Review: The Voice 6×11/12 – The Battles, Round 2 Premiére / The Battles, Round 2 Continues

The Voice - Season 6

Batalhas melhores, burradas maiores!

Antes de tudo, deixem-me comemorar um pouco porque FINALMENTE o reality nos proporcionou performances tão dignas quanto a de outras temporadas. Até a batalha menos legalzinha (justamente um pimp spot com um steal) ainda é digna de nota. No entanto, a quantidade de burradas também foi elevada a níveis estratosféricos! Sejam elas culpa dos coaches ou da produção.

Começando pela burrada das produções, porque raios vocês inventaram de substituir uma fase tão incrível do programa como os knockouts apenas para repetir as battles? Tudo bem que algumas mudanças foram interessantes, como Chris Martin ser mentor em todos os times e com os combatentes poderem escolher a música (selecionada de uma pré-lista feita pelo próprio coach, diga-se de passagem), porém, no fundo, o resultado é o mesmo das battles “normais”, e vemos os candidatos presos a uma escolha de seu técnico, ao invés de serem livres para escolher uma música que revele melhor suas intenções para com o possível futuro de sua jornada pelo programa e permita com que o público os compreenda melhor como artistas. Fora isso, ainda há de se ressaltar que eles tiveram a cara de pau de fazer um “combo” com apenas uma batalha! Se já acho desrespeitoso com três, imagine com apenas uma candidata que já havia sido combada anteriormente?

Os coaches não ficaram tão atrás em burradas e todos cometeram equívocos bastante consideráveis, mas sobre esses erros eu comentarei mais ao longo da review, que segue mantendo a mesma dinâmica do 1º round de battles (se nem o programa quer mudar, porque eu o faria?).

#TeamBlake: Audra McLaughlin x Megan RügerThe Climb (Miley Cyrus)

Coitada da Megan, gente! Além de ter sido vítima dos combos durante o primeiro round das batalhas, aqui absolutamente tudo favorecia sua concorrente. As três músicas que elas poderiam escolher situavam-se bem mais no território country do que no rock, ou seja, daí já percebíamos que Blake já estava usando-a como cordeirinho, entretanto elas escolheram aquela música com a pegada mais pop dentre as três, na qual Megan poderia aproveitar melhor e mesmo assim não teve jeito, pois nem de longe ela conseguiu encontrar uma boa conexão com a canção e passou toda a batalha sorrindo com uma letra que exige uma presença de palco menos “feliz”, por assim dizer. Após tanto favorecimento, Audra finalmente driblou a sina de ser uma cantora poderosa vocalmente e vazia emocionalmente, conseguindo enfim conectar-se com a música e me fazer sentir que ela realmente estava vivendo a carga dramática que a letra trazia. Não posso dizer que foi uma vitória injusta, mas posso afirmar que a batalha em si foi bem injusta e desigual.

PS: o que foi o Chris Martin perguntando se a Miley Cyrus faz um “twerk” nessa música? Isso mostra o tamanho conhecimento que ele tem sobre a carreira da moça, só que não.

#TeamUsher: Cierra Mickens x T.J. WilkinsGet Here (Oleta Adams)

Essa batalha já começou pra mim com uma vitória clara: Cierra! T.J. pode até ser competente, mas Cierra é mais ousada e já havia nos proporcionado momentos mais marcantes do que ele no reality. Não mudei de ideia durante a performance dos dois, contudo, achei que ficou um tantinho mais acirrado do que eu esperava, pois mesmo que Cierra tenha dominado a canção (revejam ambos “Get here if you can” e percebam que no 1º T.J. parece um eco da voz de Cierra, enquanto no 2º ela está cantando esse trecho enquanto ele, prejudicado pela falta de técnica quanto à respiração, está apenas arfando a mesma frase) ele foi novamente competente e teria sido eliminado com dignidade. Porém, Usher, com um discurso furado de Cierra estava em sua zona de conforto enquanto foi um desafio para T.J. chegar ao nível que ele chegou. Essa vitória deixa um gosto bem amargo e já temos o primeiro nome dispensável do #TeamUsher nos playoffs.

#TeamBlake: Jake Worthington x Tess BoyerHave a Little Faith In Me (John Hiatt)

Novamente vemos Tess entrar em uma batalha já estando derrotada, porque se no round anterior ela era a who combatendo a frotrunner, aqui ela é o steal “pop” contra o artista country no time country, ou seja, não importa o que ela fizesse no palco, a vitória iria para ele, o que só corrobora com a minha opinião de que esse steal do Blake seria desperdiçado. E se o pareamento me lembrou daquela batalha, a própria batalha também me lembrou do que aconteceu durante o outro embate, com a única diferença de que Jake não precisou cometer erros para Tess se sobressair, já que ela conseguiu fazer isso naturalmente e, a meu ver, ela mais uma vez venceu a batalha e foi desconsiderada injustamente pelo coach.

Sendo merecidamente disputada para entrar nos times de Shakira e Adam, e tendo Usher tentando recuperá-la, a cantora recebeu uma merecida terceira chance na competição e, como Usher estava fora de cogitação (duvido que se Stephanie e Will –dois participantes da temporada passada que receberam um steal nas battles e outro nos knockouts– tivessem a chance de escolher outro time eles retornariam para seu coach de origem) então torci para a garota ir para o #TeamShakira pois achava que ela tinha uma chance de chegar aos lives por lá e ela felizmente optou por essa escolha. Será que estaríamos presenciando a primeira exceção de um “combado” na blind e que Tess conseguiria apoio do público para chegar, no mínimo, ao top 10? Espero que sim, pois essa garota está fazendo por merecer tal acontecimento.

#TeamAdam: Christina Grimmie x Sam BehymerCounting Stars (OneRepublic)

Normalmente eu acharia que esse pareamento era com o único propósito de colocar Grimmie sem problema nos playoffs, mas como Sam já tinha derrotado outra 4 chair no primeiro round de battles, fiquei com um pé atrás sobre o que aconteceria aqui. E eu tinha razão, pois novamente tivemos uma melhora nos vocais de Sam e ela conseguiu uma interpretação bem melhor da música que Grimmi. Já esta me fez lembrar de sua blind onde havia variando entre alguns momentos incríveis e outros emocionalmente vazios, só que durante essa batalha ela não teve nenhum momento incrível e, por mais que não errasse uma nota sequer, essa falta de uma interpretação mais visceral colocou Sam à sua frente. Adam, claro, preferiu avançar na competição com aquela que parece ser uma de suas queridinhas ao invés de dar a vitória para quem realmente a mereceu. Só espero que ela não derrote injustamente gente melhor durante os playoffs, porque se ela o fizer ficará ainda mais difícil sentir alguma simpatia pela garota.

#TeamShakira: Josh Murley x Patrick ThomsonRun To You (Bryan Adams)

Honestamente, eu gostaria de pular essa batalha só pelo fato de essa ser a maior burrada de Shakira durante esses playoffs. De um lado temos um steal justo, porém sem carisma com o público, do outro tem um steal injusto e inútil que nem deveria ter acontecido (e a prova disso é aquela péssima nota que ele deu durante sua primeira e que revemos durante o treino –e que valeu a revisita pela expressão impagável de Shaki -), ou seja, esse dois deveriam ter sido usados como cordeirinhos contra qualquer uma das mulheres do time (particularmente eu acharia Patrick x Clarissa e Emily x Josh bem aceitável), mas infelizmente estamos falando de Shakira e ela é determinada em cometer o maior número de escolhas equivocadas possível antes que o público tenha algum controle sobre a competição.

Sobre a batalha em si, foi melhor do que eu pensava, o que só ressalta que Shakira é uma ótima coach e que seus únicos (e grandes) problemas são as escolhas, e a prova disso é que ela novamente errou na escolha e avançou com Patrick, que não fez tão feio, mas Josh foi claramente tão melhor que não tem como deixar de se perguntar que tipo de entorpecentes a colombiana usa antes de entrar no estúdio para tomar tais decisões.

#TeamAdam: Delvin Choice x Josh KaufmanSigned, Sealed, Delivered I’m Yours (Stevie Wonder)

Vocês não tem ideia do quanto eu anseio os pareamentos entre dois 4 chairs no time do Adam. É tão bom vê-los quebrando a cara e enfrentando alguém tão pimpado quanto eles cedo na competição, fazendo com que eles corram o risco de ser eliminados precocemente do reality. Dessa vez as vítimas foram Josh, alguém que ganhou meu respeito nas blinds e minha torcida no round anterior, e Delvin, alguém que já era esquecível nas blinds e que se tornou incômodo durante a pior battle do 1º round. Sendo assim, eu achava que a vitória já estava nas mãos de Josh, e não mudei de pensamento durante o confronto em si, pois por mais que a voz de Delvin seja muito boa, ele parecia um tanto apagado, e não sei se isso é porque a entrega de Kaufman apagou o eventual brilho que ele poderia ter ou se ele entregou mesmo uma interpretação que carecia de personalidade. De qualquer forma os dois foram tecnicamente impecáveis e eu estava torcendo para rolar um steal para Delvin até que Adam acabou com essa torcida decidindo dar a vitória para ele, fazendo a sua maior burrada na temporada até então.

Por mais competente que Delvin possa ser, ele não tem o enorme carisma de Josh, e muito menos um carisma que possa fazer com que as pessoas votem bastante por ele a ponto de fazer com ele consiga chegar, no mínimo, ao top 8. Adam talvez tenha entregado ao #TeamUsher a vitória dessa edição do programa, e caso isso tenha de fato acontecido, acharei bastante merecido e já estou preparando a pipoca para ver a cara do rocker se isso se concretizar.

#TeamBlake: Biff Gore x Sisaundra LewisIt’s A Man’s Man’s Man’s World (James Brown)

Confirmando as minhas expectativas durante o steal de Biff no round anterior, perdoo o Blake por uma escolha bastante questionável apenas por fazer com o cantor se tornasse o cordeirinho para Sisaundra derrotar antes de ir para os playoffs, não que tivesse como alguém derrota-la antes do top 8, mas é melhor coloca-la contra alguém como Biff, que não tem chance alguma de seguir na competição, do que contra uma Kaleigh ou um Jake da vida. Dito isso, foi uma batalha bem exagerada para meu gosto, mas mesmo com exageros, Sisaundra detonou naquele palco. Biff, coitado, foi completamente engolido pelo domínio de palco e de voz de Sisaundra, que apesar de ser bastante teatral, é natural dela e seria bastante estranho vê-la mais contida naquele palco, fora que, quem reclamaria de tanta teatralidade com a quantidade de menes que podem ser retirados dessa performance?

#TeamShakira: Ddendyl x Deja HallSay Something (A Great Big World ft. Christina Aguilera)

Por mais raiva que esse pareamento me desse, tenho que concordar que ele era inevitável, pois por mais que ambas tenha timbres únicos, chegou a hora de saber quem levar para o julgamento popular e é sempre melhor levar o time mais diversificado possível. Mesmo assim foi difícil não ficar triste sabendo que tinha grandes chances de a competição seguir sem uma delas.

Durante o treino já deu para perceber que a batalha seria bastante difícil e que a escolha de Shakira seria feita através de detalhes, porém eu não imaginava que seria tão difícil assim. Sério, essas duas pegaram meu coração e destruíram-no de todas as formas possíveis, tanto que, após o final da batalha, cada segundo que se passava antes da decisão de Shakira tornou-se um martírio para mim. Por fim, Shakira escolheu Deja e eu não sei se concordo ou discordo, ou talvez eu concorde e discorde de sua escolha ao mesmo tempo, pois as duas são tão únicas e tinham tanto potencial que eu não tenho ideia de quem eu preferia ver avançar, assim como continuo sem ver uma vencedora apenas por essa apresentação. Que os outros coaches tomem vergonha na cara por não terem usado um steal em Ddendyl.

PS: Chris Martin, durante o treino sobre Deja não conseguir se conectar emocionalmente com a canção: “Que tal Harry Stiles?”; Eu: “Não ouse citar esse nome justamente nessa batalha, seu vocalista do Coldplay!”.

#TeamShakira: Emily B. x Kristen MerlinI Can Love You Better (Dixie Chicks)

Como se não bastasse a eliminação de Ddendyl, a edição vem e me faz uma montagem com uma só batalha. Simplesmente inacreditável! Acho que alguém da produção do programa deve odiar bastante a Kristen para coloca-la em um combo por duas semanas seguidas, principalmente sabendo que ela venceu em ambas as ocasiões e colocando a cantora em uma enorme desvantagem diante seus concorrentes. Sobre a batalha em si, só por aqueles frames deu para perceber que Emily foi melhor do que Kristen e que Shakira deve ter cometido mais um grande erro. Após isso só digo o seguinte: #PrayForClarissa.

#TeamUsher: Morgan Wallen x Stevie JoStory Of My Life (One Direction)

Ambos os candidatos tem muito crédito comigo, Morgan por seu timbre único e Stevie por ser extremamente competente quanto à sua técnica, portanto achei que essa batalha seria difícil de tomar uma decisão. Quem diria que eu estava redondamente enganado e que essa batalha se tornaria a mais fraca desse segundo round até então? Já começaram errado escolhendo uma péssima música (que era a pior escolha dentre as 3 oferecidas) e não melhoraram muito depois dessa escolha.

O que vimos foi um duelo sem vida, sem grandes momentos e com apenas um destaque: Morgan. Ele conseguiu imprimir um lado mais rock em sua interpretação, mostrou um falsete seu que nunca tínhamos visto (nem ele, aparentemente) e conseguiu se conectar minimamente com a canção. Do outro lado, Stevie parecia só estar proferindo as palavras sem se preocupar com qualquer eventual emoção que poderia transmitir.  E o resultado disso foi Stevie seguindo injustamente no time de Usher e Morgan indo inutilmente para o #TeamAdam, porque não  roubar Emily, Cierra e Ddendyl não basta, tem que desperdiçar o steal mesmo.

 

O primeiro dia da segunda rodada de battles termina e os times ficam assim:
#TeamAdam: Christina Grimmie, Delvin Choice e Morgan Wallen.
#TeamShakira: Tess Boyer, Patrick Thomson, Deja Hall e Kristen Merlin.
#TeamUsher: T.J. Wilkins, Josh Kaufman e Stevie Jo.
#TeamBlake: Audra McLaughlin, Jake Worthington e Sisaundra Lewis.

Olhando apenas por esses resultados, o time de Blake parece estar mais forte, seguido do de Usher (que bela adição foi Kaufman, hein?). Shakira decaiu e desses nomes,apenas Tess e Deja se destacam. Já Adam tem dois cantores sem força o bastante para enfrentar o top 12 e outra que, apesar de ser popular, não merecia estar aí, e por isso creio que seu time começa na lanterninha em comparação com os restantes.

Em uma semana onde o nível das performances aumentaram, fica a sensação de que, em vários momentos, não foram os melhores que passaram. Fica a torcida de que o fim desse round tenha decisões mais coerentes e que os coaches não estraguem tudo nos playoffs, mas me parece que isso é o mesmo que desejar que óleo se dissolva em água.

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