Review: The Voice 6×13/14 – The Battles, Round 2, Part 3 / The Playoffs Première

The Voice - Season 6

O quão prejudicial pode ser uma decisão justa?

De vez em quando surgem alguns embates onde ficamos em um dilema: seria melhor avançar com a pessoa que realmente venceu a batalha ou aquela que tem mais chances de vencer o programa, mesmo que essa tenha sido inferior a seu combatente? Nessa edição tivemos alguns confrontos nesse estilo, só que neles, com exceção de Cary x Sam, o potencial foi levado mais em conta do que o mérito. Eis que chegamos ao final do round 2, onde eu jurava que nada mais poderia me surpreender, mal sabia que eu estava redondamente enganado e que a eliminação mais chocante e mais sentida viria aqui.

Por mais que eu preze tanto por vitórias justas e que não ache que deva levar em consideração o potencial em detrimento do que foi entregue, a eliminação de Clarissa me fez repensar um pouco sobre isso. Sim, foi uma decisão correta e fez a justiça de dar uma chance a quem mereceu mais, porém eliminar a candidata de maior apelo popular do seu time pode soar como descaso com o público, e quando se trata disso o espectador costuma ser cruel e prioriza por eliminar esse time o quanto antes. Espero estar errado e que Dani, Deja, Kristen, Patrick e Tess não sejam julgados por algo que não fizeram. Mas enfim, estou falando tanto dessa decisão que é melhor terminar a introdução e começar a falar não só dessa, como das outras escolhas e batalhas.

#TeamShakira: Clarissa Serna x Dani MozPerfect (P!nk)

De início eu não havia gostado muito da escolha da música e realmente achei que ambas se dariam mal com ela, mas os treinos vieram e percebi que essa song choice permitiria sim uma boa batalha, eu só não esperava o quão boa ela seria. Clarissa começou com o tom mais alto do que o da música exigia e seu nervosismo atrapalhou um pouco as notas alcançadas, porém isso ficou quase imperceptível diante do show de evolução que ela deu no palco; digo “quase imperceptível” porque, caso Dani não tivesse começado consideravelmente melhor que Clarissa, dificilmente alguém notaria ou reclamaria de sua falta de sucesso nisso, e Dani, assim como a combatente, evoluiu bastante até o fim da apresentação, ou seja, sempre permanecendo um nível acima de Clarissa, fazendo com que Dani fosse a real campeã dessa batalha.

Enfim, a hashtag #PrayForClarissa foi criada em vão e como já falei bastante do que achei do resultado, resumo isso aqui a duas observações: é impressão minha ou Shakira estava bem mais nervosa após o resultado do que normalmente? E Blake deveria ter usado seu steal em Clarissa.

#TeamAdam: Dawn & Hawkes x Kat PerkinsSuddenly I See (KT Tunstall)

Dar a vitória a Christina foi um equívoco, dar a vitória a Delvin foi uma erro rude, parear Brittnee e Jake (os dois vocais mais fracos do time) juntos foi uma burrada, contudo parear Dawn & Hawkes e Kat Perkins foi a maior cagada que Adam fez durante esse segundo round de battles. Não só porque ambos os artistas estejam em minha lista de favoritos, mas porque eles são candidatos tão únicos que não merecíamos ver qualquer um deles dando adeus à competição agora.

A escolha da música também havia me desagradado porque nem de longe veríamos o melhor de cada um, e, se não fosse pela intervenção de Chris no arranjo da música, acho que teríamos presenciado algo bem aquém do que esperamos deles. Chegando à batalha, ficou claro que a escolha da música limitou os candidatos e, parafraseando Blake, pareceu que Kat era a cantora principal enquanto a dupla era seu backing vocal. Depois disso nem havia no que Adam pensar a não se levar Kat para os playoffs e nos obrigando a nos despedir da dupla mais cedo do que devíamos, e foi isso que, feliz e infelizmente, foi feito.

#TeamUsher: Melissa Jiménez x Music BoxGirl On Fire (Alicia Keys)

Antes de qualquer coisa, devo comentar que a lista de músicas escolhidas por Usher foi a que melhor compreendeu o que ambos os lados da batalha precisariam, pois acho que, pela primeira vez, as três escolhas dariam certo, no entanto estou tão cansado de ouvir Girl On Fire que torci para que ela não fosse escolhida. Contrariando-me, Melissa e Music escolheram justamente a música de Alicia Keys e foram para os treinos, e lá eu achei que Melissa não teria chance alguma contra a Srta. Box. Mas nada como um dia após o outro não é?

Em praticamente todos os momentos as duas estavam bem equiparadas, até que chegou o momento onde ambas erraram (e foi no mesmo trecho da música) e aí que eu percebi que a vitória merecia ir para Melissa, pois enquanto Box deu uma nota que me fez pensar que ela estava se engasgando, Jiménez semitonou e se recuperou rapidamente. Usher concordou comigo e levou Melissa aos playoffs (achei divertido vê-la realmente surpresa com a decisão), o que fortalece bastante o seu time.

PS: “What would the fox say?” LISPECTOR, Blake (2014)

#TeamBlake: Kaleigh Glanton x Ryan Whyte MaloneyEasy (Rascall Flatts ft. Natasha Bedingfield)

Eu estava ansioso para ver uma batalha entre dois 4 chairs for a do time do Adam, admito, porém eu não esperava o desastre que viria pela frente. Ao contrário do que o nome da canção escolhida sugere, esse, nem de longe, foi um confronto fácil de assistir, pelo contrário, foi torturante! E olha que já temos nessa temporada Caleb x Delvin, e eu não esperava ver aquele nível de tortura superado tão cedo, contudo ele foi, e com bastante louvor. Era desafinada para lá, falta ou sobra de personalidade pra cá, nota erradas por todos os lados… Foi um completo desfavor a nossos ouvidos.

Fui corajoso e revi a batalha para tentar achar um vencedor, já que na primeira vez me senti tão ofendido que nem estava pensando direito, e na revisão o vencedor veio: Ryan. Sim, ele foi tão péssimo quanto Kaleigh, mas ao menos dava para entender o que ele desafinava sem fazer algum esforço, o que já o colocava a frente dela, então concordo com Blake nessa escolha. Só quero fazer uma pergunta depois disso: Emily B x Kristen foi tão ruim a ponto de merecer ser exibida em uma montagem enquanto essa ganha mais de 15 minutos em tela?

PS: “I love you all!” “Thanks!”. Isso foi Kaleigh colocando Blake na friendzone e também foi o único bom momento desse pareamento.

#TeamAdam: Brittnee Camelle x Jake BarkerClimax (Usher)

O que foi a edição do programa fazendo suspense com a escolha da música sendo que ela já havia nos mostrado anteriormente que eles cantariam uma música do Usher? E eu pensava que a burrice dela teria parado nos avisos de que um steal estaria por vir. A escolha em si favorece Jake bastante e tirava apenas Brittnee da zona de conforto, o que já me fez pensar que Jake venceria mesmo se ficasse mudo no palco (e a expressão de Brittnee quando disse para Adam que essa era a escolha deles apenas contribuiu para este pensamento).

Reforçando a ideia de que esse pareamento era entre os piores do time de Adam, o que vimos naquele ringue foi uma completa carência (Jake) ou excesso (Brittnee) de entrega à canção e vocais que ficavam mais aquém do que a música pede, e a prova disso é que o trecho que Usher cantou ficou bem melhor do que toda a performance deles dois. Dito isso, acho que as dinâmicas que Brittnee trazia a música me agradaram bem mais do que o excessivo falsete de Jake, portanto torci pela vitória dela, porém Adam quer chamar a atenção de caprichetes nessa temporada e decidiu avançar com Jake, e já estou triste de ter que suportar seus agudos por mais tempo.

#TeamUsher: Bria Kelly x Madilyn PaigeI’ll Stand By You (The Pretenders)

QUE PAREAMENTO MAIS SEM SENTIDO É ESSE, USHER? Uma se destaca pela voz doce e frágil, outra pelas belas notas altas que atinge, como fazer com que qualquer escolha não favoreça qualquer um dos lados? Na verdade, não tem como fazer tal escolha, tanto que todas as músicas da lista favoreciam Madilyn, o que me faz pensar que Usher queria ou a vitória dela, ou forçar Bria a mostrar um lado mais calmo. Seja como for, nem deu para ficar tenso com a possível eliminação de uma das duas porque a edição não deixou isso acontecer.

Como foi observado acima, as músicas da lista favoreciam Madilyn e portanto eu esperava que ela superasse Bria com facilidade, mas eis que Bria vem, consegue me conquistar com um lado mais calmo de sua voz e ainda mescla isso com suas impecáveis notas mais altas e eu não tive como não torcer para a vitória de Bria e para Blake usar seu steal de Madilyn. Felizmente foi isso que aconteceu e estou bastante ansioso para ver como ambas se sairão daqui pra frente em seus respectivos times.

Antes de terminar de falar dessa batalha, preciso fazer uma observação: em absolutamente todas as suas performances, Bria ficou com o pimp spot do programa. Inicialmente pode parecer algo inútil ou inofensivo, mas creio que o fato do programa estar dando tanto destaque a ela pode ser tão prejudicial quanto se tivesse presenteado ela com combos. Torço para estar errado e que o público do USA não deixe de votar na candidata por um motivo tão bobo.

 

O round 2 finalmente terminou e os times ficam assim:
#TeamAdam – Christina Grimmie, Delvin Choice, Morgan Wallen, Kat Perkins e Jake Barker
#TeamShakira – Tess Boyer, Patrick Thomson, Deja Hall, Kristen Merlin e Dani Moz
#TeamUsher – T.J. Wilkins, Josh Kaufman, Stevie Jo, Melissa Jiménez e Bria Kelly
#TeamBlake – Audra McLaughlin, Jake Worthington, Sisaundra Lewis, Ryan Whyte Maloney e Madilyn Paige

Está claro que o time de Usher começa na frente, seguido de perto por Blake. Já Shakira e Adam empatam porque um tem candidatos mais competentes enquanto o outro tem o apoio do público.

O 2º round de battles acaba e a impressão que fica é a de que, fora Chris Martin, que realmente deu alguns ótimos conselhos, a extinção dos knockouts foi gratuita e a criação dessa nova fase atrapalhou bastante o andamento do programa, tornando a duração das battles longa e chata e não permitindo que os candidatos pudessem mostrar  quem realmente querem ser artisticamente. Só resta iniciar a campanha #WeWantKnockoutsBack e esperar que na sétima temporada eles desistam dessa ideia de Battle Rounds 2.

 

THE PLAYOFFS

Minha expectativa para os playoffs sem a intervenção do público era a de que cagadas maiores viriam. Mas se depender do andamento desse primeiro dia, eu não poderia estar mais errado. Iniciando a fase focando apenas no time de Blake eu esperava que Sisaundra já estivesse garantida nos lives, e que Audra, Jake e Madilyn disputariam pelas duas vagas restantes e que Ryan estava fora de questão. Embora o resultado tenha seguido o esperado, após ver as performances eu duvidei que ele se concretizasse.

Como finalmente começamos uma nova fase, será usada nova dinâmica nas reviews: as análises seguirão a ordem da exibição no programa com as notas das performances vindo após seus respectivos comentários, e após ter comentado todas as apresentações, coloco as notas em ordem decrescente, faço um pequeno comentário geral das performances e depois coloco o resultado. Creio que qualquer dúvida será sanada durante a leitura, então vamos às performances.

Audra McLaughlin A Broken Wing (Martina McBride)

Após ter conseguido mostrar uma entrega emocional em “The Climb”, Audra veio para os playoffs com o mesmo problema de antes: notas “perfeitas” e emoção zero. É como se toda a preocupação dela em atingir tais notas a impedisse de conseguir se conectar com a canção a ponto de sua performance soar belíssima quando avaliamos a técnica e vazia avaliando artisticamente. O pior é que nem posso dizer que ela tem que melhor isso se quiser ir longe na competição, pois já vimos uma candidata conseguindo tal feito com esse mesmo problema, mas torço para que isso não aconteça novamente aqui.

Nota: 6,0

Ryan Whyte MaloneySecond Chance (Shinedown)

Tudo bem que aquela nota que ele pretendia atingir não veio e que houve outros momentos problemáticos ali, porém ele realmente se entregou àquela apresentação por completo e fez com que esses problemas pouco fossem considerados no final. A única coisa que me preocupa é que ele parece ter feito o seu melhor ali, e se isso foi o que realmente aconteceu, ele não teria um futuro muito próspero na competição.

Nota: 6,5

Madilyn PaigeClarity (Zedd ft. Foxes)

Quando vi que essa tinha sido a escolha para Madilyn já comecei a me despedir da candidata. Veja bem, eu não duvidava que pudesse acontecer algum milagre ali, mas Michelle Chamuel e Jacquie Lee já haviam cantado essa música antes no programa e ambas tiveram seu pior momento com ela e só continuaram ali por causa do apoio do público, cujo benefício Madilyn infelizmente não poderia aproveitar aqui. Por fim, o milagre não veio e tudo o que vimos na performance foi a fragilidade de seus vocais mais ressaltada do que nunca e uma presença de palco que nem de longe combinava com a música que ela cantava. Uma pena que após uma trajetória de bons momentos ela tenha sido derrubada por um único (e grande) erro.

Nota: 5,0

Jake WorthingtonAnywhere With You (Jake Owen)

Confesso que fiquei relutante em aceitar Jake na competição após a sua “apenas” competente blind audition, porém o tempo foi passando e ele foi me conquistando até chegar aos playoffs e fazer com que minhas expectativas para a sua performance fossem altas. Talvez por isso minha decepção aqui tenha sido grande, pois o que vimos foram vocais aquém do esperado e uma música bem chata que mais o prejudicou do que ajudou. A sorte de Jake é ser bem carismático, porque se não fosse por isso eu consideraria sua eliminação aqui algo tão certo quanto a eliminação de Madilyn.

Nota: 6,0

Sisaundra LewisNew York State Of Mind (Billy Joel)

A única pessoa que eu sabia que não me decepcionaria nessa noite era Sisaundra, pois por mais que seus gritos incomodem muita gente (como chegaram a me incomodar em “It’s A Man’s Man’s Man’s World”), sua extrema competência no palco me faz perdoar todos os exageros que ela comete. Em “New York State Of Mind” ela apenas provou essa competência e mandou bem tanto em um tom mais baixo quanto em seus famosos “gritos”, e até a presença de palco também complementou bastante a essa performance. Se essa mulher já não estiver garantida no top 5 eu desisto de acreditar nesse programa.

Nota: 9,0

As apresentações do #TeamBlake terminam e as notas ficam assim:

Sisaundra – 9,0
Ryan – 6,5
Jake – 6,0
Audra – 6,0
Madilyn – 5,0

Foi uma noite de apresentações bem decepcionantes e chatas (com exceção de Sisaundra), e levando em conta apenas o que aconteceu aqui eu levaria para o top 12 Sisaundra, Ryan e Jake, mas conhecendo Blake, não acho que ele desistiria tão fácil de levar Audra, e a permanência dela no programa significaria a eliminação precoce de Blake ou a eliminação injusta de Ryan.

Resultado: sendo completamente imprevisível, Blake escolheu avançar primeiro com Sisaundra (\o/) e depois escolheu Audra (.-.). Nesse momento eu temi ainda mais por ver Jake saindo do programa, pois eu jurava que o Blake escolheria Ryan, tanto por ele ter sido melhor que o Jake como por Ryan ser um “4 chairs” (imaginem Blake num top 12 com apenas 4 chairs? Adam se cortaria de inveja). Porém veio o momento do discurso para o coach e o jogo se inverteu aí, porque Jake mostrou o quão “bom moço” é, e nós bem sabemos o quanto o público ama um bom mocismo, ou seja, caso Blake realmente o eliminasse ali ele enfrentaria a ira das tias do sofá, e como o cantor country sabe disso, resolveu levar Jake ao top 12.

E o #TeamBlake vai para o top 12 com Audra, Jake e Sisaundra. Acho que no fim Blake acabou fazendo uma boa decisão e leva um time bem forte para os lives, pois Jake tem uma grande ligação com o público e Sisaundra é a artista completa da edição e não vai (e nem merece) ser eliminada tão cedo. Seu único elo fraco é Audra, pois não creio que seu público seja tão forte a ponto de leva-la longe na competição e acho que o fato de ela não entregar algo novo também joga contra ela..

Semana que vem os times de Shakira, Adam e Usher se apresentam e aí sim eu fico com bastante medo de ver cagadas, porque os três têm problemas na hora da escolha e costumam favorecer quesitos mais obscuros do que o mérito da performance que acabaram de ver. É esperar pra ver e torcer para que aconteça o mínimo de injustiças possível.

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