Review: Grimm 3×13/14 – Revelation / Mommy Dearest

Grimm 3x14

Um episódio mitológico fraco e um ótimo “filler”, é assim que começa a metade final da terceira temporada de Grimm.

3×13

O episódio anterior tinha deixado dois cliffhangers interessantíssimos: o fato do “monstro da semana” estar atrás de Nick e, obviamente, a conclusão da introdução da família de Monroe à história. Com o hiato relativamente grande, a ansiedade para ver qual rumo a história seguiria só foi aumentando e a chegada do episódio foi um banho de água fria nessa expectativa toda. Não que tenha sido algo ruim, mas quando parecia que a série finalmente deixaria de seguir o lugar comum para se arriscar ela volta a apostar em anticlímax e nos apresenta o mais amargo dentre todos que já vimos.

Todo o confronto entre Nick e os pais de Monroe foi resolvido de forma apressada e quase superficial, fazendo com que essa fosse a primeira decepção da conclusão desses “ganchos”, pois, por mais que seja compreensível a atitude dos pais de Monroe eu esperava algo diferente e mais marcante do que um semiabandono.  Já o caso da semana, que parecia algo grandioso foi resumido em criaturas que tem como objetivo de vida confrontar grimms. Sério, alguém realmente curtiu, aceitou ou compreendeu essa trama? Não consigo imaginar os roteiristas criando um wesen e pensando “vamos fazer com que o objetivo de vida dele seja enfrentar um grimm”, porque é algo bastante estúpido e preguiçoso, algo que eles já provaram não ser.

Decepções e revoltas a parte, a continuação do plot do casamento de Monroe foi interessante e, para começar, sua reconciliação com Rosalee (se é que podemos chamar disso quando eles nunca brigaram de fato) foi mais um daqueles momentos que nos fazem torcer ainda mais pelo casal de tão fofo e natural que soou. Mas o foco não foi o casal e sim a aceitação dos pais de Monroe ao casamento dele.

Enquanto para a mãe só bastou ver o filho triste para voltar atrás em sua decisão de ser contra o casamento, o pai precisou lutar ao lado do filho e de Nick para poder digerir melhor toda essa situação. Reforçando o que pontuei anteriormente, a série estava tão bem caminhando pelo lado das soluções “não óbvias” que vê-la retornando ao lugar comum me parece um retrocesso bem prejudicial ao desenvolvimento que ela vinha tendo. Espero que isso seja apenas uma exceção e que vejamos ela se arriscar mais daqui pra frente.

A trama em Vienna continuou a se desenvolver em passos lentos, tendo acontecido aqui poucas coisas realmente relevantes para o futuro deste plot. Descobrir que Stefania e o novo príncipe estavam juntos não foi, nem de longe, um choque, mas foi interessante perceber que Adalind estava sendo traída por mais alguém que achava que poderia confiar. Além disso, vimos a hexenbitch ser deslocada para um lugar mais seguro (aham) para poder ter o seu querido filho sem mais problemas do que já tem. Uma pena que o parto em si tenha sido deixado para o episódio seguinte.

Voltando do hiato com um episódio competente e coerente, a série deu um pé no freio no ritmo da série e começa a metade final de sua temporada com um saldo aquém do que podia oferecer e aquém do que os espectadores mereciam. Espero vê-la se arriscando mais daqui pra frente, vê-la saindo da zona de conforto e entregando episódio de tirar o fôlego, pois isso ela já provou que pode fazer.

 

3×14

Quando percebi que esse episódio seria voltado para Wu, me perguntei se o personagem teria força para segurar tal fardo, pois por mais que ele seja um coadjuvante divertido e que eu faça algumas piadas com o fato de ele poder tomar o lugar de Hank na série, nunca pensei de fato que o personagem conseguiria sustentar um “protagonismo” com tanta competência.

Não sei se eu estava de bom humor quando vi o episódio (mentira! Sei sim e eu não estava), mas consegui me conectar com cada drama do personagem, seja a preocupação de ter recomendado Portland como moradia segura a seus amigos ou a descoberta de que os monstros que tinha medo na infância são reais. Claro que boa parte disso deve-se ao tratamento que o roteiro deu a essa trama, entretanto nada disso valeria se o ator não se entregasse da forma que Reggie Lee o fez, então palmas a ele por conseguir entregar um ótimo lado dramático do personagem.

Falando um pouco mais sobre o monstro da semana, vou só dar elogios aos roteiristas por se superarem e trazerem uma trama criativa para ele, ao mesmo tempo em que nos presentearam com uma das criaturas mais nojentas e assustadoras que a série já viu. O fato da Aswang sugar o líquido amniótico do útero da sua nora foi uma coisa abominável, espantosa e doentia, e isso combinando com o fato de que ela mataria o seu neto no processo só torna a coisa toda ainda mais inaceitável. Foi uma das raras vezes em toda a história da série onde eu não consegui sentir o mínimo de simpatia pelo vilão do episódio, mas é a primeira vez que tal sentimento é causado pela tamanha monstruosidade que veio carregada com ele, e isso é um elogio, acreditem.

Aqui a resolução do caso da semana não era tão importante quanto costuma ser, já que todo o episódio foi centrado em torno de Wu e sua descoberta do mundo wesen. Devo comentar que desgostei bastante da decisão da “Scooby Gang” de não contar toda a verdade ao sargento porque o cara já estava à beira dessa descoberta há tanto tempo que não contar soou mais como uma atitude egoísta do que de proteção, além do fato de que deixa-lo se trancar num hospício apenas por medo de revelar a verdade é tão desumano quanto algumas ações de certos wesens já enfrentados por eles. Espero sinceramente que essa seja uma decisão temporária e que logo Wu saia de lá e continue fazendo comentários fora de hora sobre os crimes de Portland.

Em Vienna, Adalind finalmente deu a luz à sua filha que provavelmente será contatada por Magneto e Professor Xavier o mais rápido possível por motivos óbvios. Brincadeiras a parte, achei que a criança nasceu realmente com bastantes poderes, até demais para uma hexenbiest, o que me faz acreditar que tenha algo a mais nela que ainda não descobrimos, pois até onde sabemos nenhuma hexenbiest é tão forte assim. Ainda preciso falar que essa variedade de poderes me intrigou e quero saber até onde isso vai, por isso estou na torcida para vê-la em ação rapidamente e já sou #TeamHexenbaby.

Aproveitando para desenvolver melhor um de seus coadjuvantes mais simpáticos, a série entrega um ótimo “filler” e recupera da queda que teve no episódio anterior. O único problema é que já tivemos fillers demais e queremos saber onde está a mãe de Nick, o porquê de o príncipe querer tanto o bebê de Adalind, o que aconteceram com os sintomas do “Nick Zumbi”… E essas e outras perguntas não podem ou devem demorar a serem respondidas se a série quiser continuar a manter seu público tão fiel quanto já é.

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