Review: The Voice 6×15/16 – The Playoff Continues

The Voice - Season 6

Surprise, surprise!

A segunda semana de playoffs me surpreendeu de várias formas: foram participantes ótimos entregando performances aquém do esperado (e vice-versa), os técnicos tomando a escolha correta, momentos genuinamente divertidos (algo que não víamos desde as blinds)… Mas o que mais me surpreendeu aqui foi que, comparando os times após seus resultados, a disputa entre eles está bem mais acirrada do que eu ousaria pensar antes dessa fase. E para saber como isso aconteceu, falo de cada time separadamente mantendo a dinâmica estabelecida na semana passada, ou seja, começo com os comentários sobre o time que teve o melhor desempenho durante esta fase.

#TeamShakira

Antes das performances, eu realmente achava que este time, com exceção de Patrick (que estava abaixo de suas concorrentes), era o mais acirrado para a disputa de uma vaga nos lives e, apesar de torcer para que Tess, Deja e Dani continuassem na competição, Kristen corria perigosamente por fora e poderia ficar injustamente no lugar de uma das três. Porém só foi preciso assistir as apresentações para saber que eu estava levemente enganado quanto a isso.

Kristen MerlinTwo Black Cadillacs (Carrie Underwood)

A “miss combo” foi tão sacaneada pela edição do programa que mal me lembrava de seu timbre de voz, mas só foi ouvir novamente para me lembrar do quão competente ela é. Sua interpretação de Two Black Cadillacs carecia de certa intensidade, é verdade, porém ela conseguiu mostrar ótimos vocais (o que foram aquelas notas altas no final da canção?) e uma presença de palco contagiante que nos faziam até perdoar o fato de ela não ter imprimido a emoção necessária para demonstrar que a canção se tratava de uma vingança.

Nota: 7,5

Deja HallBattlefield (Jordin Sparks)

Como vocês já devem saber, Deja me conquistou desde sua blind e eu tinha grandes expectativas para ela durante os playoffs, mas aí ela vem tentando mostrar um lado mais agressivo dela e creio que ela não poderia ter escolhido um momento mais inoportuno para isso. A apresentação foi ruim? Não. Foi boa? Também não. Vimos uma performance tão mediana que acabou sendo esquecida diante de um time que surpreendeu tanto, e além de ter sido facilmente a mais fraca do time também  foi, de longe, a sua “pior” performance no programa. Uma pena que ela não tenha conseguido atingir aquilo que pretendia ao arriscar sair de sua zona de conforto.

Nota: 6,5

Tess BoyerHuman (Christina Perri)

A bola de pingue pongue dessa temporada é, sem dúvidas, a participante mais subestimada pelos coaches nessa temporada, pois mesmo vencendo as duas batalhas, terminou por ter que depender de steals para continuar na competição, e mais uma vez ela veio e provou que é uma candidata que tem tudo para vencer esse programa. Eu não esperava muito dela quando vi a escolha da música, porém ao ver seu treino pensei que poderia sair algo bom dali, só não esperava o quão bom seria. A apresentação foi tão carregada emocionalmente que até as falhas nos vocais (poucas, mas perceptíveis) foram perdoadas diante de tanta entrega nessa interpretação. Posso estar equivocado, mas não consigo imaginar um cenário onde essa garota não esteja na final.

Nota: 9,0

Patrick ThomsonTrouble (Ray LaMontagne)

Mesmo achando que Patrick está fazendo hora extra no programa desde quando Adam e Blake viraram suas cadeiras, eu estava pronto para ver sem nenhum pré-conceito esta performance e creio que o candidato fez por valer este voto de confiança. Pela primeira eu consegui realmente apreciar a rouquidão de sua voz, consegui ver emoção em uma interpretação sua e até perdoar seus erros visto que esta que foi sua melhor apresentação até então. Claro que é tarde demais para mudar alguma coisa, porém seria estupidez negar essa evolução que ele teve durante os playoffs.

Nota: 7,0

Dani MozThe Edge Of Glory (Lady Gaga)

Se eu tinha alguma dúvida de que escolha eu teria feito durante o round 2 onde vimos potencial x mérito (e eu tive muitas), essa performance sanou qualquer uma delas. Dani conseguiu reverter toda e qualquer rejeição que poderia ter após ser “responsável” pela derrota de uma das participantes mais populares desta edição com uma performance que se resume em uma palavra: emoção. Os ótimos vocais estavam lá, ela estava tocando o piano maravilhosamente bem, mas o que realmente falou mais alto e conquistou quem viu a apresentação foram as doses cavalares de emoção que ela imprimiu durante esta interpretação. Se eu considerava que ela seria eliminada pelo público na primeira oportunidade, já passe a considera-la como uma das candidatas com maiores chances de chegar a final do reality.

Nota: 9,0

As performances do #TeamShakira terminam e o ranking da noite fica assim:

Tess – 9,0
Dani – 9,0
Kristen – 7,5
Patrick – 7,0
Deja – 6,5

De um modo geral, foi o melhor time a se apresentar nos playoffs, e pelo que foi visto era impensável a eliminação tanto de Dani como de Tess. O problema residia na escolha entre os outros três, pois por mais que Kristen tenha sido a melhor dentre eles, Deja já entregou melhores momentos do que ela e, além disso, Kristen já foi combada duas vezes, o que pode prejudica-la na competição. Apesar de ter entregue seu melhor hoje, Patrick não era uma opção.

RESULTADO: Shakira começou escolhendo Tess, concordando comigo sobre sua presença ser indispensável no top 12, e depois escolheu Kristen. Após essa escolha eu já comecei a rezar para qualquer entidade que eu conheça (Até para Cthulhu, veja só! –q) só para não ver Shakira cometer a burrada de eliminar Dani após aquela performance. Em qualquer outro time essa ação significaria a quebra de tensão sobre o último a ser escolhido, mas quando se trata de Shakira era bem fácil ela fazer essa loucura. Felizmente todas as preces valeram a pena e ela manteve Dani merecidamente na competição (com direito até a zoação com o Patrick, porque ele não tem útero para ser “the woman of today”), o que significou a eliminação triste, porém válida de Deja, e a saída digna de Patrick do reality.

E assim o #TeamShakira avança para os lives com Dani, Kristen e Tess. Posso afirmar que ele está bem mais forte do que eu pensava, e se eu achava que ele seria o primeiro eliminado, já tenho certa convicção de que isso não acontecerá. Sinto que qualquer uma das três tem força para realmente ganhar essa competição (sim, até Kristen), o que não deixa de ser curioso visto que todas elas passaram pelos temidos combos, e normalmente quando se é vítima de um deles o futuro é uma eliminação precoce. Vamos esperar para ver se elas realmente quebrarão esse paradigma e conseguirão passar ilesas para o top 10.

#TeamAdam

Embora o time de Adam certamente tivesse uma popularidade maior do que o time de Shakira, minha expectativas para os playoffs deles eram as menores possíveis e eu só esperava ver uma performance digna por parte de Kat. Entretanto, levando em conta que o fator “popularidade” é mais levado em conta do que o fator mérito “aqui”, era óbvio que os outros quatro estavam em considerável vantagem diante de Kat, o que me deixou apreensivo quanto a escolha dele e as performances não ajudaram em nada essas expectativas.

Delvin ChoiceLet’s Stay Together (Al Green)

Todos os pontos que Delvin ganhou comigo durante sua battle no round 2 foram simplesmente jogadas ao léu diante de uma performance tão sem brilho e sonífera quanto essa. Não estou questionando sua capacidade vocal, nada disso, só que sua apresentação estava tão sem vida que ele teve que “pedir” para a plateia bater palmas para inserir um pouco de ânimo ali, e talvez por ter visto essa vontade de fazer aquilo realmente acontecer que ele tenha subido um pouco em minha avaliação. No entanto, ao ver os coaches lamber seus pés após a apresentação, sua presença no top 12 já estava mais do que garantida e só restava saber se seria merecida ou não.

PS: Clique na imagem para ver o vídeo

Nota: 6,5

Jake BarkerShe Will Be Loved (Maroon 5)

Após passar tanto tempo reclamando dos falsetes usados em demasia, curiosamente isso pouco me incomodou durante a interpretação que Jake deu a She Will Be Loved, pelo contrário, achei que, pela primeira vez, isso mais o ajudou do que o atrapalhou. O problema aqui estava na entrega dele, pois a música pede uma performance bem visceral e despida de qualquer barreira emocional, o que passou longe da performance insossa que vimos aqui.

Nota: 5,5

Kat PerkinsOpen Arms (Journey)

Quando vi a escolha da música eu fiquei com um pé atrás sobre o que viria, pois por mais que seja uma ótima canção, ela corria o risco de soar datada demais para o programa. Mas não sei por que eu duvidei da capacidade de Kat, pois ela é uma senhora cantora e fez com que minhas preocupações fossem embora segundos após o início de sua apresentação. Que entrega belíssima! Que vocais maravilhosos! Não consigo encontrar um defeito sequer aqui e o único motivo pelo qual ela não recebe a nota máxima é porque eu sou chato guardo essas notas para performances como Dream On, I Put A Spell On You, Over You, It’s A Man’s Man’s Man’s World (de Juliet Simms, pra quem tiver dúvidas)…

PS: O que foi Kat dizendo que só cantou essa música na sua sala de estar? Humilhação pouca é bobagem.

Nota: 9,5

Morgan WallenStay (Florida Georgia Line)

Country no #TeamAdam? Country para um rocker? Música desconhecida de uma banda desconhecida? Você estava pedindo para ser eliminado, né Morgan? Porém, contrariando toda e qualquer expectativa ele vem e entrega uma performance bastante simples que apenas ressaltou suas qualidades. Essa interpretação foi a prova de que, às vezes, menos é mais.

Nota: 8,0

Christina GrimmieI Won’t Give Up (Jason Mraz)

Esta coisinha pequenininha estava na zona vermelha do meu caderninho antes de entrar no palco por entregar performances tecnicamente impecáveis e com uma emoção aquém do que a música exige, e não é que aqui ela nos mostrou uma interpretação puramente emocional? Grimmie realmente se entregou aqui como nunca tinha feito antes e não precisou mostrar notas altas para emocionar, a prova disso é que seus piores momentos foram justamente quando ela tentou elevar o tom da música e acabou exagerando nisso e apagando um pouco o brilho durante o final, mas nada tão relevante a ponto de tirar dessa o título de sua melhor performance no programa até então.

PS: “She’s just little. Isn’t she?” LISPECTOR, Blake. 2014

Nota: 8,5

O ranking do #TeamAdam fica assim:

Kat – 9,5
Christina – 8,5
Morgan – 8,0
Delvin – 6,5
Jake – 5,5

Se tirássemos Jake e Delvin da avaliação, o time de Adam teria o melhor resultado dos playoffs, porém eles estão e poderiam ameaçar a eliminação de Morgan e de Kat. Embora eu levasse Kat, Grimmie e Morgan para avançar na competição sem nem pestanejar, a única com presença garantida nos lives era Grimmie, ou seja, os outros disputariam com unhas e garras pelas vagas restantes.

RESULTADO: Começando pelo mais óbvio, Adam escolheu Grimmie, e para começar a ferrar nas escolhas ele decidiu optar por Delvin. Para mim estava claro que ele não escolheria Jake, mas abandonar Morgan ou Kat após o que foi visto hoje era simplesmente algo inaceitável, e dentre esses dois era óbvio que eu preferiria ver mais de Kat. Felizmente Adam avançou com a cantora e eliminou injustamente Morgan e deu um adeus bastante tardio à Jake.

Com Christina, Delvin e Kat, Adam forma o time mais diferenciado para os lives. Grimmie é a mais popular e deve ir mais longe na competição (mesmo se tiver que derrotar gente com desempenho superior ao seu na ocasião); Kat é a mais talentosa só que não parece ter conquistado o público ainda por ser uma rock girl, o que me faz temer pelo seu futuro; já Delvin não é popular e chegou aqui após escolhas bem duvidosas de Adam, é um dos grandes favoritos a ser eliminado inicialmente.

#TeamUsher

Aquele time que chegou a essa fase como o melhor já parecia ter dois candidato nos lives (Josh e Bria) e Stevie e Melissa teriam que brigar ferrenhamente pela última vaga aqui, pois a meu ver T.J. já era cara fora do baralho. Tive uma leve decepção aqui, pois o time foi o único não teve uma apresentação que se destacasse soberanamente em comparação com as outras, e sobre os candidatos só houve uma mudança dentre as expectativas e essa mudança foi uma verdadeira sambada na minha face.

T.J. WilkinsTell Me Something Good (Rufus & Chaka Khan)

Não sei se foi pelo fato de eu ter baixas expectativas ou por qualquer outra coisa, mas eu curti bastante essa performance de Wilkins. Não foi o suprassumo do The Voice e ainda há algo de genérico ali, porém é inegável dizer que ele realmente evoluiu, mostrou uma apresentação divertida e enérgica capaz de leva-lo merecidamente ao top 12. O único problema é que, por mais competente que ele tenha sido, a sua capacidade de ser lembrado ao final das performances é mínima, o que diminuiu um pouco o resultado na minha avaliação final.

Nota: 7,5

Melissa JiménezHalo (Beyoncé)

O maior problema dos candidatos dessa temporada é conseguir imprimir emoção e identidade em sua apresentação. Felizmente esse não é o caso de Melissa, pois desde o início o que a caracteriza é justamente essa entrega completa às suas performances, e isso nos fazia até relevar alguns erros técnicos. Só que aí ela decide cantar Halo e se perde na respiração, não atinge as notas que pretendia, chega a desafinar em certo momento e entrega uma performance que só não é um completo desastre justamente pela entrega. Depois disso não havia como avançar com ela na competição sem ser uma injustiça.

Nota: 6,0

Stevie JoThe Thrill Is Gone (B. B. King)

Quando vi a escolha dele achei que a música não lhe iria fazer favor algum e esperava que Usher desse um ótimo feedback para fazer com que Stevie entregasse uma apresentação a altura tanto de seu talento quanto do time em que estava, no entanto o que aconteceu foi justamente o oposto, acho que o conselho de Usher de acrescentar mais dinâmicas à interpretação mais prejudicou do que ajudou. Todos as inflexões que ele deu à música tornaram a performance algo superficial e chato, ainda que tenha lá seus méritos técnicos. Minha decepção aqui foi maior do quando ele cantou Story Of My Life.

Nota: 6,5

Bria KellyWild Horses (The Rolling Stones)

Se quando falei de Morgan usei o jargão “às vezes, menos é mais” para elogiá-lo, aqui posso usar o mesmo para apontar o principal problema dessa performance. Bria entregou uma boa interpretação sim, só que ela fez tantas coisas com uma música que não precisava de tanto esforço que o resultado ficou um tanto exagerado. Acho que essa foi sua “pior” apresentação no programa até agora, o que diante de uma noite tão fraca como essa não deve significar perigo de eliminação, entretanto serve para nos deixar preocupados com o seu futuro no programa.

Nota: 7,5

Josh KaufmanIt Will Rain (Bruno Mars)

Vindo de duas performances fantásticas (e perdendo injustamente uma delas), minhas expectativas para Josh estavam altíssimas e posso dizer que sua It Will Rain não me decepcionou, mas também não me chamou a atenção. Quando vejo os playoffs espero que os candidatos entreguem o melhor de si para conseguir passar de fase, e isso eu não vi em Josh, pois por mais que ao comparar com os restantes ele tenha sido o melhor da noite, ao compará-lo com ele mesmo o resultado fica aquém do desejado. E o que falar daquela ajoelhada completamente inorgânica? Precisava mesmo daquilo?

Nota: 8,0

A noite do #TeamUsher termina e o ranking fica assim:

Josh – 8,0
Bria – 7,5
T.J. – 7,5
Stevie – 6,5
Melissa – 6,0

Reforço aqui que essa foi uma noite decepcionante de performances, onde nenhuma delas conseguiu se destacar tão positivamente quanto nas outras, e dentro desse cenário pouco agradável, só restava esperar que a justiça fosse feita e Josh, Bria e T.J. prosseguissem na competição.

RESULTADO: Sem nenhuma surpresa, os primeiros escolhidos de Usher foram Josh e Bria, o que deixou a última escolha como um mistério pra mim já que Melissa e Stevie sempre pareceram ser queridinhos do Usher e T.J. parecia estar aqui só porque enfrentou um “steal” em sua 2ª batalha. Seja como for, Usher fez a escolha correta e optou por levar T.J. para os lives juntos com Bria e Josh. Stevie e Melissa dão adeus à competição e só farão falta pelo potencial que tinham.

Chegando ao top 12 com Bria, Josh e T.J., o #TeamUsher tem dois claros frontrunners aqui. Bria e Josh são bastante talentosos e carismáticos, e ambos têm grandes chances de vencer esse programa sem grandes problemas, já T.J. é o elo fraco do time e vai conseguir um grande feito se sobreviver ao top 10.

 

Os playoffs chegaram ao fim trazendo uma mudança drástica na minha visão sobre os candidatos e começamos os lives com o seguinte ranking:

Kat – 9,5
Sisaundra – 9,0
Tess – 9,0
Dani – 9,0
Christina – 8,5
Josh – 8,0
Bria – 7,5
Kristen – 7,5
T.J. – 7,5
Delvin – 6,5
Jake – 6,0
Audra – 6,0

Os times estão bem mais equilibrados do que eu pensava que estariam e parece que, se depender realmente do mérito, cada performance será significantemente decisiva e cada semana será mais tensa do que a anterior. Espero que isso se concretize e que tenhamos mais ótimas apresentações como algumas que vimos aqui, pois só assim o nível dessa problemática temporada irá melhorar.

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