Review: Helix 1×03/04 – 274 / Single Strand

Helix 1x03-04

E a decepção continua

No final das minhas primeiras impressões sobre a série prometi postar a review do 3º episódio naquela mesma semana, mas eu ainda não sabia que ele seria tão vazio e não acrescentaria nada à trama de forma que, caso eu entregasse a review naquela semana, boa parte dela seria um grande nada. Mas felizmente chegou o 4º episódio e conseguiu trazer algo mais substancial à série.

Antes de falar dos episódios em si, gostaria de dizer que já estou achando esse mistério de “o que é essa doença?” um saco! Fica claro desde o piloto que essa trama não é o bastante para segurar a série e que eles teriam quer trazer uma solução para isso o mais rápido possível, além de explorar mais outras partes da mitologia da série.

E eu gostaria de saber qual é o problema da maioria dos roteiristas de sci-fi com uma coisa chamada ‘respostas’, pois é impossível que eles achem que o mistério em si é o bastante para satisfazer o público ou que fazer só isso é entregar um trabalho de qualidade. Tudo bem que funcionou com Lost uma vez, mas ao menos ali era algo original, o que certamente não é o caso de Helix.

Deixando essa minha revolta um pouco de lado, posso dizer que ao menos recebemos uma resposta e sabemos o que causa o tremor nas mãos de Sarah. Ao ser “abordada” por outra doutora que pensa estar infectada, ela acabam virando “cúmplices”, pois enquanto Sarah não falara sobre as suspeitas da doença de Rae, esta também não falará nada do tumor de Sarah. Particularmente eu esperava algo mais relacionado aos acontecimentos naquela base, fora o que o fato de ela ter tumor pouco influi ou altera a situação da personagem naquela realidade, ou ao menos é isso que a série dá a entender até agora.

Falando na jovem doutora, ela aparentemente tinha descoberto um método rápido para saber quem estava infectado com o vírus desconhecido. Tudo bem que não era surpresa alguma o teste não funcionar, mas a forma como tal descoberta foi abordada não ajudou em nada, tornando o momento algo risível e digno de vergonha alheia.

Relembrando: Dra. Julia Walker tinha levado aquele romântico beijo de Peter e estava obviamente infectada e ela fez o teste, mas não viu o resultado. Daí, após deixar claro que estava infectada e ficar presa em um dos setores daquela base, ela decidiu ver o resultado do teste e viu que ele não mostrou o resultado esperado. Percebeu o quão ofensivo isso é? É o mesmo chamar o espectador de burro e não se envergonhar disso.

Durante ambos os episódios, vimos Doreen ainda tentando descobrir o que é a tal doença. Embora ela seja a única personagem que realmente me importava na série, foi difícil achar alguma coisa relevante em sua pesquisa, mas analisando tudo o que vimos, posso dizer que, sem dúvida alguma, foi a descoberta de que a doença quer forçar os infectados a manifestar certas características e mudar as pessoas.

Isso soa mais como a criação de uma nova raça do que como uma doença em si, e aparentemente esse é o rumo que a série irá seguir, pois no final do episódio Hateke consegue controlar um dos infectados e este não o ataca. Certamente isso deve ter alguma relação com os olhos cor de prata que vimos no piloto da série, mas ainda não tenho teoria alguma sobre como é a conexão dentre esses dois fatos.

Nos episódios ainda houve a “despedida” de Doreen, conhecemos Jaye (que me parece uma personagem bastante promissora), teve major Balleseros explodindo a torre de comunicação e, como esperado, mais perguntas: teria Walker realmente visitado aquela base antes (e seria esse o motivo de Hateke ter fotos dela)? Por que aquele organismo se transformou nisso? Isso e outras perguntas menores que também estão sem respostas.

Com um episódio ruim e outro bom, Helix vai se confirmando como uma série bem aquém daquilo que eu esperava e apesar de trazer bom entretenimento de vez em quando, o excesso de perguntas pode (e provavelmente irá) derrubar a série se a própria não começar a trazer algumas respostas. Respostas que já espero que venham no próximo episódio.

Observações:
– Ignorei o protagonista na review por motivos óbvios;
– Gostei da guerra interior de Peter: cura que mata x doença que deixa vivo;

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