Primeiras Impressões: Helix

Helix Primeiras Impressões
Uma decepção pra mim.

Helix é uma exceção da maioria das séries que costumo começar a acompanhar, pois normalmente só escolho começar a ver séries sem saber de nada, mas no caso desta aqui, eu saí procurando qualquer informação que havia saído sobre ela desde quando a descobri na Comic-Con do ano passado. A cada novo teaser liberado, a cada nova imagem que eu via, a cada nova informação crescia em mim uma ansiedade que nunca tinha tido com nenhuma outra estreia antes e eu gostaria bastante de dizer que toda essa ansiedade e expectativa foram correspondidas.

A mais nova empreitada de Steven Maeda (showrunner da segunda metade de Pan Am) começou com dois episódios que não foram, nem de longe, aquilo que eu esperava. Ambos cumprem a sua função de apresentar a história e personagens satisfatoriamente, até há alguns momentos realmente inspirados, mas falta um diferencial que a destaque dentre as sci-fis que já vimos. Por exemplo, a premissa da série (um vírus que quer se espalhar pelo mundo o mais rápido possível) já havia sido explorada no episódio 2×13 de Fringe, o ambiente parece um híbrido entre os filmes da série Alien e Prometheus, os personagens são as cópias de clichês que já vimos em outras séries e filmes de suspense, etc. Não há realmente nada que me faça pensar que a série tem potencial para oferecer algo de novo.

Repleta de mistérios, a série começa sua história levando 4 agentes da CDC (Central Disease Control) para uma instalação na Antárctica que tem um de seus “habitantes” sendo atacado por uma doença desconhecida, sendo esta vítima o irmão de um desses agentes. A partir daí a série se desdobra em várias subtramas, tanto aquelas dos dramas pessoais dos personagens quanto aquelas em volta desta misteriosa doença e passando pelos acontecimentos naquela instalação que não estejam aparentemente ligados à infecção.

Os dramas pessoais dos personagens são chatos e superficiais, servem apenas para criar um pano de fundo para sabermos qual é a relação entre cada um e só. Falando dos personagens em si, eles pouco chamam nossa atenção, pois suas tramas são tão desinteressantes que não nos importamos com o que acontecem com eles. Claro que alguns conseguem despertar certa simpatia do público (como Sarah), mas a maioria gera indiferença (como seu protagonista, Alan) ou repulsa (Dr. Hateke).

Já por volta da misteriosa doença a série não demora (e nem deveria) a explicar sua existência e seus efeitos. Percebemos em poucos momentos que o objetivo do vírus é se expandir o mais rápido possível, assim como já sabemos que ele não é transmitido pelo ar e sim por secreção (ou ao menos foi isso que esses dois episódios deixaram a entender). Além disso, descobrimos que s infectados por essa doença tornaram-se agressivos e passam por distúrbios mentais, entretanto ainda são capazes de se comunicar. Ainda há muito a se descobrir sobre essa doença, mas fiquei satisfeito com o que foi desenvolvido aqui.

Ainda há tramas paralelas a essas como o teste feito em macacos, o tremor na mão de Sarah (que provavelmente deve-se a algo que aconteceu lá dentro, particularmente aposto que seu encontro com Peter a afetou de alguma forma), toda a trama que envolve as outras áreas de pesquisa daquela instalação, os olhos prata de Hateke e o álbum que ele tem de Julia, para quem ele e o Major trabalham… Enfim, são várias tramas ainda “menores” que serão desenvolvidas com o passar dos episódios e que variam de regulares a interessantes, mas reforçando que nenhuma delas transmite algum diferencial.

Mas a pergunta que não quer calar é: vale a pena ou não? A resposta pode parecer vaga, mas não há como ser diferente, vale a pena se você estiver disposto a acompanhar uma trama requentada, o que não é o meu caso. Foram dois episódios bem feitos, que não ofendem o espectador, um bom desenvolvimento da história e algumas cenas realmente tensas (…), então não havia como eu dizer que não vale a pena, mas não é o tipo de série que eu recomendaria.

Observações:
– Acompanharei a série até o final dessa temporada e provavelmente a abandonarei, mas farei as reviews dela aqui no TS. Espero que retornem para lê-las;
– Alguém me explica o porquê de a veterinária ainda não ter morrido;
– Tenho a impressão de que o cliffhanger do segundo episódio será seguido de um anticlímax decepcionante;
– A trilha sonora é bem fraca;
– Já foi liberado o 3º episódio da série e a review dele sairá ainda essa semana;

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