Review: Sleepy Hollow 1×11 – Vessel

Sleepy Hollow 1x11
Um ótimo passo para o final da temporada.

Ao evitar falar da trama das ameaças à filha do Capt. Irving na review do episódio passado eu ainda não tinha visto esse episódio e não sabia de nenhuma informação sobre ele, portanto foi com leve surpresa que descobri ter feito uma decisão correta pelo fato dessa trama ter sido desenvolvida logo no episódio seguinte. E que desenvolvimento foi esse? Com direito a retirar todos os personagens de suas zonas de conforto e com algumas das cenas mais assustadoras da série (meu saldo de sustos nesse episódio foi 1, o que já é um grande feito) o episódio recupera a mínima decepção que o episódio anterior tinha deixado e deixa o nível de ansiedade bem alto para os dois últimos episódio.

Mas indo por partes, logo na cena inicial o episódio já me agradou só por não ter deixado passar em branco o vendedor ter falado aquilo para o Capitão, entretanto foi só quando percebi que o episódio focaria nessa trama da possessão que fiquei completamente satisfeito. Aqui descobrimos que o demônio que o possuía se chama Ancitif e que ele é capaz de mudar o corpo em que habita através do toque, o que de cara me fez questionar o porquê de ele não ter possuído o Capitão, mas relevei pela carga dramática que essa “não possessão” trazia e porque o fato de que o demônio apenas queria vê-lo sofrer é uma teoria válida.

Como eu havia falado antes, esse episódio retirou os personagens de sua zona de conforto e aquele que sem dúvida foi o mais sofreu com isso foi o Capitão, pois apesar de não ter passado pelo processo de possessão, foi o que mais sofreu com tudo isso. Até então o Capitão era nada menos que um incrédulo que mesmo vendo o que realmente acontecia em Sleepy Hollow queria negar tudo o que tinha visto e que, até certo ponto, não parecia estar do lado de Crane e Abbie, mas aqui vimos um Frank se despindo de qualquer incredulidade ou falta de fé que poderia ter com o único objetivo de salvar sua filha daquele mal que a perseguia. Palmas para Orlando Jones, que conseguiu sustentar essa profundidade de forma fascinante e vem conquistando meu respeito a cada episódio.

Ainda abordando essa trama familiar, a mistura criança + demônio é uma das coisas mais clichês (e chatas) que séries e filmes de terror podem nos oferecer, no entanto a série prova novamente que consegue ter talento e tirou o melhor que tal recurso poderia oferecer e as cenas onde Macey (finalmente sei qual o nome dela \o/) está possuída foram ótimas e realmente assustadoras em certos momentos. A única coisa que eu não compreendi foi que, quando Ancitif abandona seu corpo, a garota parece estar se apoiando em suas pernas. Um erro bobo que a equipe da série deixou passar.

Falando nessa conclusão, posso finalmente elogiar a equipe de roteiristas por encontrar uma resolução menos óbvia e mais criativa para o “caso da semana”. Claro que ainda há certas coisas na construção dessa resolução, como por exemplo, a facilidade com a qual eles conseguiram o lampião, mas esse avanço de mostrar uma criatividade, um trabalho menos fácil e óbvio já é um pequeno passo para consertar esse pequeno problema que já é recorrente na série.

Além do Capitão Frank, outra pessoa que saiu de sua zona de conforto de forma extrema foi Jenny. Aquela que era mais uma “badass” divertida e que parecia não se importar com nada a seu redor, revelou-se aqui uma espécie de criança desprotegida e incompreendida que chegou a tocar o espectador. Sendo a primeira vítima de Ancitif, Jenny vivia desde então com medo de ser novamente uma vítima dele e temia ferir (ou até matar) Abbie, portanto cometia crimes e tentava manter-se o mais distante possível dela. Isso foi uma ótima sacada do roteiro, pois além de desenvolver Jenny e sua relação com a Abbie, abre possibilidades para sabermos o que aconteceu durante esse tempo, já que se ela escondeu o fato dela ter sido possuída, o que mais ela pode ter escondido?

Perdendo os postos de protagonistas do episódio para Jenny e Frank, Crane e Abbie também foram retirados de sua zona de conforto aqui, enquanto o primeiro vestiu roupas deste século (em uma sequência bem divertida e que quase me fez comemorar ao pensar que ele deixaria de lado as roupas de antigamente), a segunda abandonou a sua fachada de policial perfeita e decidiu se por em perigo pela irmã, salientando ainda mais o rumo intenso e mais “família” que a relação entre as duas está seguindo.

Com alguns problemas que me impedem de dizer que esse foi o melhor episódio da temporada, estamos chegando ao final da primeira temporada com um saldo bem positivo e confiando que os roteiristas podem e irão fazer algo tão interessante e divertido quanto aquilo eles vem fazendo. Só faltam mais dois episódios para eu poder dizer sem medo que Sleepy Hollow fez uma incrível temporada de início e torço para fazê-lo na próxima review.

Observação:
– O padre morreu e minha teoria de que ele tinha alguma relação familiar com Frank foi por água abaixo;
– Calças skinny são o fim do mundo mesmo HAHA;
– Jenny baixou a Ellen Ripley quando subiu naquele veículo;

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