Review: Helix 1×08 – Bloodline

helix 1x08
Bitchs sempre bitcheando XD.

Que diferença a vontade de fazer uma série boa faz, não é? Durante cinco episódios Helix parecia apenas depender de sua proposta sem realmente entregar algo substancial, mas eis que desde o 6º episódio ela vem se esforçando para agradar seu público e está sendo bem sucedida nisso. Este episódio manteve o bom nível de desenvolvimento e o ritmo ágil apresentado nos últimos dois episódios com um bônus: as coisas realmente aconteceram aqui!

O fator que mais contribuiu para esse efeito atende pelo nome de Dra. Sutton. Ela conseguiu dar vivacidade a uma série que carecia disso, conseguiu movimentar mais a série nesses últimos dois episódios do que no restante do tempo, é realmente uma pena que sua morte tenha vindo tão cedo, e espero que realmente os roteiristas tenham algo para suprir a falta que a personagem fará e que essa morte não tenha sido apenas para chocar o público.

Mas, como eu falei, Constance mexeu com quase todos os personagens da série, fazendo com que Sarah, Alan e Hatake (Julia não fez praticamente nada contra ela, sejamos francos) se juntassem contra ela e seu “exército”, o que gerou uma dinâmica e fez com que a metade inicial do episódio fosse responsável por trazer os melhores momentos que Helix já nos proporcionou.

Dividindo o confronto em duas partes, começo por aquele que ocorreu entre ela e Hatake. Era óbvio que ambos tinham um relacionamento mais íntimo, portanto não fiquei surpreso ao ver Sutton se dirigindo de forma tão emocional a ele e se sentindo traída pela relação que este tem com Julia, e assim como ela fiquei imaginando o porquê de ela ser tão especial para ele. Após várias teorias que eu formei antes da revelação, a descoberta de que Julia é a filha de Hatake veio com um gosto amargo, já que é bem difícil acreditar que a atenção que ele dava a ela não era uma paixonite obsessiva e sim um amor fraternal. Tal descoberta ainda deixou no ar o que seria a tal “Hipótese de Willis” e eu não tenho a menor ideia do que essa hipótese seria.

Falando do outro confronto, foi bem divertido ver Sarah e Alan achando que, sozinhos, realmente tinham alguma chance de derrotar Constance. Depois de a Doutora impedir o acesso deles à Julia e deixa-los praticamente isolados para tentar descobrir algo sobre a cura, achei que o roteiro iria criar uma saída inverossímil e forçada para tal situação, e mesmo que a “bomba” no microscópio e o canhão de som sejam coisas difíceis de engolir, foram mais aceitáveis do que eu pensei que seria.

O contra ataque de Sutton me pegou meio de surpresa porque eu não me lembrava da existência de Peter, entretanto essa “surpresa” não chega nem perto da minha cara ao ver os vetores “sequestrando” o Dr. Farragut. Foi uma cena tão tosca que eu precisei de alguns minutos para digerir completamente o que eu tinha acabado de ver. Seria Peter o “vetor mestre”? E se sim, para qual finalidade o restante dos vetores precisaria dele? Como eu não o farei, alguém arrisca um palpite sobre o assunto?

Ainda abordando confrontos, a primeira conversa que Alan e Sarah tiveram com Julia foi uma cena bastante interessante, primeiramente pelo fato de observar os três pelo ponto de vista de um vetor e isso gerou uma pergunta: por que Alan e Sarah tem aquela cor verde contornando seus ossos e Julia não? Sim, é óbvio que tem relação com o que Hatake deu a Julia, porém quero saber de que forma isso a afetou a ponto de diferir dos outros dois dessa forma. Além disso, Sarah fez teste com o sangue de Julia e descobriu que não havia nada diferente com o sangue dela, o que me deixa ainda mais curioso para saber o que aconteceu com a Dra. Walker.

Deixando de lado a trama principal, os coadjuvantes pouco chamaram a atenção nesse episódio, mas ainda assim merecem ser mencionados. Continuo achando que a aproximação de Anana e Daniel é superficial e fraca demais, portanto ele tirando a garota da base me soou mais como uma tentativa de se livrar de um empecilho do que como uma vontade de salvar a irmã, o que é um erro tanto no clima que a direção imprimiu à sequência quanto na atuação unilateral que o intérprete de Aerov concebe a seu personagem. Balleseros apareceu só pra ocupar espaço, porque o “brasileiro” não foi nada relevante nesse episódio e poderia ter sido esquecido.

O melhor episódio de Helix até agora trouxe várias respostas e perguntas, manteve a ascensão de qualidade, trouxe um ritmo ágil, tomou algumas decisões arriscadas e promete manter o nível atingido nos próximos episódios. Espero que cumpra e que, por mais que não seja aquilo tudo que eu esperava, a série consiga terminar sua temporada com alguma dignidade.

Observações:
– O que foi Julia fingindo aquele ataque no início do episódio?;
– Será que a cabeça de Sutton servirá para alguma coisa? Espero que sim, já estou com saudades dela;
– Anana saiu da Arctic BioSystems sem conseguir UMA informação sequer sobre o sequestro das crianças. Parabains pra ela!
– Quem está ansioso para ver Julia confrontando Hatake sobre a foto toca aqui \o;

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