Review: Homeland 3×06 – Still Positive

Homeland 3x06

Expressando minha impressão desse episódio em uma palavra: decepção.

Abandonar qualquer coisa nunca é fácil, por mais que avançar seja algo preciso é algo difícil de ser feito e mudança é difícil de ser aceita. E o episódio dessa semana tratou disso de algumas formas, vimos Dana Brody tornando-se Dana Lazaro e deixando a vida que tanto a maltratou para trás, vimos Saul deixando abandonando o seu controle emocional e tornando-se uma pessoa mais emocional e, principalmente, vimos Homeland abandonando, mesmo que por ora, suas origens.

Em toda sua história, Homeland sempre sobrepôs a trama política da série aos dramas pessoais de seus personagens. Por exemplo, quando Brody e Carrie estavam na cabana no 7º episódio da 1ª temporada, estavam ali um agente da CIA e um terrorista antes de termos Carrie e Brody. No final da 1ª temporada, vimos Dana ligando para seu pai, pedindo para que ele a prometesse que não iria fazer nada de ruim, mas do outro lado da linha estava o soldado que se transformou em um terrorista e não o pai de Dana. Ainda teve situações em que tanto o lado político como drama pessoal se equiparavam, mas nunca o segundo se sobrepôs ao primeiro.

Aqui, pela primeira vez na série, o oposto aconteceu, o episódio priorizou no foco dos dramas de cada personagem, ao invés de focar na trama política. Ver Carrie fazendo um teste de gravidez, assim como ver que isso já é algo comum na vida dela, foi uma das coisas que mais colaboraram para essa transição. Mas o que mostrou isso de forma mais impactante foi, sem dúvidas, a transformação da única trama realmente política da temporada em um conflito pessoal.

Saul sempre foi um personagem cheio de segredos e até agora pouco sabíamos sobre seu passado, então me pareceu pouco orgânico esse conhecimento logo nesse episódio só para causar algum choque no público (choque esse que nem veio). Quer dizer que as ações, tanto do diretor da CIA quanto do vice-diretor da inteligência iraniana, saíram do âmbito profissional (por falta de palavra melhor) para se tornar algo mais pessoal? Isso me desagrada bastante, pois apesar de sempre os dois lados andarem juntos, essa supremacia do lado político era algo que me agradava bastante e diferenciava Homeland de tantas outras séries no estilo, então é uma pena que ela tenha perdido essa característica, mesmo que por ora.

Isso significa que o episódio foi ruim? Não, nem de longe! De fato, a única coisa que não fluiu bem foi esse conhecimento prévio de função quase imediata, o restante foi ótimo e fez com que mal sentíssemos a duração do episódio. Tanto que ao final eu me assustei ao perceber que o episódio já estava terminando. Como já gastei um tanto o tempo de vocês com essa introdução esticadíssima, me deixem falar logo do episódio em si.

Carrie, pela primeira vez na temporada, não foi o (ou um dos) grande destaque do episódio. Reduzida a mero peão, tivemos poucos momentos para Claire Danes garantir ainda mais seu terceiro Emmy seguido, mas gostaria de pontuar que ver a confiança de Carrie ao pensar que realmente estava protegida ali e depois ver ela quebrando a cara ao saber que estava “abandonada” e sem proteção alguma foi algo sem preço.

Quanto a Javadi, o cara mal entrou na série e já foi o responsável por uma das cenas mais chocantes da mesma. O massacre que ele causou dentro da casa de sua esposa, diante dos olhos do filho, foi algo bastante chocante e que a audiência dificilmente esquecerá. Além disso, não faço ideia do que ele tenha ido fazer nos USA, pois duvido que tenha sido única e exclusivamente para recrutar Carrie.

Mostrando-se vulnerável pela primeira vez em toda a série, apesar de toda a inteligência de Saul, ele mais uma vez foi enganado pelo seu ex-amigo e resultou num problema maior para essa missão que, até então, deveria ser bastante secreta. Imagino que explorarão mais esse lado pessoal do personagem e, apesar de ser preciso, acho que os roteiristas pesaram um tanto a mal e exageraram ao mostrar um personagem que até então era puramente racional, tão emocional. Mas vamos ver como eles abordarão o assunto.

O episódio, apesar de ter sido competente, derruba o saldo que essa temporada vinha tendo comigo, por decepcionar o que eu minimamente espero da série. Que venha o interrogatório de Javadi e faça com que essa impressão passe o mais rapidamente possível.

Observações:
– Só foi eu dizer que Fara não estava recebendo tanto tempo em tela que ela aparece no episódio;
– Dar Adal com o novo diretor da CIA foi curioso, mas só;
– O Peter tá avulso ou é só impressão minha?;
– Acho que Dana não se despediu de nós para sempre, ainda a veremos na série.

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