Review: Grimm 3×21 – The Inheritance

Grimm

Quanto mais grimms melhor?

Na review do episódio anterior falei que a descoberta de uma nova chave-mapa me empolgava ainda mais para esta reta final, pelo fato de ter ficado em escanteio por tanto tempo e por ser uma das partes mais interessantes da trama da série. Pois bem, depois de ter assistido esse “The Inheritance” posso dizer que me sinto um tanto contrariado com o desenvolvimento dessa parte da trama, já que, mais uma vez, ela foi deixada de lado para que o destaque fosse dado à outra coisa (nesse caso, a introdução de mais um grimm).

Não me entendam mal, de forma alguma estou tirando o mérito dessa inclusão de novos personagens. A questão aqui é a expectativa vs. o que nos foi apresentado e, comparando esses dois fatores, não posso deixar de afirmar que série me desagradou um pouco pelo fato de que o roteiro optou por seguir um caminho seguro e fácil (a introdução de novos personagens) ao invés de adotar o desenvolvimento de uma parte excessivamente adiada de sua mitologia.

Dando continuidade à cena que encerrou o último episódio, vimos que um novo grimm e seu filho (que ainda não manifestou ser um desses seres) estavam atrás de Nick para poder lhe repassar a chave que possuíam. Antes de falar sobre essa busca em si, devo dizer que essa nova abordagem sobre o descendente de um grimm não ter características de um deles me chamou a atenção positivamente porque ainda não havia passado pela minha mente uma abordagem por esse ângulo, mas ao mesmo tempo me deixa alarmado por apenas um motivo: Trubel.

Como a inserção de Josh interfere em Trubel? Simples: eles são o exato contraponto um do outro! Um é um descendente de grimm que sabia da existência desse mundo e não queria acreditar que ele existia, a outra é uma grimm que não sabia da existência dessa realidade e se agarrou à primeira oportunidade de encontrar algum sentido naquilo que via, ou seja, é bem confortável para o roteiro apostar em uma relação entre os dois (seja ela amorosa ou não) para retirá-la da série o mais rápido possível. E, convenhamos, tirar Trubel da série quando se pode mandar embora Hank ou Juliette da série é algo bastante negativo.

A procura por Nick foi um tanto menos criativa e menos ágil do que eu esperava, ainda mais levando em conta que o próprio Nick foi coadjuvante nessa procura, perdendo espaço para Trubel. Que ela é uma ótima personagem e que já ganhou nosso amor em pouco tempo todos já sabem, e vê-la pondo a “mão na massa” novamente foi divertido, porém acho que ela está recebendo destaque demais da série.

Tudo bem que a personagem foi introduzida há pouco tempo e que precisa ser desenvolvida, mas já estou achando um exagero o foco que ela está recebendo (e já tenho em mente que essa opinião é extremamente impopular), pois por mais que Nick tenha sido deixado de lado durante a temporada inteira, agora é a reta final e ele deveria retomar o posto de protagonista. Bem que poderiam “reduzi-la” ao posto de coadjuvante de luxo, como Adalind, por exemplo, já que assim ela continuaria a aparecer bastante e não tomaria um tempo excessivo em tela.

O encontro entre Rolek e Nick foi bem anticlimático, e a morte do primeiro antes de conseguir entregar a chave foi bem previsível e clichê, mas mais clichê ainda foi ver Rolek dizer “me dê minha bengala” e ver a direção tentando nos fazer acreditar que ele queria a bengala para andar quando o objetivo principal estava óbvio. Depois de sua morte, a scooby gang descobriu, em uma brainstorm (risos), onde estava a chave e puderam acrescentar mais algumas partes ao mapa incompleto apenas para confirmar que, seja lá o que tiver sido escondido pelos grimms durante as Cruzadas, está na Floresta Negra. E mais uma vez pontuo que fiquei decepcionado com esse passo de tartaruga que foi dado. Custava nos dar mais informações?

Indo para aquela que foi a melhor parte do episódio, Adalind continuou dando seguimento ao processo de destruição de Nick e incorporou a Hermione Granger ao fazer uma poção polissuco para se tornar Juliette, com direito a uma tragada do Chapéu Seletor. Ainda tenho pouca noção do que ela fará com Nick, mas para incluir uma transformação em Juliette deve ser algo grande e estou bastante ansioso para ver como isso será concluído.

Apesar de todas essas críticas feitas, acho que o episódio terminou com um saldo positivo, mais devido à competência habitual em alguns aspectos, que eu não mencionei no texto para não me repetir, do que algo de novo. Não chego a ficar alarmado com a decepção que tive aqui, contudo chegarei à season finale com um calcanhar atrás em toda a ansiedade com que eu o aguardo.

Observações:

– O quão fofo foi Rosalee tendo um “mini” ataque de pânico com o casamento? Tem como não torcer para esses dois?
– A resposta para a pergunta que abre a review é: não dessa vez.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s