Review: Grimm 3×17/18 – Synchronicity / The Law Of Sacrifice

Grimm 3x17

Durante boa parte da temporada os casos da semana foram os episódios que predominaram, causando uma sensação de lentidão da trama ou até enrolação por parte dos roteiristas. Embora eu tenha achado a trama lenta, não acho que tenha havido enrolação, pois mesmo com a maioria dos episódios focando nos casos da semana víamos ser desenvolvida a trama da Realeza vs. Resistência como também o avanço da peculiar gravidez de Adalind, e creio que se tivesse tido enrolação de fato, esses dois últimos episódios não seriam, nem de longe, tão incríveis quanto foram. Com nenhum segundo perdido sequer, esse 3×17 e o 3×18 entram facilmente em uma lista de melhores episódios da série.

A perseguição contra o bebê de Adalind (que ganhou o nome de Diana) foi responsável por alguns ótimos momentos, como o encontro entre a hexenbiest, Kelly, Nick e Juliette. Tal sequência me lembrou daquela sensação que mistura tensão e diversão que outras cenas da série foram capazes de despertar (Juliette vendo o primeiro woge ou Nick encontrando os pais de Monroe, por exemplo), no entanto esta a fez de uma forma mais intensificada, pois havia mais tensão ali do que nunca.

Os quatro tinham conflitos que gerariam ótimas cenas separadamente e que sendo concluídos juntos foram ainda melhor do que eu imaginava. Não foi tão apressado a ponto de soar superficial e não tão longo a ponto de prejudicar o ritmo de uma situação tão urgente quanto aquela. É claro que eu ainda espero que Nick questione sua mãe sobre o que ela fez neste obscuro período, mas creio que isso possa ser deixado mais pra frente sem grandes problemas.

Outro momento que me chamou a atenção foi o encontro entre Viktor e Sean. Ambos são personagens bem seguros de si e jurei que este embate geraria ameaças de ambos os lados, ou seja, fiquei triste de ver que Sean tem menos vantagens em jogo do que eu inicialmente pensava ao mesmo tempo em que fiquei feliz em perceber que Viktor é uma ameaça maior que seu antecessor e que tem grandes probabilidades de se tornar um ótimo vilão para a série.

Vimos também que Diana já tem poderes bastantes avançados capazes de causar terremotos, mover coisas e até de criar um doppelganger para se proteger. Não tenho ideia sobre até que ponto os poderes dessa garota poderão chegar (o céu é o limite, afinal), entretanto espero ver essa capacidade ser aproveitada o quanto antes possível.

Ainda houve alguns momentos interessantes como o fato de finalmente descobrirmos como os wesens sabem que um grimm é um grimm (“os olhos são a janela da alma”), Hank achando que era pai da filha de Adalind e até houve certa preparação para o pedido de casamento de Nick para Juliette, algo que deverá ser retomado ainda nessa temporada, creio. Porém não vimos nada tão grandioso, interessante ou importante quanto o plano de salvar Diana.

Ao invés de usarem hashtags, a scooby gang foi a campo tentar impedir Viktor de ser bem sucedido em seu objetivo através de um plano tão mirabolante quanto simples. Desde a visita noturna que Kelly fez a Monroe eu achava que tinha algo errado e vê-la sendo presa apenas reforçou esse pensamento. Pensamento que se confirmou quando percebi que isso era apenas para fazer com que Adalind se separasse da filha apenas para que Renard entregasse Diana para Viktor.

Toda a sequência foi tão climática e parecia ser tão definitiva que eu realmente acreditei que ela seria entregue e que o grupo passaria a trabalhar em uma forma de resgatá-la e que os próximos episódios seriam sobre isso até que os roteiristas quebram minhas pernas ao mostrar que o plano era dois em um, tanto a entrega quanto o resgate. Palma a eles por conseguirem fazer tal recurso competência, e que continuem assim nos episódios restantes dessa e na próxima temporada.

Reservarei esse parágrafo para falar de Adalind, que é uma das minhas personagens prediletas da série, e que teve poucas chances de mostrar outro lado além da bitch que naturalmente é. Ambos os episódios já tinham a minha admiração só por mostrarem um lado mais humano dela, mas mesmo assim eu não esperava que a personagem me tocasse da forma como o fez. Claire Coffee nunca havia me chamado a atenção como atriz, já que por causa da unilateralidade de sua Adalind eu sempre achava que a atriz era limitada, contudo aqui ela mostrou que eu estava equivocado e que tinha mais a oferecer do que o papel permitia. Todo o amor que ela tinha pela sua filha não precisava ser posto em palavras para ser compreendido, porque apenas com o olhar Coffee conseguia transmitir isso. A cena em que demonstra toda a dor de perdido Diana é digna de nota.

Dois episódios incríveis, ágeis e que não perderam tempo em momento algum, estes foram verdadeiros exemplos do por que Grimm é uma das melhores séries da TV aberta estadunidense atualmente. E que venham os quatro últimos episódios para manter esse nível, coroar tal afirmação e fazer com que esta se torne a melhor temporada da série até agora.

Observação: Não consegui tempo hábil para fazer as reviews do 3×15 e do 3×16, mas para não deixar em branco farei um comentário geral (e superficial) sobre eles. Ambos tiveram um interessante caso da semana que serviram como pano de fundo para o desenvolvimento de certa parte da mitologia wesen da série. Tivemos Wu saindo da clínica anulando praticamente todo o efeito que o 3×14 pudesse ter e o fato de um wesen “wogar” excessivamente fazer com que o seu lado wesen comece a tomar conta foi um ótimo acréscimo à série e espero que seja reaproveitado futuramente.

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