Review: Helix 1×06 – Aniqatiga

Helix 1x06
Quando uma série entrega o que promete.

Venho reclamando desde o início da série que seus episódios estavam me incomodando, seja pelos erros, incoerências e/ou afins, Helix nunca chegou a me agradar, ela sempre estava no “quase” ou bem longe disso. Mas eis que finalmente a série conseguiu nos apresentar 40 minutos que realmente valeram a pena, fazendo com que deixássemos de lado qualquer reclamação para curtir o entretenimento apresentado por ela.

O episódio inseriu novas tramas e personagens e (surprise!) mais perguntas, inserções que tem bastante potencial para elevar o nível da série, como é o caso de Anana, um exemplo dos três fatores citados. A policial tratou de manter Balleseros vivo (como eu havia atentado na review anterior, mata-lo seria um recurso muito baixo a ser usado), mostrou que quer saber o que acontece na base comanda por Hatake e tem um irmão bastante misterioso.

Além da clara e quase instantânea empatia que o público cria com a personagem, o acréscimo desse plot ainda acerta ao nos oferecer um contraponto a Balleseros e Hateke. Enquanto os últimos parecem fazer parte de uma conspiração para controlar o mundo, ela parece estar trabalhando para impedir isso e sua determinação pode (e deve) proporcionar ótimos momentos, principalmente quando ela se encontrar com Hatake.

Entretanto o que me deixou mais curioso foi ver o seu irmão, um gêmeo de Aerov. De início, pensei que era realmente o próprio Daniel ali, mas após esse momento ilusório, saber da família e do sequestro de crianças foi realmente uma boa jogada de roteiro e espero que ele não me decepcione novamente e aproveite as chances que essa trama oferece.

Finalmente o protagonista resolveu aparecer na série, estava ficando chato qualquer personagem com mais tempo e mais função na série do que ele. Dentro da base, Alan finalmente decidiu começar a agir e descobrir o que realmente está acontecendo lá e começou a ser mais incisivo ao tentar descobrir o que é o tal vírus, interrogou Hateke sobre o que era o “Narvik”, tentou entrar no nível R para salvar Julia (o que resultou em uma das cenas mais sem graça do episódio), fez com que o vírus se tornasse aquela coisa estranha de novo, procurou por Dr. Adrian (ele já tinha sido mencionado antes)… Enfim, ele deu o primeiro passo para tornar a estadia naquela base algo mais interessante e provavelmente essa proatividade que surgiu nele será mais bem explorada daqui pra frente.

Infelizmente nem tudo ainda são flores quanto ao Dr. Farragut, sua relação com Sarah é um dos pontos fracos da série (o que é contraditório, pois ela é a personagem mais simpática da série). Esse interesse amoroso entre os dois simplesmente não convence e é abordada de forma tão superficial que nem chega a irritar completamente, é apenas uma perda de tempo que poderia ser evitada.

Ainda tivemos Julia que passou boa parte do episódio delirando por causa do vírus. Particularmente as cenas não me agradaram porque as achei fora do tom e exageradas demais para o meu gosto, no entanto reconheço que tais sequências tenham sido criadas para serem assim e não foi um erro acidental da equipe. O que realmente importou aqui foi que Hatake a medicou e nos proporcionou o melhor cliffhanger da série até agora.

Eu nunca havia me empolgado com a série como me empolguei com aquela última cena! Ver Julia acordando de toda aquelas ilusões tendo a cor de seus olhos mudando para prata ao mesmo tempo em que nos entrega respostas (há uma cura para o vírus, ou seja, a ida da CDC pra lá é algo planejado) nos traz mais dúvidas (isso significa que Hatake também já foi um vetor dessa doença e por isso também tem olhos cor de prata?). Essa dinâmica deveria ter sido adotada desde seu início, pois além de aumentar a qualidade dos episódios, ficaria claro que a série estava segura sobre qual caminho ela seguiria.

Marcando o fim de sua longa introdução, esse episódio marca o início de uma Helix mais ágil, mais instigante, mais inteligente e mais apaixonante (por que não?). Espero que ela mantenha esse nível de qualidade e essa proposta de ritmo nos próximos episódios e que, finalmente, corresponda às minhas expectativas iniciais para com a série.

Observações:
– Aquele “jantar” da Julia incluiu o Balleseros por qual motivo?;
– Tragam a Jaye de volta. Alucinação boa é alucinação viva (?!);
– O responsável pela trilha sonora poderia tomar vergonha na cara e fazer algo decente

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