não dizer que eu não elogiei todo esse caso, vale dizer que nunca antes vimos toda a Scooby Gang tão conectada e tão pronta para ação como nesse episódio. Isto mostra o quão urgente essa situação é e, além disso, consegue fazer com que o público se conecte ainda mais com aquela história e os personagens. E se isso não for o bastante, a cena onde vemos todos saindo da delegacia para procurar Monroe, que não por acaso é a capa dessa review, já é uma das mais marcantes de toda a série.

Antes de encerrar os comentários sobre, gostaria de falar especificamente sobre a participação de três personagens nessa trama: Sean, Bud e Wu. Sean está se mostrando cada vez mais ativo nas investigações de Nick, seja com seus contatos ou até pessoalmente, desde que morreu, e imagino que isso deva gerar algo interessante daqui pra frente. Bud que sempre surge como um alívio cômico dessa vez teve uma função a mais, mas dessa vez ele foi responsável por uma das cenas mais tensas do episódio, afinal, quem quer ver um dos personagens mais legais da série morrer daquela forma? Por fim, chego a Wu, mas para falar dele eu necessito de um parágrafo inteiro.

Se na review anterior eu reclamei do caminho que Wu parecia estar tomando após ter descoberto a verdade sobre o mundo wesen, dessa vez eu só tenho elogios. Aceitando e descobrindo tudo de forma bem mais convincente do que vimos com Hank, a trajetória que Wu está seguindo parece ser bem mais interessante do que eu esperava. Beirando a uma obsessão com todas as criaturas, não me parece exagero pensar que o personagem não demorará muito para abrir a boca com alguém que não deve ou começar a achar que está vendo coisas onde não há nada, e se o caminho a ser seguido for esse mesmo, imagino mais um daqueles plots onde ficamos cegos e não sabemos para onde a série está querendo nos levar.

E como o tema é “plot onde ficamos cegos”, o que falar de Juliette se tornando uma hexenbiest? Por mais que eu ainda tenha receios sobre o que vem pela frente, devo admitir que acompanhar essa mudança da personagem está me agradando bastante. Se vê-la estourar a cabeça de um dos responsáveis pelo sequestro me deixa empolgado com as possibilidades dos poderes dela, o pesadelo onde ela mata Rosalee me deixa apreensivo sobre até onde ela tem controle de suas habilidades. Fora isso, ainda temos que levar em conta que ninguém, além de Sean, sabe que ela está virando uma hexenbiest, o que só deixa essa confusão toda ainda mais interessante. Só nos resta esperar o desenvolvimento disso, e creio que essa revelação acontecerá em um daqueles episódios que passam em cinco minutos.

Mais uma vez com ótimos episódios, creio que é correto dizer que Grimm nunca esteve melhor do que como ela está. Empolgante e envolvente como nunca, ela deixou de ser a série “legalzinha”, aquela que eu assistia por diversão, para se tornar a prioridade da minha watchlist, e acreditem quando eu digo que isso é um baita elogio.

Observações:

  • Hank barrado na foto da capa me fez rir;
  • Bud tentando entrar em um woge na frente de Wu foi hilário;
  • Existe coisa mais romântica do que matar uma pessoa junto com o amor de sua vida?
  • É impressão minha ou a série está aumentando o nível de violência que nos é exposta? Só uma nota de curiosidade, nada que realmente me incomode.
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