Review: Revolution 2×03 – Love Story

Revolution 2x03

Um dos melhores episódios da série.

Agora sim posso dizer que Revolution está de volta! Foi um episódio ágil, tiveram aqueles bons momentos de ação que a série tanto nos proporcionou na temporada passada, a aposta no drama finalmente funcionou, a Charlie não estava irritante… Facilmente está no meu top 3 da série!

Mas vamos por partes, começando pela parte mais avulsa (mas não menos interessante) do episódio, Neville teve sua farsa descoberta. Em um momento que me pegou de surpresa, vimos o ex-major ser capturado por um grupo a mando da secretária para realmente descobrir de que lado ele está. Posso dizer que não deu em um resultado positivo para nenhum dos lados, pois apesar de Neville ter se safado, eles ainda tem Jason que, segundo Justine, será usado em grandes planos; já a Secretária terá ao seu lado uma pessoa bastante traiçoeira que provavelmente a enganará assim que possível.

Outra trama que também se manteve paralela à trama central foi aquela que conta com Charlie e Monroe, pois apesar de ter perdido muito tempo mostrando Charlie o personagem avulso e sem graça flertando, vimos que estão atrás não só de Monroe, mas de Rachel também. Ir atrás de Monroe faz sentido, pois o cara foi um tirano durante os tempos de sua Milícia, mas ir atrás de Rachel? Tudo bem que ela estava na Torre, mas Miles, Aaron, Neville e Charlie também estavam lá, por que só irem atrás da Rachel? Acho que tem coisa aí.

Falando nos dois, essa dinâmica entre eles está saindo melhor do que eu esperava, ainda soa um pouco forçada pra mim, mas nada que me irrite tanto como Charlie já me irritou. Os dois funcionam melhor juntos do que separados, há em ambos os personagens uma necessidade de agir imediatamente que faz com que ambo se identifiquem, mesmo que tenham diferenças (A.k.a. ele é o responsável pela morte do irmão e do pai dela), é uma relação que tem um futuro promissor. Vi muitas pessoas comparando essa relação com aquela construída entre Brienne e Jaime, em Game of Thrones, e para esses comentário eu só tenho o seguinte a dizer: não, gente! Não.

Mas o que realmente importa aconteceu na vila: um verdadeiro massacre entre os habitantes de lá e a tribo. Antes de tudo, devo falar sobre Rachel salvando Miles, algo que eu realmente não esperava que realmente acontecesse, muito menos que esse salvamento fosse feito tão rapidamente. Pensei que ela seria pega durante o processo, ou que algo do estilo aconteceria e, felizmente, o roteiro optou por não seguir o caminho clichê. Além de Miles ser salvo, eles ainda levaram Jessica como refém, o que serviu de estopim para o início dessa batalha entre os dois lados.

Embora tenha ficado muito tempo na promessa e só entregue a ação de fato nos últimos 10 minutos, ela recompensou bastante o tempo de espera. Facilmente entre as melhores sequências de ação da série, nesses 10 minutos vimos uma carnificina que, ao contrário de vários outras séries por aí, não estava sendo usado como torture porn, e sim com o objetivo de realmente chocar pela crueldade ali mostrada, visando gerar tensão ao mostrar os personagens em tamanho perigo. Posso dizer que obteve sucesso em ambos os objetivos, e particularmente no segundo, pois desde que o pessoal da carroça começou a ser assassinado, a tensão ficava maior a cada momento que se passava.

Com os “mocinhos” não resistindo à investida do grupo oposto, com Rachel sendo atingida por uma flecha e o episódio chegando ao final, eu cheguei a duvidar que eles ainda se salvassem nesse episódio, mas eis que, nos últimos segundos, apareceram alguns soldados dos USA que os salvaram, o que, novamente, me surpreendeu. E fui surpreendido não só pelo momento em si, mas pelo fato deles agora terem Rachel em mãos, o que fez com que surgisse uma dúvida: seria possível termos “dois” USA na série?

Por mais que tudo indique que seja apenas um (pelo símbolo, pelo fato deles parecem estar, de alguma forma, ligados a Cuba, etc), acho que não colocariam Rachel tão cedo na mão das pessoas que estão atrás dela, assim como ter dois grupos intitulados como US. Government geraria grandes possibilidades para os roteiristas aproveitarem. Pode ser uma teoria absurda (e deve ser mesmo), mas gostaria que ela fosse verdade.

Nesse meio tempo ainda tiveram alguns acontecimentos, como o fato de confirmamos que aquela mulher era a esposa do projeto de vilão, assim como descobrimos que ela era diabética e era forçada a receber transfusões para sobreviver, foi até tocante ver como Jessica reagia àquela situação.  Além disso, vimos que o projeto de vilão era exatamente isso, apenas um projeto de vilão, um fantoche e que tem gente por trás disso tudo, fiquei até feliz de vê-lo sendo atacado pelo “colega” e torço para que ele tenha morrido.

Entrando para o rol de melhores episódios da série, Revolution finalmente parou de apenas prometer e está conseguindo entregar um trabalho que explora de fato o seu potencial. Se continuar assim, torço para que não seja cancelada e que consiga chegar a uma terceira temporada para, ao menos, conseguir finalizar a história dignamente

Observações:
– Eu sei que o nome do projeto de vilão é T**u*, mas ele é tão chato que não merece ter seu nome mencionado;
– Apesar da queda de audiência, a série parece que vai estacionar entre 1.5 e 1.6 na demo. Espero que consiga e que sobreviva por mais um ano;
– Contem aí quantas vezes eu fui surpreendido pelo episódio;

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