Review: Sleepy Hollow 1×04 – The Lesser Key of Solomon

Sleepy Hollow 1x04 - The Lesser Key of Solomon

E Sleepy Hollow só melhora!

Sleepy Hollow fez essa semana algo que considero raro e quase impossível de ser feito: mesclar de forma perfeita um caso da semana e a mitologia central da série. E como se isso já não fosse algo admirável, ainda tivemos mais de Jenny, que além de ser uma personagem bastante agradável, fez com que a dupla se tornasse um trio e deixando a investigação muito melhor de se acompanhar

Que química é essa entre esse eles, gente? Em 3 minutos parecia que eles já estavam em cena há tempos, tamanha química que havia ali. As discussões entre Abbie e Jenny e as intervenções de Ichabod soavam tão naturais que parecíamos acompanhar esses três por anos. Espero que explorem esse trio mais vezes nessa série.

Ichabod foi novamente colocado no canto, abrindo espaço para Jenny dividir o posto de protagonista com Abbie e as duas, felizmente, se saíram muito bem. Assim como eu esperava, Nicole (Abbie) teve apenas um mau momento no episódio passado e já conseguiu imprimir e suportar a carga dramática que as cenas exigiam, e Lyndie (Jenny) continua fazendo com o que o público sinta cada vez mais simpatia pela sua personagem. A cena que mostra o diálogo entre as irmãs no final do episódio é tocante e mostra tanto competência de ambas as atrizes, quanto um bom desenvolvimento da relação entre as personagens.

Continuando com os personagens, os roteiristas insistem em explorá-los mal. O Capitão Frank, por exemplo, foi figurinha marcada em todos os episódios e não sabemos de nada relevante sobre ele. Katrina é só uma figurante de luxo até agora, o cavaleiro a gente já deixa de lado, pois ele só deve voltar lá no fim da temporada, o namorado de Abbie só apareceu para encher linguiça… Já que apresentou os personagens, Custa explorá-los?

Apesar de esse erro estar se tornando constante, dessa vez eles exploraram bem o coadjuvante do episódio. Carsten Norgaard acertou ao imprimir um tom misterioso a seu personagem, nunca se tornando canastrão ou forçado, mas no ponto certo. Um exemplo disso é a cena onde o trio interroga o hessiano, onde poderia facilmente cair nos clichês e entregar um momento bastante forçado, mas tanto o trio quanto Norgaard entregam um trabalho consistente e conseguiram imprimir na cena a tensão que ela exigia.

Sobre a trama que nos foi apresentada, posso dizer que estou bastante feliz com a forma que ela nos foi apresentada e pelas possibilidades que essa trama abre para a série. Aqui fomos introduzidos à trama dos hessianos, espécies de cavaleiros “assistentes” dos cavaleiros do apocalipse e que estão a serviço de Moloch (o querido capiroto, que já é o personagem-símbolo da série #ChupaHeadlessHorseman), e isso aumenta o trunfo de não sabermos de que lado os personagens recorrentes estão, o que é bom para a proposta de suspense da série (e pode parecer loucura, mas estou desconfiando até da Jenny já), mas o melhor foi já tê-los visto entrando em ação.

Proporcionando-nos a primeira cabeça cortada desde o piloto, os hessianos estavam atrás de Jenny para tentar descobrir quais seriam os próximos passos que eles deveriam dar para trazer o inferno à Terra, literalmente falando. As cenas que mostram eles fazendo a macumba básica para fazer isso acontecer foram tensas e tiveram efeitos competentes (para um nível televisivo) e ver uma boa cena de ação que não tenha sido de perseguição foi ótimo, pra variar.

cliffhanger apresentado aqui mostra finalmente uma ambição de sair do formato procedural. O fato de eles saberem do nome do capiroto fez com que Ichabod pesquisasse e descobrisse que é ele quem controla os Cavaleiros e que ele é o responsável pelo que anda acontecendo em Sleepy Hollow (algo óbvio para a nós, mas que os personagens ainda não haviam descoberto). Espero que aproveitem isso e finalmente usem todo o potencial que a série tem no próximo episódio e nos mostre que ela tem capacidade de nos segurar por mais uma temporada.

Apresentando-nos uma nova parte de sua mitologia central e desenvolvendo isso otimamente, a série dá seu primeiro passo para sair de sua zona de conforto e mostrar até onde pode ir. Espero que faça isso na próxima semana, que não nos decepcione e que justifique a sua renovação tão precoce

Observações:
– Ichabod continua sendo um ótimo alívio cômico, a cena dele conversando com a mulher da assistência foi hilária;

– Só eu que me perguntei quem estava usando o laser para apontar o lugar no mapa? ;
– Será que Andy é um desses hessianos? Ou ele está num posto mais alto? (ou mais baixo, porque… Né?);
– O fato de Ichabod não trocar de roupa está incomodando mais alguém?

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