Review: Grimm 3×01 – The Ungrateful Dead

Grimm 3x01

Como destruir qualquer expectativa e teorias formadas pelo espectador em um episódio. By Grimmdeveria ser o nome dessa première, pois foi isso o que aconteceu não só comigo, mas com qualquer um que acompanhe a série. A cada momento o episódio ia por um caminho completamente diferente do que aparentava estar tomando ou do que nós esperávamos. E essa foi a forma que os roteiristas encontraram de nos passar a seguinte mensagem: esqueçam a zona de conforto que dominou a série nos anos anteriores, a proposta da série agora é apostar na imprevisibilidade de suas tramas e colocar os personagens em situações desafiadoras

Começando do exato ponto onde a temporada passada terminou, acompanhamos novamente o embate entre Nick e o Barão, assim como vimos mais uma vez Monroe, Rosalee e Juliette fugindo dos “zumbis”. O que houve de novo foi Sean seguindo o seu irmão (o que desfez as minhas suspeitas de que ele estava trabalhando junto com Eric) e descobrindo toda a maracutaia envolvendo o Nick. O que, no fim, não serviu para nada, pois ele não tentou em momento algum atrapalhar esse plano. Mas foi a única coisa que não serviu para nada, de resto, o episódio foi bastante movimentado.

Falando em Sean, já se passaram duas temporadas, estamos começando a 3ª e ainda não sabemos quais são as verdadeiras intenções do personagem. Aqui ele estava do lado dos mocinhos, mas apenas porque estes estão contra o seu irmão, aposto que se (ou quando) for mostrada uma situação onde eles estejam impedindo os planos de vingança de Sean contra Eric esse cenário mudará. Essa imprevisibilidade do personagem me lembra da imprevisibilidade de Nina em Fringe, o que me deixa com um pé atrás, pois a personagem de Fringe prometia muito e pouco entregou e está sendo assim com o Capitão até agora. Só me resta torcer para que isso mude.

A resolução da trama dos zumbis teve bons momentos e foi necessária, mas teve mais tempo em tela do que realmente precisava. Entre os momentos desnecessários posso citar o confronto do trio contra os zumbis estava zoando repetitivo em certos momentos, a descoberta de como produzir a cura em massa teve uma cena mais longa do que deveria (sério que viram a Rosalee vendo a substância evaporar e demoraram aquele tempo todo para perceber o que ela queria dizer?) e até a demora em usar essa cura. Mas não foram apenas momentos ruins, também vimos Juliette em ação, Hank (!) e Wu fazendo algo útil e também tivemos o retorno das ótimas frases de Monroe, entre elas o destaque vai para a comparação entre a pipoca e o efeito da cura.

Na parte “Escrava Isaura” da trama, Adalind passou por momentos cômicos para tentar voltar a ser uma hexenbiest. A bitch arrancou partes de Frau Pech, sujou-se de sangue, cavou, enterrou, deu uma de florista… Poderia ter seu nome mudado para Isaura mesmo. Falando sério, não acredito que Stefania vá ajuda-la realmente, ela provavelmente está esperando para tentar passar a perna na ex-“ex-hexenbitch”, assim como não creio na inocência de Adalind e ela deve estar provavelmente bolando algum plano para tentar sair dessa situação.

Apesar de ter acontecido tanta coisa nesse episódio, aquela que de fato chamou a atenção foi a transformação de Nick em zumbi. Ver que o personagem não obedecia as ordens do Barão, ver que ele ganhou uma super força e, como os outros zumbis, atacar qualquer um sem motivo nenhum. Toda a sequência onde ele ataca as pessoas no bar foi ótima e merece um destaque.

Além disso, devo dizer que os roteiristas simplesmente sambaram em minha face e, ao invés de enviarem Nick à Vienna e transformarem esse início de temporada numa “caçada” em busca grimm, deixaram ele a solta em Portland, o que abre mais possibilidades para um desenvolvimento maior do protagonista, coloca a “Scooby Gang” em uma situação ainda mais urgente e colocará o posto de Nick como detetive à prova (ou ao menos é o que espero que aconteça).

Antes de terminar a review preciso falar de algumas coisas que me incomodam já por algum tempo, ou melhor, uma coisa em particular: a polícia de Portland. Sério, os caras não questionam nada, Sean faz o que bem quer naquela polícia sem nada acontecer, aqui as vítimas participaram mais dos casos do que a polícia em si, entre outras tantas situações que chamam a atenção. Não sei se sou esse incômodo é só comigo, mas é algo que precisa ser consertado na série daqui pra frente.

Apesar de a série persistir em alguns erros, a première foi ótima e conseguiu concluir muito bem as tramas deixadas pela finale passada, conseguiu nos mostrar quais os caminhos que deve seguir nessa temporada e nos fez ficar bastante ansioso para ver o que eles fizeram para essa temporada. Ah, e não se esqueçam: “This ain’t over yet

Observações:

– O Barão morreu. Graças, a canastrice dele estava me enchendo o saco;
– Pessoal que cuida do áudio da série, saibam que usar o som feito pelo Taz para ilustrar os rosnados que os zumbis fazem é algo bem amador;
– A cada exclamação de incômodo Adalind fazia para cada “tarefa” que tinha que cumpri, mais um sorriso surgia no meu rosto;
– Quem viu aquela promo da temporada ficou com a mesma expressão de “WHAT?” que eu fiquei?;

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