Review: Revolution 2×04 – Patriot Games

Revolution 2x04 - Patriot Games

Dando uma aula de desnvolvimento

Se na semana passada a série entregou um episódio bastante movimentado, desenvolvendo bastante a sua trama e apostando na tensão, aqui ela botou o pé no freio e decidiu apostar em doses menores de cada um desses aspectos. Mas isso não significa que o episódio foi ruim, pois apesar de novamente flertar com a fantasia, Revolution continua em sua caminhada para fazer uma ótima segunda temporada.

Começando com a trama política, esta recebeu o melhor desenvolvimento possível do episódio. Acompanhando Rachel, Neville e Miles em suas jornadas paralelas, descobrimos um pouco mais sobre o governo do USA. Rachel continua se mostrando impulsiva e descuidada, indo atrás de pistas para corroborar suas suspeitas sem tomar o menor cuidado, confiando nas pessoas erradas (o que a levou a passar por mais uma situação de perigo de vida), transparecendo sua desconfiança com os patriotas e etc. Essa parte da trama só serviu para sabermos que qualquer um (fora os protagonistas da série) pode ser um patriota e que, aparentemente, o objetivo deles é criar um USA purificado.

Miles procurando por Titus foi outra coisa interessante de se acompanhar, primeiro para saber o que aconteceu com ele após ter sido sequestrado pelo seu parceiro e segundo porque esse encontro parecia ter potencial para um bom duelo. O duelo foi rápido e frustrante, mas serviu para sabermos que os patriotas estão usando os trens para executar pessoas, embora não saibamos qual o objetivo dessa ação.

Fiz essa recapitulação para falar que não tenho ideia sobre qual será o próximo passo desse grupo e para dizer que quaisquer que sejam seus objetivos, vai ser um tanto difícil os roteiristas nos convencerem de que um grupo que cause uma carnificina desta amplitude consiga ser seguido por tanta gente assim. Além disso, tenho que comentar o seguinte: o que é aquele símbolo que já foi tão focado? Será que é o óbvio símbolo dos iluminights illuminati? Ou ainda nos será apontando outra ideia? Espero que a série nos entregue ótimas explicações para as dúvidas apontadas, e de preferência ainda este ano.

O destaque da parte política da trama foi, sem dúvida nenhuma, a de Neville e aqui o vimos mostrando o quão traiçoeiro ele pode se. Já se livrando de uma pedra no sapato, o ex-major mostrou novamente que não vai medir esforços para se mostrar útil para Justine, só que aí reside o seguinte problema: da primeira vez que ele fez isso ela tomou o seu filho para algum “plano especial”, o que acontecerá dessa vez? Tenho algumas teorias, e a maioria delas envolve o Jason, mas acho melhor esperar e ver o que acontece.

Partindo para a parte fantasiosa, descobrimos que Aaron está ligado, de alguma forma, com os vaga-lumes. Aparentemente ele os controla inconscientemente para fazer algo que quer, mas a principal questão aqui é: como ele faz isso? Está óbvio que é com a ajuda do nanites, mas como funciona essa ligação entre eles e Aaron? E os nanites não eram apenas responsáveis por consumir ou multiplicar a energia ao seu redor? Se sim, como que eles queimaram aquelas pessoas? Quero que haja uma explicação muito boa para isso, porque misturar sci-fi com fantasia (que é o que está parecendo) é um tiro no pé.

Charlie e Monroe continuam construindo uma relação interessante de se acompanhar, embora essa semana as cenas que abordem a dupla tenham sido um tanto fracas. A cena em que ela fala que ele é um assassino frio e cruel e que isso nunca vai mudar foi de uma abordagem tão superficial, por parte da direção e dos atores, que estava óbvio que aquilo em nada afetaria a relação entre os dois. Aliás, fora o momento em que eles chegam em Willoughby, a participação deles no episódio foi dispensável.

Com um episódio que, apesar do pouco avanço, trouxe mais perguntas do que respostas, Revolution continua entregando uma consistente segunda temporada, que caso seja a final, tem tudo para encerrar a série de forma bastante digna.

Observações:

– A cada semana eu só admiro cada vez mais o trabalho de Esposito;
– Charlie dizer que alguém está atuando mal é ironia, né?
– Cynthia não tinha ido para outro lugar diferente de Aaron e companhia?
– Falei o nome do Titus porque ele morreu hahaha;

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