Review: The Voice 7×02 – The Blind Auditions Premiere, Part 2

The Voice - Season 7

O reinado dos 4-chairs no time de Adam parece estar, finalmente, acabando.

Desde quando comecei a ver esse programa, Adam predomina na escolha entre os candidatos que viram 4 cadeiras. Eu particularmente nunca compreendi essa preferência por ele, pois apesar de ele ser um bom coach, não o vejo sendo tão melhor que os outros para que haja essa larga preferência. Mas eis que, na sétima temporada do reality entra um senhor de nome Pharrell Williams que, com um histórico bem sucedido fora do programa e com um poder de persuasão incrível, não consegue apenas disputar acirradamente com os apelos de Adam como consegue soar bem mais natural e orgânico que o vocalista do Maroon 5. É, Adam, parece que seu dia de rei dos 4-chairs está chegando ao fim.

E digo que “parece” porque, mesmo que de seis 4-chairs Pharrell tenha a metade (e a melhor metade, diga-se de passagem), ainda faltam três episódios de blind auditions pela frente, ou seja, se em dois episódios já tivemos um grande número de pessoa que atraíram a atenção de todos os coaches, imagina o número de 4-chairs que vêm pela frente!

Focando agora a minha atenção nos candidatos, gostaria de dizer que o aumento no nível de um episódio para o outro foi visível (e olha que ele já estava alto!). Tenho certeza que a segunda noite de blinds trouxe ao menos dois candidatos que já garantiram sua torcida, seja pelo estilo, pelo fator surpresa ou “simplesmente” pela impecabilidade da performance. Mas vamos falar de cada um, mantendo a dinâmica da review passada.

Joe KirkLego House (Ed Sheeran)

4-CHAIRS? Sério? O que ele fez para merecer tal honra? Não que ele não tenha um tom de voz interessante ou errado durante a performance, mas passou longe de merecer as quatro cadeiras viradas, principalmente quando candidatos melhores que ele não tiveram sequer uma. A disputa bem morna que houve pelo candidato apenas corrobora com a minha visão de que ele não merecia tal feito. Escolheu o #TeamAdam, o que normalmente significaria que ele seria eliminado nos knockouts, contudo, como nessa temporada o time não está de alto nível, acho que ele não terá problemas para chegar nos playoffs, infelizmente.

PS: O que foi Pharrell reclamando do “Nashville Card” do Blake? Impagável!

Sugar JoansChain Of Fools (Aretha Franklin)

Mesmo achando que ela não fez nada de errado, Sugar entregou uma interpretação sem qualquer personalidade. Parecia que ela estava mostrando tudo o que era capaz ao mesmo tempo em que eu sentia que nada era entregue. Não consigo reclamar de ela ter conseguido uma vaga no programa, pois ela tem certo potencial vocal e eles são coaches, estão ali para tirar o melhor dela, porém ela sofre do mesmo mal de Joe: alguns dos reprovados mereciam mais um lugar aqui do que ela. Virando as cadeiras de Gwen e Blake, Sugar escolheu ser parte do #TeamGwen e provavelmente será usada como um cordeirinho nas batalhas.

PS: Depois de “Music Box” temos “Sugar” no programa. Tragam mais nomes peculiares que está pouco!

Taylor BrashearsYou Ain’t No Woman Enough (To Take My Man) (Loretta Lynn)

Com um timbre bastante característico do country, Taylor fez uma audição que se sustentou quase que apenas por isso. Foi bastante linear (em um nível médio) e sua presença de palco me fez perguntar se ela fazia ideia de que estava em um palco e não no seu quarto, mas aquela glory note no final fez valer sua apresentação. Adam e Pharrell entraram mortos em uma disputa que já estava conquistada por Blake, antes mesmo de ele dizer que o que ela entregou estava à altura da intérprete original. Está no #TeamBlake e vamos ver se consegue vencer Allison Bray em alguma fase do programa, pois está óbvio que as duas serão pareadas em algum momento.

Danica Shirey Big White Room (Jessie J)

Alguém aí dava alguma coisa por ela na introdução? Juro que vi e pensei “Vai cantar bem e ser só um cordeirinho em um time”. Nem preciso dizer que quebrei a cara no momento em que ela abriu a boca, né? Com seu timbre limpo (tão limpo que até o excesso de firulas quase passa despercebido e/ou sem incomodar), Danica me lembrou de Emily B., com todo o seu controle e sua potência vocal. Porém, enquanto Emily fez uma song choice impecável em sua blind, não acredito que Danica tenha feito o mesmo, ainda que tenha sido uma performance muito boa. Conquistando a atenção de três coaches, ela escolheu o #TeamPharrell, o que será ótimo pensando em sua evolução como artista, entretanto mostra-se uma escolha arriscada pensando em seu futuro na competição. Acho que ela terá sorte se chegar aos knockouts em seu time de origem.

Reagan JamesGive Me Love (Ed Sheeran)

Essa menina tem apenas QUINZE ANOS DE IDADE? Como que alguém tão consciente do que pode fazer, tão segura no palco pode ter apenas quinze aninhos? Reagan tem uma voz bem comercial e tem uma simpatia que faz com que ela nos conquiste mesmo antes de abrir a boca. Entregando uma interpretação competente o bastante para garantir a atenção de Blake e Gwen (e ser melhor do que Cary x Sam na season 6), a garota escolheu fazer parte do #TeamBlake e, embora eu preferia que ela fosse com Gwen, acho que Blake pode realmente fazer um bom trabalho com ela. Só resta saber se estratégia dele nessa temporada consiste em um time country ou em um time diversificado. De qualquer forma, creio que essa garota irá longe no programa, independente do time onde estiver.

Menlik ZergabachewSanteria (Sublime)

Racionalmente falando ele nem de longe merecia estar no top 3 de uma noite tão boa como essa, porém, diante de tantos perfis repetitivos ou semelhantes ao que já vimos anteriormente, ver alguém como Menlik é um sopro de ar fresco. A intensa energia que ele imprimiu na canção e o estilo bastante interessante de sua voz recompensaram a falta de grandes momentos vocais durante a apresentação e o fizeram merecer as duas cadeiras viradas. Óbvio que ele seria #TeamGwen mesmo que os outros além de Blake virassem, mas infelizmente acho que o perfil dele não agradará ao grande público estadunidense, que infelizmente o eliminará precocemente do programa. Espero estar errado e vê-lo representando o reggae no reality por um bom tempo.

PS: Não basta “Sugar” temos “Man lick” também? Apenas esperando o próximo nome peculiar.

Maiya SykesStay With Me (Sam Smith)

Mesmo preferindo uma abordagem mais sutil para essa música, não posso deixar de lado o fato de que Maiya foi incrível aqui e que mereceu, com louvor, cada uma das quatro cadeiras que virou. Ela tem aquela voz poderosa que aparece em todas as temporadas do programa, e só por esse fato eu já sei não levará muito tempo para polarizar o público e resultar em uma não-tão-schoking-elimination quando o espectador tiver a chance de votar. Se isso já não fosse o bastante, ela ainda escolhe o #TeamPharrell, o que tornará a jornada dela no programa mais difícil antes mesmo de o público entrar em ação. É triste não poder ficar empolgado com uma performance dessas porque vão dizer que ela “só sabe gritar” e vão eliminá-la do programa precoce e injustamente. Sei que pareço pessimista, mas é só esperar para ver isso se concretizar. Ao menos Maiya fica com a prata da noite, na minha não-tão-humilde opinião.

Taylor PhelanSweater Weather (The Neighborhood)

Sabe quando você se apaixona completamente por um candidato logo em sua blind e pouco se importa se ele tem chances de vencer no programa, contanto que continue por um bom tempo? Caso sim ou caso não, isso já aconteceu comigo três vezes até então (com Juliet Simms, Terry McDermott e Caroline Pennell) e com Taylor não foi diferente. Ele tem uma característica que me fascina em candidatos do reality: a de entrar no palco para fazer um bom show, independente do resultado.

Cantando uma música relativamente pouco conhecida, Taylor se entregou à sua audição como se fosse a última vez que ele cantaria em sua vida, o que tornou a performance algo visceral, orgânico e hipnotizante (o que falar do “happy feet”?). Facilmente entra em uma lista de melhores blind auditions do programa. Virando obrigatoriamente as quatro cadeiras, ele escolheu o #TeamPharrell e já é facilmente um front-runner de um time repleto de talentos. No time de Pharrell ou não, sua presença no top 8 já é obrigatória!

ELIMINADOS

Acho que nunca fiquei tão irritado com alguma eliminação desde a inesquecível Yolanda Barber na season 3. Caitlin Lucia, com sua You’re the One That I Want, e Andy Cherry, com sua Everybody Wants To Rule the World, mereciam mais uma vaga no programa do que Sugar e Joe, pois ambos mostraram mais potencial e entregaram audições consideravelmente mais consistentes do que a dos aprovados aqui. Jimi Miligan também não conseguiu virar nenhuma cadeira com sua insossa, ainda que competente, interpretação de Get Ready.

A segunda noite de blind auditions terminam e os times estão assim:

#TeamAdam – Clara Hong, Damien e Joe Kirk
#TeamGwen – Bryana Salaz, Taylor John Williams, Menlik Zergabachew e Sugar Joans
#TeamPharrell – Luke Wade, Elyjuh René, Danica Shirey, Taylor Phelan e Maiya Sykes
#TeamBlake – Allison Bray, James David Carter, Reagan James e Taylor Brashears

Preciso realmente dizer que o time de Pharrell está a anos-luz à frente dos outros? De 5 nomes, não consigo ver nenhum sendo eliminado nas batalhas! Blake e Gwen se igualaram e disputam pelos 2º e 3º lugar, mesmo com o de Blake perdendo pontos por ser quase só country. Adam está incrivelmente em último, pois não há sequer um nome de peso em seu time, além de não ter Taylor, ou seja, time sem Taylor é time sem graça.

Apostando mais nos candidatos do que a première, o segundo episódio desta sétima temporada trouxe talentos mais marcantes e mais atrativos do que episódio anterior, o que prova que essa temporada veio mesmo para tentar suprimir os erros da season 6. Essa mudança me faz terminar a review com uma pergunta ao invés de uma afirmação: já podemos ficar oficialmente empolgados com a sétima temporada do The Voice?

Observações:

– Será que Adam terá um/uma Taylor para chamar de seu/sua?

– Gwen poderia parar de falar que tinha uma banda / que é uma garota / que tem uma linha de roupas, porque tenho certeza que ela é mais do que isso. Também torço para que ela volte menos forçada nos próximos episódios.

– A campanha parece estar fazendo efeito, mas vamos continuar! #LiberaProBrasilNBC 

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