Review: Grimm 4×07/08 – The Grimm Who Stole Christmas / Chupacabra

Grimm 4x07

Dois episódios pra continuar provando que Grimm não tem tempo a perder.

Incrível! Não há outra palavra pra definir Grimm neste momento que não seja essa. Mesmo sem deixar de lado a estrutura “caso da semana”, a série está avançando o seu desenvolvimento de forma tão empolgante e cativante que é impossível terminar de ver um episódio sem querer ver o outro logo em seguida, assim como os 40 minutos são alguns dos que passam mais rápido durante essa temporada na minha watchlist.

Abordando rapidamente os casos dos episódios, embora nenhum desses tenha chamado particularmente a minha atenção, a construção dos mesmos continua algo exemplar. No 4×07 achei um tanto incoerente com o clima do episódio, pois ele foi tratado de forma cômica enquanto a parte “mitológica” do episódio foi conduzida de forma tensa o que derrubou um pouco o resultado final do episódio. O chupacabra do 4×08 também foi mais um acessório interessante do que qualquer outra coisa (embora bem mais coerente com episódio do que os “duendes” do 4×07), mas ao menos serviu para avançar com a trama do Wu na série.

Desde o final da temporada passada eu tenho ficado curioso sobre o rumo da inevitável descoberta de Wu sobre o mundo wesen e eu não sei se fiquei satisfeito com o que vi até então. Aparentemente tudo está se encaminhando para que ele volte a ser internado, o que soa mais como um passo pra trás do que um avanço, pois mesmo sendo uma resolução coerente, os roteiristas poderiam usar isso de forma criativa (Wu fingindo essa loucura para se manter longe dessas criaturas, por exemplo) ao invés de reciclar uma trama já usada na temporada passada, transparecendo certo descaso com um personagem que está conosco desde o início. Mas como ainda não chegamos a um ponto final, é bom esperar antes de concluir qualquer coisa.

Se alguns plots ainda estão sem conclusão, outros foram concluídos cedo demais, e é claro que estou falando da despedida uma das personagens mais carismáticas da série. Theresa Rubel, ou simplesmente “Trubel”, apareceu em Grimm durante o final da temporada passada e não demorou muito para conquistar o coração da grande maioria do público da série, principalmente pelo fato de ser a primeira grimm que víamos fora da família de Nick. Eis que chegamos ao 7º episódio dessa temporada e temos que nos despedir prematuramente dessa querida personagem.

Não vou dizer que a sua saída não era esperada ou que era pouco coerente, afinal ela cumpriu suas funções e sai da série sem deixar qualquer ponto que sugira um retorno, no entanto é difícil aceitar a perda de alguém tão carismático quanto ela enquanto temos Hank sem fazer nada desde o início da série e Juliette que ficou as duas primeiras temporadas da série apenas como um objeto cênico. Um adeus triste, sem dúvidas, porém ao menos podemos dizer que Trubel deixou sua marca na série como poucos conseguiram.

Já que falei de Juliette, alguém discorda quando eu digo que a personagem fez nessa temporada mais do que ela conseguiu fazer nas três temporadas passadas? Ela está participando mais ativamente de cada caso, deixou de lado aquele draminha sobre o fato do Nick ser um grimm estar atrapalhando, foi a responsável por fazer Nick voltar a ser um grimm e ainda parece estar virando uma hexenbiest! Admito que estou tão cego quanto ao futuro da personagem nessa série como qualquer espectador deve estar, mas se for pra continuar cego com Juliette finalmente fazendo jus ao posto de noiva do protagonista eu torço para permanecer cego por muito tempo.

Sobre a organização que estava perseguindo Monroe e Rosalee, eu não pensei em momento algum que essa trama chegaria à tamanha amplitude e/ou que me empolgaria, contudo só precisou de um episódio para fazer com que eu mudasse meu ponto de vista sobre o assunto. Se as primeiras ameaças pareciam algo bobo e superficial, as últimas conseguiram ressaltar a seriedade do perigo e nos fazer temer pelo futuro de Rosalee e Monroe, principalmente o momento onde vemos Monroe ser atacado (sequestrado? Muito provavelmente). Como esse aumento na relevância da trama e da gravidade dos ataques me pegou de surpresa, só me resta torcer para que isso se revele como algo muito maior do que “apenas” o ataque de um grupo que não aceita que dois tipos de wesens diferentes formem um casal.

Com mais dois episódios bastante agitados, Grimm não parece estar no meio daquela que é facilmente a sua melhor temporada até agora. Para ser mais fantástica do que já está, só espero que a série pare de me causar uma impressão de eterno “to be continued” para que consiga a chegar a um clímax que de fato conclua algumas coisas e abra caminho para outras, pois assim creio que ela será capaz de explorar completamente todo o seu potencial.

Observações:

– Saudades Adalind!

– Falando em Nick, depois que ele voltou a ser grimm ele está é perdendo espaço na série ao invés de ganhar.

– Sean sempre meio sombrio e meio vago, por isso deixei de comentar sobre ele nessa review.

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