Review: Grimm 3×10/11 – Eyes of the Beholder / The Good Soldier

Grimm 3x10

11 bons episódios e uma temporada meia boca.

Grimm continua apostando em trazer casos da semana e mantém um alto nível de qualidade em seus episódios e ambos os episódios aproveitaram para desenvolver, paralelamente ao caso da semana, os coadjuvantes da série. Enquanto um desenvolveu o nosso querido Hank e seu interesse amoroso, o outro trouxe finalmente algum foco para o nosso casal predileto da série: Monroe e Rosalee.

O 3×10 foi um caso da semana que está aquém do que nos foi exibido durante essa temporada, pois não empolgou tanto quanto os outros e o seu desenvolvimento não chegou a impressionar como o de alguns casos. A maior qualidade desse episódio foi trazer Hank para um lugar menos avulso na trama e desenvolvê-lo de forma que todos os espectadores, incluindo os que pouco se importam com o personagem (ou não se importam de jeito nenhum), fossem envolvidos pela trama.

Comentei na review passada que eu não achava que esse interesse amoroso de Hank seria um acréscimo interessante à série caso ela não fosse uma wesen ou uma  grimm, mas felizmente foi o que aconteceu. O fato de ela ser uma wesen implicava em uma das relações que, além de entre um grimm e um wesen (algo que é quase impossível de vermos na série), ainda não víamos na série, pois já vemos entre um grimm e um humano e entre dois wesens, então fiquei bastante empolgado com essa trama.

Mal sabia eu que o fato de Zuri ser uma wesen traria a tona uma questão de não aceitação do fato de ser wesen o que, por ora, a fez desistir de se envolver com Hank. Digo “por ora”, pois realmente não acho que eles irão desperdiçar a chance de desenvolver uma parte da trama tão interessante e que tem tanto potencial para acrescentar à mitologia da série, isso fora o fato de deixar Hank menos avulso. Já estou esperando a próxima aparição da personagem.

Outra personagem que também não aceitou muito bem o fato de ser uma wesen foi Alicia, a amiga da Juliette. Inicialmente eu realmente havia acreditado que ela não sabia que era uma wesen e achei que seria até interessante desenvolver a trama de alguém que não sabia que era wesen, mas como já vimos isso em “Twelve Days Of Krampus” achei uma decisão acertada não focar nisso. Mas o que realmente importou aqui foi ver Juliette partindo para cima do ex-marido de Alicia, em uma cena bastante divertida e que realmente deu um destaque à personagem.

Já o 3×11, ao contrário do episódio anterior, teve um caso da semana mais interessante e melhor desenvolvido do que o anterior. Aqui conhecemos o Manticore, um wesen metade leão, metade escorpião que não tem medo da morte e tem um ferrão capaz de injetar em sua vítima um veneno letal. Também acompanhamos a Emily Thorne (aparecendo pela segunda vez nessa temporada) que estava à procura de justiça pelo estupro coletivo que fizeram com ela.

Desde o início já dava para perceber que Frankie não era a culpada dos assassinatos que estavam acontecendo no episódio, então não foi surpresa alguma saber disso, o que realmente deixou o caso mais interessante foi saber que não tínhamos apenas um, mas dois culpados e um por cada crime. O que mais admirei nisso é que, caso você reveja o episódio, perceberá que até os modos que eles foram assassinados são diferentes, enquanto o primeiro há certa “elegância” (se é que podemos chamar de elegante o ato de matar alguém), o segundo é mais bruto, mais cruel.

Entretanto, nem tudo no caso foi tão bem pensado (ou bem feito) como a construção dessas cenas. O embate entre o Coronel e o outro militar no final do episódio foi algo triste de se ver, a coreografia da luta foi porca e mal feita, além da morte do Coronel ao final não ter impacto algum. Além disso, gostaria de dizer que limitar a participação de um ator como Kirk Acevedo à sequência inicial da série é algo que me incomodou bastante.

Enquanto no episódio anterior tivemos o desenvolvimento de Hank e Zuri, aqui Monroe e Rosalee receberam o destaque. Com a primeira visita que ela fez a sua família em muito tempo descobrimos que Rosalee não tem um passado tão “calmo” quanto seu presente e que sofreu um tanto em sua adolescência rebelde. Envolvendo-se em atividades criminosas, a fuchsbau acabou não podendo estar presente no velório de seu pai o que a afastou de sua família por um bom tempo.

Não sei por que, mas por mais que eu goste de ver esse desenvolvimento da personagem eu não consigo imaginar a Rosalee fazendo mal a uma mosca, pois ela foi construída e sempre colocada como uma personagem doce e delicada, o que dificulta a desconstrução dela nesse momento. Bom, só posso dizer que confio no talento dos roteiristas e no de Bree Turner para que eles possam nos mostrar esse lado da personagem sem ser forçado ou mal representado.

Chegamos à metade da temporada e a série conseguiu fazer algo que eu considerava impossível até então: uma temporada fraca sem nenhum episódio ruim. Relembre do que tivemos nessa temporada até agora e agora responda as seguintes perguntas, você achou algum episódio ruim? Você achou que a trama realmente avançou de forma relevante nessa temporada? Provavelmente suas respostas serão sim e não, respectivamente.

Isso me causa um misto de sentimentos, pois não acho os 40 minutos de episódio um tempo perdido, mas na maioria das vezes penso que os roteiristas estão exagerando da nossa boa vontade e optando por deixar de lado tramas mais interessantes e importantes só para colocar o maior número de episódios procedurais possíveis. Espero que esse número um tanto exagerado de casos da semana nesta primeira metade da temporada signifique que teremos mais desenvolvimento da mitologia central da série.

Observações:
– A irmã da Rosalee encurralando Monroe. Por favor! Ele é um blutbad;
– Como que o ex-marido de Alicia derruba Nick e Juliette e ELA levanta primeiro? Faltando remédio para os ossos do Nick;
– O final do 3×11, onde Frankie consegue a confissão de um de seus agressores é um momento belíssimo;
– Alguém se importou com o irmão de Zuri e a namorada dele?

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