Review: Grimm 3×20 – My Fair Wesen

Grimm 3x20

Quando a previsibilidade não prejudica um episódio.

Costumo sempre prestigiar a importância da imprevisibilidade em uma série e, nesse ponto, não tenho como reclamar do que Grimm nos vem oferecendo nessa reta final da temporada. Porém, quando a série nos apresenta um episódio previsível do início ao fim como foi este 3×20, não tenho muito para reclamar quando é feito no melhor momento e da melhor forma possível.

Desde seu título, uma clara referência a “My Fair Lady” (e quem já viu o filme sabe que as semelhanças não param por aí),  o episódio já entrega logo de início que não está se preocupando em nos surpreender ou chocar e sim para desenvolver a mais nova adição ao elenco da série. Trubel não precisou de muito para conquistar nossa simpatia, porém ainda era preciso ver como a personagem funcionaria na dinâmica, e nada melhor do que guardar esse momento justamente para o episódio que vinha após sua introdução.

Apostando em um caso simples e levemente interessante para servir como pano de fundo, onde garotas pobres eram iludidas por um wesen para fazerem roubos de loja, o episódio focou em Nick tentando mostrar para Trubel como era aquele mundo que ela sabia que existia e pouco conhecia sobre. Era claro que ela relutaria um pouco inicialmente, portanto não achei algo forçado vê-la tentando fugir no meio da noite, pelo contrário, os roteiristas conseguiram mostrar essa relutância da forma menos enfadonha possível. Inclusive, a brincadeira do início do episódio em nos fazer achar que ela fugiu funcionou perfeitamente porque esperávamos essa fuga.

Passando para o “treinamento grimm”, vimos a garota passando por alguns momentos que se destacaram, como aquele em que ela tenta se controlar quando vê Monroe e Rosalee passando pelo woge, ou como aquele em que ela fala “wesen” na frente de Wu (que parecia estar prestes a falar para ela daquela criatura que viu – e como seria ótimo se ele realmente o tivesse feito -). Esses momentos apenas ressaltam a competência que a série tem em conseguir mesclar uma situação tensa com um clima cômico, sem nunca, de fato, deixar de se levar a sério.

Para fazer jus ao seu nome, Trubel se torna voluntariamente uma das “vítimas” do caso da semana e vai para o abrigo onde esse esquema é formado. Devo dizer que essa escolha causou sentimentos mistos em mim, pois por mais que eu estivesse curioso para ver como ela se sairia com esse caso (e eu estava bastante ansioso), a previsibilidade fez uma exceção neste momento e atrapalhou a cena (ou alguém não tinha percebido desde o início que a mulher lá era uma wesen também?), o confronto foi bastante fraco, quase chegando a ser anticlimático, e a resolução do caso foi muito preguiçosa, até para um caso tão simples quanto este.

Lado procedural à parte, Adalind já iniciou o processo para cumprir seu acordo com Viktor ao reincorporar o seu lado bitch e descobrir o que sua mãe havia lhe deixado de herança. Sem grandes avanços, o que aconteceu aqui foi basicamente ver a hexenbitch™ tentando abrir um livro durante todo o episódio só para descobrir que o que abria aquele livro era seu próprio sangue. Espero que toda essa demora para tenha sido apenas para ressaltar a importância que esse livro terá no final dessa temporada, porque mostrar essa dificuldade toda para que no fim aconteça algo bobo relacionado a este livro será algo difícil de perdoar.

Deixei para comentar por último aquela cena final do episódio, aonde vimos uma pessoa avulsa com uma das chaves-mapa em mãos, porque esse acontecimento foi o que mais me chamou a atenção nesse episódio “apenas” divertido. Quando essa trama foi inserida na série eu imaginava que ela poderia ser desenvolvida tanto em longo quanto em curto prazo, porém, o tempo foi passando e essa parte da mitologia, para meu desagrado, ficou em escanteio, portanto, imagine minha empolgação ao ver aquele bendito objeto nas mãos daquele desconhecido? Só não soltei um palavrão porque meu check-in no chão foi tão forte que eu fiquei sem reação. Não irei me alongar nos comentários sobre isso porque é assunto para a review do próximo episódio, mas desde já garanto que minhas expectativas para esse final de temporada, que já estavam altas, atingiram um nível acima do estratosférico.

Após tantos episódios movimentados, este mais calmo e previsível pode parecer fraco em comparação com os outros, mas foi um bem vindo pé no freio neste ritmo acelerado que estamos vendo há algum tempo, principalmente porque os próximos episódios prometem um ritmo mais vertiginoso do que vimos até então na série, e vamos torcer para que essa promessa se cumpra.

Observações:
– Sean está ficando tão apagado desde que se separou de seu possível bebê, e não estou falando no sentindo que ele não está sem função, mas  no sentido deque o personagem está aparentando um cansaço;
– A promo dos próximos episódios já sambou mais na nossa cara do que o restante da temporada, e isso não é exagero.

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