Review: Sleepy Hollow 1×08/09 – Necromancer / Sanctuary

Sleepy Hollow 1x08
Sleepy Hollow continua mantendo sua alta qualidade.

1×08

Capturar Morte já não foi algo fácil, imaginar o que fazer com ele depois de capturado deve ter sido algo bem mais complicado do que esta primeira tarefa. Imagine você ter um dos cavaleiros do apocalipse em suas mãos e que este cavaleiro está sem cabeça, qual seria a primeira coisa que você faria? Bom, eu não tenho ideia do que eu faria, mas com certeza não seria um interrogatório. Como os roteiristas não cansam de ir pelo caminho oposto daquilo que espero (o que é algo bom, na maioria dos casos) foi um interrogatório que eles decidiram fazer.

Que interrogatório foi esse? Por mais que soubéssemos desde o início que Morte não ficaria ali por muito tempo, foram momentos tensos e intensos que estão entre os melhores da série. A forma criada para a comunicação entre o Cavaleiro e Ichabod (e Cia) foi criativo e deu um toque bastante sombrio à cena. Os atores presentes naquelas cenas estavam ótimos, e o destaque vai para o ator que faz o Cavaleiro, pois apesar de eu não saber seu nome, a linguagem corporal dele transmitiu mais emoção do que as expressões faciais de muitos atores bastante conhecidos por aí.

Ainda falando no Cavaleiro, foi uma bela surpresa saber que ele já tinha sido humano, pois sempre achei que ele tinha sido criado por Moloch naquela forma, mas, como os roteiristas não se contentam em surpreender apenas uma vez, descobrimos que além de ele ter sido humano, ele foi um dos melhores amigos de Ichabod e o pior: Katrina já foi sua prometida! E foi bom perceber que, apesar de ser algo que nem tínhamos como desconfiar antes, não soou como saída gratuita para surpreender ou como algo forçado. Talvez seja pelo hábito de desconsiderar os flashbacks por serem pouco úteis ou inúteis, mas saber que este recurso foi usado da forma que se deve foi algo que contou vários pontos a favor a essa parte da trama.

Mas o episódio não foi apenas o interrogatório e o Cavaleiro, aqui podemos ver mais das dinâmicas entre seus personagens. De um lado temos Ichabod e Abbie tornando-se cada vez mais íntimos e começando a dar sinais do início de um romance, o que me desagrada, pois não consigo vê-los como um casal, mas como dois grandes amigos e se o roteiro explorar esse lado da trama eu me decepcionarei bastante. Do outro vimos Jenny e Frank percebendo que, apesar de serem superficialmente bem diferentes, no fundo eles tem mais coisas em comum do que diferenças.

Terminando o episódio com sequências que fizeram com que o espectador nem piscasse para não perder nada, o episódio termina retirando o Cavaleiro de sua prisão e transformando Katrina na principal isca para derrota-lo. Um episódio onde houve pouquíssimos defeitos (e quase irrelevantes diante dos acertos) e que merece o título de melhor da temporada.

1×09

Esse episódio começou com tudo para dar errado: uma premissa pífia, cenas toscas, clichês de filmes de terror B, sustos fáceis e etc. Tudo isso parecia significar que eu estava diante do pior episódio da série, qual não foi minha surpresa ao perceber que a equipe da série usou todos esses aspectos a seu favor e continuou com a leva de ótimos episódios com que vinha tendo? E o melhor de tudo é que ela não precisou deixar de se leva a sério em momento algum para que tal feito fosse concretizado.

Ambientado em uma mansão mal assombrada, o episódio aproveitou desse clima claustrofóbico para fazer um episódio ágil, tenso e bastante interessante. A dinâmica de a casa estar “viva” é pouco inventiva e soou como falta de criatividade por parte dos roteiristas, mas por outro lado ela foi abordada com inteligência e deixou um clima de urgência, insinuando que a qualquer hora poderia acontecer algo com qualquer um daqueles três que estavam na casa naquele momento.

Falando do fato de a casa estar “viva” é importante ressaltar que vimos o porquê disso por um flashback e que, pela segunda vez seguida, os flashbacks não foram um recurso gratuito apenas para ocupar tempo em tela, eles realmente tiveram uma importância. Saber que aquela casa antes era uma espécie de refúgio sagrado e que ela passou a se tornar aquela casa mal assombrada após Katrina ter o bebê foi algo que realmente valeu o tempo que teve no episódio.

Mas espere um segundo, Katrina teve um bebê e nós não sabíamos? É isso mesmo? Sim, é isso mesmo! Os roteiristas surgem com uma trama desse estilo simplesmente do nada e jogam na nossa cara como só para aproveitar o episódio que foi repleto de absurdos. É claro que ainda houve questionamentos (que serão sanados no 1×10), mas foi um movimento interessante feito na trama e que gerou um dos melhores momentos do episódio: a revolta de Ichabod.

Sempre parecendo elegante demais, o personagem até agora não tinha tido nenhum momento fora de todo aquele ar de tranquilidade que ele transmite, então foi um tanto “chocante” ver o personagem agindo com tanta revolta. A sequência dele matando a criatura do episódio foi visualmente e dramaticamente impressionante e que já é uma das mais marcantes da série.

Ainda nesse episódio descobrimos que o Capitão Frank tem família (e que a filha dele é a Rue, de Jogos Vorazes) e a cada dia que se passa sua relação com Jenny fica mais próxima. Tudo bem que foi meio tardia a inclusão da família do personagem, mas acho que elas foram inseridas de forma bastante orgânica na trama. Espero realmente que façam bom proveito de ambas as personagens nos episódios restantes da temporada, se não era melhor tê-las inserido na trama apenas na próxima temporada.

Consolidando-se como uma das melhores estreias de 2013, Sleepy Hollow traz mais um episódio que é um ótimo exemplo de condução de trama, que vem acrescentando mais detalhes a cada episódio, que desenvolve seus personagens cada vez mais e que não se esquece de entreter e divertir seu público. Que a reta final dessa temporada não apenas mantenha esse nível como o eleve.

Observações:
– Katrina nunca foi tão desejável e espero que ela realmente se torne mais útil no presente da série, essa onipresença dela me cansa;
– Não me esqueci de comentar sobre a árvore genealógica de Abbie, só não sabia onde encaixar isso na review;
– O Ichabod termina o episódio com a roupa suja e cortada, mas não troca. Não consigo entender esse raciocínio;
– Os protagonistas gostam de combinar os penteados, né? Vejam essa imagem do fim do 1×09 aqui e me digam se não é verdade? /zoa.

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