Review: The Voice 6×03 – The Blind Auditions Continues

TV 6x03

Os combos estão de volta!

Na semana passada, o reality me surpreendeu positivamente por não apresentar nenhum combo com candidatos, estivessem eles eliminados ou aprovados, qual não foi minha decepção ao saber que eles voltaram a todo o vapor com nada menos do que três montagens do estilo nesse episódio de blind auditions? Ainda estou tentando entender o que faz a produção do programa achar que isso não é desrespeitoso tanto com o público quanto com os candidatos e continuar trazendo tal aberração para o programa, temporada após temporada.

Já que estou falando nos combos vou começar a falar do de aprovados, onde tivemos Lindsay Pagano cantando Lady Marmalade (Christina Aguilera, Lil’ Kim, Mýa & P!nk) e conquistando uma vaga no #TeamShakira,  Joshua Howard interpretando This Is What Ut Feels Like (Armin Van Bureen) e escolhendo o #TeamAdam ao invés do time da coach e Tanner James sendo escolhido para o #TeamUsher entregando sua versão de Heaven  (Bryan Adams). Desses três está claro que Howard é um cordeiro para sacrifício no time de Adam, James me lembra de Josiah Hawley e eu consigo vê-lo chegando até os knockouts no time de Usher e Pagano é aquela dentre os três que penso ter maiores possibilidades de um longo futuro no show. Feito as observações sobre estes combos, vamos aos comentários das audições aprovadas exibidas integralmente, na ordem daquela que menos gostei para a qual eu mais gostei.

Patrick Thomson – Can’t You See (Marshall Tucker Band)

O lanterninha da terceira noite de blinds não entregou uma performance ruim, pelo contrário, não consigo achar erro algum em sua apresentação, o problema é que, fora o seu tom rouco, a interpretação que ele deu a música foi sem vida e sem momentos que justificassem as duas cadeiras que ele virou. Durante toda a audição eu esperei por uma entrega maior à canção, por um momento que ele realmente mostrasse estar conectado à música de alguma forma, e isso, infelizmente, não ocorreu.  Dentre Adam e Blake, Thomson escolheu ir para o #TeamAdam e eu não o vejo seguindo tão longe assim na competição.

Sam Behymer – Royals (Lorde)

A injeção de personalidade que Behymer deu vocalmente à sua performance me lembrou de Juhi (uma das minha participantes preferidas da temporada passada), no entanto ela não conseguiu ser tão bem sucedida quanto a ex-candidata do programa e entregou uma apresentação irregular cheia de momentos tanto questionáveis (a respiração durante cada final de verso) quanto admiráveis (o agudo ao final do segundo “It don’t run in our blood”). Conseguindo com que Usher e Adam virassem, a cantora escolheu o #TeamAdam e se ela seguir o mesmo caminho que Juhi seguiu quando foi para este time, é bem fácil de ela ser eliminada injustamente antes dos lives.

Ryan Whyte Maloney – Lights (Journey)

A interpretação de Maloney foi impecável do início ao fim, teve vários bons momentos, ele tem um “rock” delicioso na voz, entretanto eu realmente não acho que ela tenha sido tão ótima a ponto de merecer ser um 4 chairs. Não sei se estou mal acostumado com as temporadas anteriores ou se a categoria está sendo vulgarizada, mas a visão que eu tinha de um 4 chairs era de uma performance tão impactante que realmente merecia ter as 4 cadeiras viradas, e Maloney já deve ser o 3 que conseguiu tal feito  nessa temporada sem realmente nos oferecer esse impacto.

Deixando minhas divagações sobre 4 chairs de lado, o candidato escolheu o #TeamBlake e eu aposto em um crescimento visível dele durante a competição, porém não consigo visualiza-lo no top 12.

Brothers Walker – Keep Me In Mind (Zac Brown Band)

Os gêmeos Walker pareciam estar tão confortáveis naquele palco que não teve como não se envolver pela entrega dos dois àquela apresentação. Tudo bem que a apresentação parecia mais de um cantor e seu eco do que de uma dupla, contudo, a meu ver, eles mereciam mais do que cadeira virada. Caindo no #TeamUsher de paraquedas, a dupla me lembrou vagamente de candidatos como Nicholas David e Cole Vosbury,  que tiveram uma cadeira virada e apresentam uma evolução capaz de os levar bastante longe na competição, e caso eles não funcionem como cordeiros para o abate no time de Usher, creio que isso tem grande chances de acontecer.

Melissa Jiménez – If I Ain’t Got You (Alicia Keys)

A capella que Jiménez entregou no início da performance foi o melhor que ela entregou na audição e não entendi o porquê de nenhum coach ter virado ali, mas apesar de este ter sido o seu melhor momento, não significa que o resto da performance foi aquém, pelo contrário, ela continuou com bastante competência e segurança até o fim, me fazendo questionar a sanidade do quarteto por não virar para tal talento. Passado o breve momento de susto, a cantora conseguiu a atenção de Shakira e Usher e escolheu fazer parte do #TeamUsher. Como eu achava que qualquer escolha que ela fizesse seria correta, só resta torcer para que Usher aproveite o material que tem em mãos, no bom sentido, é claro.

Deshawn Washington – Twistin’ the Night Away (Sam Cooke)

Relevando a dancinha desajeitada e a expressão séria (ou até zangada) que contradizia com a mensagem da canção, a interpretação de Washington foi divertida, extremamente competente e me fez ficar surpreso com o fato de ter conseguido virar apenas uma cadeira. Indo para o #TeamShakira, o candidato garantiu minha admiração e está a um passo de ganhar minha torcida. É com certeza uma das performances que mais estou esperando durante as batalhas.

Clarissa Serna – Zombie (The Cranberries)

Durante todo o tempo que acompanho o reality, nunca antes a reação de um coach havia sido tão semelhante a minha quanto a que Shakira teve com essa audição. A performance enérgica que Serna deu à Zombie me absorveu completamente e, quando menos percebi, eu estava lá tocando a mesma bateria imaginária que a colombiana. A candidata mereceu com louvor as quatro cadeiras viradas que teve, e ao escolher o #TeamShakira a vejo com no mínimo uma vaga garantida nos lives.

Sisaundra Lewis – Ain’t No Way (Aretha Franklin)

Que controle e alcance vocal é esse, minha gente? Até agora estou me recuperando da melhor blind dessa temporada do programa. Pode parecer exagero, porém reveja e a blind e ouça novamente o que essa mulher faz quando canta o dificílimo trecho “And if you need me to love you, say, say you do. Oh, then baby, baby, baby, don’t you know that I need you?” e compreenda o porquê de ela merecer tais elogios. Obviamente tendo todos os coaches virando para ela, parecia que estávamos revendo o filme de Judith Hill e que ela escolheria o Adam e seria eliminada precocemente por causa disso, entretanto a participante resolveu nos surpreender e escolheu o #TeamBlake.

Como é a primeira vez que alguém tão preparado deixou de escolher Adam, será interessante ver como Blake se sai com a cantora, mas posso dizer que se ela continuar entregando performances desse nível (somando ao fator “legião que vota nos candidatos do Blake”) ela já é a candidata com maiores chances de vencer essa temporada do programa.

ELIMINADOS

O primeiro rejeitado da noite foi Brendan Ryan cantando Love On Top (Beyoncé), que mereceu ser eliminado do programa por entregar uma apresentação confusa e sem alguma identidade. Robert Lee não teve uma cadeira virada só porque os coaches não queriam um cordeirinho, pois apesar de monótona, sua interpretação de The Weight (The Band) não teve nenhum erro. A eliminação mais sentida por mim foi a de Allison Bray, que entregou uma performance de Where the Boys Are (Connie Francis) sem grandes momentos, mas que ainda assim merecia mais uma vaga no programa do que Sam Behymer e Patrick Thomson. Sobre os combos, quem estava no primeiro parece não ter conseguido virar uma cadeira por causa da song choice, já quem estava no segundo parece não atender ao nível de exigência que o programa costuma ter (e essas são opiniões tão superficiais quanto os combos).

Os times terminam a noite de audições assim:

#TeamAdam – Christina Grimmie, Dawn & Hawkes, Delvin Choice, Cary Laine, Sam Behymer, Joshua Howard e Patrick Thomson
#TeamShakira – Kristen Merlin, Jeremy Briggs, Deja Hall, Deshawn Washington, Clarisse Serna e Lindsat Pagano
#TeamUsher – T.J. Wilkins, Biff Gore, Bria Kelly, Madilyn Paige, Brothers Walker, Tanner James e Melissa Jiménez
#TeamBlake – Jake Worthington, Noah Lis, Ryan White Maloney e Sisaundra Lewis

Embora o time de Adam seja o mais popular, acho que em questão de talento todos se igualaram após esse episódio, portanto não dá pra dizer que tem algum que realmente desponta como melhor.

Chegando a metade das blind auditions, o reality só vem melhorando desde sua première e continua trazendo ótimos candidatos. Só nos resta torcer para que o nível continue altíssimo e que tenhamos mais ótimos momentos, como aquele em que Shakira comemora a conquista de sua primeira (e talvez única) 4 chair dizendo “eu derrotei os 3 rapazes, e sozinha”. Até a próxima review!

OBS.: Não consegui encontrar vídeos das audições, por isso os vídeos só contém o áudio das mesmas.

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