Review: Helix 1×11/12 – Black Rain / The Reaping

Helix 1x12

Um episódio conseguiu a façanha de ser ótimo, o outro conseguiu a façanha de conseguir fazer com que eu me importasse com algum personagem. Quem diria que Helix conseguiria entregar alguma coisa realmente substancial logo a essa altura? Pois é, após tanto tempo reclamando de não conseguir me conectar ou me importar com qualquer personagem e de reclamar do desenvolvimento da trama central em slow-slow motion, tenho que dar o braço a torcer e dizer que sim, a série conseguiu fazer com que ambos os aspectos tão criticados fossem destaques desses últimos episódios. Claro que é tarde demais para fazer com que eu mude de ideia sobre a série, mas oferecerei uma colher de chá para os fãs da série e deixarei um pouco de lado os problemas que já foram enfatizados ao longo da temporada.

O 1×11 foi facilmente o melhor episódio da série dentre os 12, pois ele foi ágil, claustrofóbico, conspiratório e repleto de tensão, que era como a série deveria ser desde o início. Consideravelmente menor que seus antecessores, seus 37 minutos simplesmente voaram e quando o episódio acabou eu não acreditava que o tinha feito, tanto por não ter um cliffhanger tão óbvio / impactante quanto os outros quanto por não querer que ele acabasse.

Falando em cliffhanger, aproveitaram o do 10º episódio melhor do que eu pensava. Achei que iriam transformar Julia em uma Hatake Jr. e fazê-la conspirar contra Sarah e Alan, porém o que vimos foi a descoberta de uma cura para o vírus!  Eu pensava que eles trariam tal plot apenas na season finale, então fique surpreso de vê-los inserindo isso logo agora, e mais surpreso de vê-lo sendo desenvolvido como uma trama paralela do episódio, não como a principal. Há a óbvia possibilidade de essa cura ser apenas temporária e de o vírus se defender, tornando todos os infectados em vetores novamente, mas acho que os roteiristas não são covardes a ponto de fazer isso porque eles devem (espero) ter aprendido com os erros e porque, pelo menos até agora, eles não voltaram atrás em nenhuma decisão importante que tomaram.

Continuando a falar em cura, estava claro que o fim de Sarah não seria naquele episódio, portanto não foi nada inesperado vê-la com boa saúde tão cedo, entretanto eu não esperava que ela também se tornasse imortal. Tal fato é curioso, já que revela que Sarah deve ser mais importante do que aparenta (não acho que alguém retiraria uma personagem de perto da morte apenas para mostrar que podia fazê-lo) como também nos traz a seguinte questão: se ela se tornou imortal, por que os que receberam a “cura” para o vírus não se tornaram também? Pode ser que o vírus não ataque vitalmente o indivíduo, pode ser que ele seja tão forte a ponto de impedir essa cura de torna-los imortais, no entanto ambas as explicações seriam forçadas para sanar essas duvidas, portanto prefiro ver como a série lidará com isso.

Indo para o plano de tentar destruir tanto os vetores restante quanto os enviados da ILaria, fiquei um tanto assustado de ver Hatake colocando detonadores por toda a base porque eu jurava que ele preferia destruir a tudo e a todos os que estavam naquela base apenas para impedir a ILaria de chegar ao vírus. Passado esse breve alarme, eu já sabia que não daria certo por motivos de “planos que o público tem conhecimento nunca funcionam”, e mesmo assim foi interessante ver toda essa preparação durante todo o episódio só para ver o plano tornar-se inútil em questão de segundos. Isso serviu para tentar tornar a introdução do “Foice” (ou Spencer, como descobrimos mais pra frente) mais climática o que não funcionou ao menos comigo, uma vez que achei sua introdução bem sem graça para um personagem que deveríamos temer bastante.

Se a introdução foi aquém do que eu esperava, o seu desenvolvimento durante o 1×12 foi bem pior do que eu pensava. O roteiro e a direção até tentavam tornar o personagem amedrontador, doentio e até humano, contudo o ator impedia que isso acontecesse por que tudo que ele fazia parecia por pura birra. Tudo bem que nem todos os aodolescentes são um Jack Gleeson da vida (pra quem não sabe, ele interpreta o Joffrey de Game Of Thrones), mas deveriam ter se esforçado para achar um ator melhor do que esse.

Como eu havia dito, o roteiro bem que tentou tornar o personagem multidimensional, fazendo com que aquele ataque não fosse só “profissional” como também pessoal, pois a Sutton (R.I.P.) era nada menos do que sua mãe. Este viés fez com que o fraco personagem fosse o responsável por proporcionar o único momento onde eu consegui me importar com algum personagem durante toda a série: a sua vingança contra Hatake, fazendo com ele escolhesse entre Daniel e Julia.

Não é um recurso tão ousado ou criativo quanto a série dava a entender, afinal em quantos filmes B de terror já vimos um personagem ter que escolher entre outros dois? Entretanto era necessário que sentíssemos alguma aproximação dos personagens para que a temporada não acabasse com este quesito em falta e, por causa desse propósito, podemos relevar essa falta de criatividade aqui.

A cena em si foi realmente tensa e eu, pensando num propósito de aproveitamento maior de roteiro, acharia mais interessante manter Daniel, pois a sua trama atual oferecia bem mais possibilidades do que a de Julia, portanto fiquei contrariado ao ver os miolos de Daniel em minha tela, porém tal ato justificou-se ao vermos que, naquela misteriosa caixa estava a mãe de Julia. Essa virada foi tão imprevista que não tenho ideia de como aproveitarão a personagem nesse último episódio, pois embora eu ache que ela pode ser bem aproveitada por mais tempo que isso, duvido de que ela realmente dure até a próxima temporada.

O restante do episódio foi bobo, inútil e me lembrou do pior que Helix pode nos apresentar, mas eu prometi que não continuaria reclamando por ora e optarei por não abordar esses assuntos na review, exceto pelo que aconteceu com Anana, Daniel II e Sergio. Eles serviram exclusivamente para falar do interesse amoroso entre Anana e Sergio e para fazer com que este último sumisse do mapa. Anana foi descaracterizada quase que completamente naquela cena em que ela reclama com o seu irmão por ele ter tido uma “conversinha” com Sergio antes que ele sumisse de vez; vendo apenas aquele momento, eu nunca diria que ela é a pessoa tão inteligente e independente que conhecíamos anteriormente. Sobre Sergio, achei esse sumiço estranho e estou bastante dividido sobre onde ele irá reaparecer, se junto de Anana ou se será na base. De qualquer forma, creio que ele poderá ser bem aproveitado em ambas as situações.

Com um episódio faltando para responder MUITAS perguntas que ainda estão em aberto e encerrar essa temporada de estreia bastante irregular, creio que veremos um final apressado e bem fraco, contudo, espero me surpreender e encerrar minha experiência com a série da melhor forma possível.

Observações:

– Peter é menos útil curado que como vetor;
– Se Spencer tivesse falado “Do you wanna play a game” quando estava com Daniel e Julia eu esqueceria qualquer indignação que o personagem me deu anteriormente;
– Sobre aqueles vetores “intactos”, será que eles ainda farão alguma diferença na série ou aquela cena deles entrando no duto poderia ter sido excluída?

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