Review: The Voice 7×01 – The Blind Auditions Premiere

The Voice - Season 7

The Voice is back… and I’m happy!

Depois de uma temporada bem complicada, pra dizer o mínimo, o The Voice voltou e fez uma première bastante digna e muito promissora, o que me deixou feliz a ponto de eu começar essa review fazendo referência a uma música que não gosto. Até o fato de nenhum candidato ter se destacado com grande diferença e nenhuma blind vir com aquele “WOW” pouco me incomodou. Mas antes de falar dos candidatos, deixa eu falar um pouco da bancada mais divertida de todas  as versões do reality.

Posso afirmar sem medo que todos os que acompanham o programa estavam curiosos / ansiosos (ou receosos, como foi o meu caso) com a adição de Pharrell e Gwen Stefani às cadeiras vermelhas. Pois bem, a estreia da sétima temporada chegou e os novatos já se mostraram duas grandes adições. Gwen está esbanjando simpatia e extremamente confortável como a única mulher do painel, além de trazer camisas (!) para cada pessoa que entra em seu time. Já Pharrell se mostrará uma disputa bem difícil para Adam no quesito “4-chairs”, pois seu poder de persuasão e seus ótimos feedbacks se destacaram nesse episódio de estreia. Claro que não dá para avaliar tudo em um episódio de estreia, no entanto é um ótimo início que indica que eles têm tudo para fazer incríveis trabalhos no futuro. Espero não me decepcionar.

E para aqueles que estavam preocupados se eles teriam química com Adam e Blake já podem relaxar porque, sim, a química entre os 4 é ótima e deu origem a alguns momentos divertidíssimos nesse episódio. Ao contrário da season 4, onde a experiência de Adam e Blake na bancada parecia “amedrontar” Usher e Shakira, aqui Pharrell e Gwen disputam como se já estivessem ali por tanto tempo quanto seus companheiros, o que é um alívio e aumenta a competitividade. Mas chhega de falar especificamente dos coaches e vamos conferir como andou o talento que passou por essa estreia.

Mantendo o mesmo esquema que fiz nas reviews da temporada passada, falarei dos candidatos na ordem do que menos gostei para o que mais gostei, deixando para falar dos reprovados após a avaliação de todos que viraram ao menos uma cadeira. Preparados?

Clara HongChuck E’s In Love (Rickie Lee Jones)

A mulher da voz de seda tem, de fato, um tom belo, suave e delicioso de se ouvir. Mas mesmo tendo isso ao seu favor, teve uma coisa bastante importante que derrubou a sua audição e a colocou aqui na lanterna: a song choice. Não acho que tenha sido uma escolha ruim, exatamente, entretanto essa escolha não permitiu que Clara pudesse mostrar tudo o que é capaz, tornando a sua audição competente em algo esquecível. Adam, Gwen e Pharrel viraram para a candidata e ela escolheu o #TeamAdam, e se eu não conseguia ver um futuro longo para ela no programa no time dos novatos, imagina em um time que costuma ter apenas leões. Já a vejo sendo eliminada nas batalhas sem a menor cerimônia.

Elyjuh RenéXO (Beyoncé)

A combinação de uma personalidade carismática e uma song choice bem chamativa poderia ter colocado Elyjuh mais acima nesse ranking, porém sua voz e sua interpretação não ofereceram nada de novo e/ou interessante para que eu conseguisse colocá-lo em uma posição melhor. Adam e Pharrell apertaram o botão e Elyjuh escolheu #TeamPharrell sabiamente. Não consigo ver o garoto chegando nos live shows ao mesmo tempo não consigo vê-lo sendo eliminado tão cedo. É esperar pra ver.

DamienIt’s So Hard To Say Goodbye To Yesterday (Boyz II Men)

Sei que já estamos tão cansados de Trevins no programa quanto de countries no time de Blake. Porém, no caso de Damien, é inegável dizer que ele não entregou a emoção necessária para essa performance. Ok! Nem de longe foi digno de ser um 4-chairs. Mas ainda assim consigo ver o candidato crescendo na competição pelo simples fato de ter escolhido o #TeamAdam. Caso tivesse escolhido os outros times, ele ficaria no lugar comum de canções datadas e que as tias do sofá comprariam sem nem piscar, já no time do rocker ele poderá explorar alguns outros estilos que, por mais que não garantam a nossa torcida, certamente não o deixarão nessa mesmice.

Allison BrayMerry Go ‘Round (Kacey Musgraves)

Durante a review do terceiro episódio de blind auditions da sexta temporada eu falei que Allison tinha sido uma eliminação sentida por mim e que merecia mais uma vaga no programa do que outras pessoas que viraram algumas cadeiras. Eis que ela retorna ao programa e entrega uma performance sem algum destaque, mas gostosa de se ouvir e eficaz o bastante para fazê-la conseguir a atenção de Adam, Gwen, Blake e a minha, é claro. Óbvio que não havia dúvidas de que ela iria para o #TeamBlake, pois só vemos uma Cary Laine a cada seis temporadas, e espero que ele realmente consiga explorar a voz de Bray da melhor forma possível.

Bryana SalazProblem (Ariana Grande)

Sucessora do cargo “teen” da temporada, Bryana tem talento de sobra e isso é bastante perceptível, entretanto seus nervos e a equivocada song choice limitaram bastante sua voz, fazendo com que víssemos uma audição bastante irregular. Suas notas altas estavam mais altas do que o necessário e a transição entre elas e a região média foram problemáticas, é verdade, mas nada que um bom coaching não resolva, e por mais que Adam e Blake tenham virado, acho que o #TeamGwen é aquele que tem o melhor a oferecer para Bryana.

Antes de falar de outro candidato, gostaria de falar sobre a semelhança dela com uma ex-candidata. Por mais que Bryana e Jacquie tenham muitas semelhanças (é impossível ver Bryana sem lembrar de Jacquie), a candidata de XTina tinha um alcance de voz bem maior é que permitia mais desafios para ela. Isso não significa que Bryana seja inferior a ela, já que Jacquie também teve uma audição sem brilho e chegou aonde chegou. Se a relação coach-contender entre Gwen e Bryana for tão boa quanto foi a de XTina com Jacquie, não vejo o porquê de Bryana não ter uma trajetória tão incrível quanto a de Jacquie.

Taylor John WilliamsHeartless (Kanye West)

O bronze da noite fica com o cantor indie da temporada. Taylor entregou uma interpretação sensível, frágil e única de Heartless, e olha que essa música tem mais versões que sei lá o quê (a própria Dia Frampton cantou uma na primeira temporada –completamente sugada da versão do The Fray, mas ok- ). Ele tem uma voz limitada e isso é óbvio, e mesmo assim a maturidade das escolhas que ele fazia vocalmente mostra que ele, com o treinamento correto, pode crescer bastante. Adam e Gwen viraram para ele, e creio que ele fez a escolha correta ao fazer parte do #TeamGwen.

James David CarterNobody Knows (The Tony Rich Project)

Vocês não tem ideia do quanto eu estou me sentindo estranho por colocar uma performance country como a segunda melhor da noite de audições. Confesso que nunca fui fã desse estilo, que o The Voice não ajudou muito nisso (maldita season 4!) e que, ao perceber que o pimp spot seria um cantor country, eu fiquei com um pé atrás, mas ao ver uma interpretação tão bela quanto a de James eu só consigo pensar no quão bom esse gênero musical pode ser. Bastante linear e simples sem ser monótono e com uma voz bastante característica do country, essa audição me fez concordar com o Blake quando ele disse que essa foi a melhor audição country do programa. Ao menos eu não me lembro de nenhuma melhor, e ainda pontuo que já foi melhor que todas as performances de Jake Worthington na temporada passada.

Virando as 4 cadeiras, ficamos tensos esperando para saber quem ele iria escolher, só que não. Temos aqui um dos três finalistas do #TeamBlake.

PS: já vimos “indieficação” de várias músicas, mas acho que “countryficação” é a primeira vez que vejo. Ponto pra James.

Luke WadeThat’s How Strong My Love Is (Otis Redding)

Tendo um timbre que lembra aquele dos queridinhos Will Champlin e Josh Kaufman, Luke só precisava mostrar a precisão técnica dos dois para se colocar como um front-runner da temporada, e ele o fez! Se entregando à performance como se aquela fosse a última vez que ele fosse se apresentar em um palco, Luke mostrou que veio para vencer e que não vai sair desse programa sem uma boa luta. Garantindo a atenção dos 4 coaches, estava claro que seu lugar era no #TeamPharrell e que não havia chances de ele ir para qualquer outro time.

PS: Não quero mais jogar paintball na minha vida.
PS2: O Blake achando que o Luke estava de salto alto HAHAHAHAHA

ELIMINADOS

Dennis Bell entregou uma impecavelmente insossa interpretação de She Used To Be Mine que mereceu nenhuma cadeira virada, e espero que ele não volte para a próxima temporada do programa. Megg mostrou mais atitude do que voz e dicção (como bem apontado por Blake) em uma performance sem brilho de Celebrity Skin e também mereceu ser rejeitada dessa vez, mas espero que ela volte futuramente para, quem sabe, conquistar uma vaga no programa. Bianca Espinal tentou conquistar sua vaga com uma apresentação apagada de Foolish Games e que fica a anos-luz de distância do que a nossa miss combo fez na temporada passada. Destaque para o feedback de Pharrell, que mostrou para a moça que ela tem que acreditar no que estava fazendo para que outros pudessem fazer o mesmo.

A primeira noite de audições termina e os times estão assim:

#TeamAdam – Clara Hong e Damien
#TeamGwen – Bryana Salaz e Taylor John Williams
#TeamPharrell – Luke Wade e Elyjuh René
#TeamBlake – Allison Bray e James David Carter

Os novatos começam na frente, quase que empatados e com times que podem ameaçar uma vitória nessa temporada. Blake vem logo atrás, principalmente pela presença de James. Já Adam começa na lanterninha bem longe dos outros times, o que não é preocupante porque tenho certeza que ele com certeza trará gente popular para o time dele, mas é interessante ver um time que normalmente é considerado um dos mais fortes começar a temporada tão fraco.

Com uma estreia repleta de pontos altos (novos coaches e bom nível de candidatos) e com alguns baixos (da próxima vez espero que ouçam os candidatos antes de apertarem o botão), a sétima temporada do The Voice promete deixar para trás o histórico de escolhas ruins da temporada passada e vir em rumo de uma redenção. Espero que ambos os casos se concretizem e que tenhamos uma temporada maravilhosa pela frente.

Observações:

  • A performance dos coaches foi legalzinha e se resumiu a Gwen. Quem quiser assistir clique aqui;
  • Temporada na fall season e o likeability dos participantes aumenta bastante. Se for pra ser assim, que o The Voice faça apenas uma temporada por ano, por favor!
  • Alguém aí sabe como soletrar “BANANAS”?
  • NBC vetando os vídeos pro Brasil de novo 😦 #LiberaProBrasilNBC
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