Review: Revolution 2×02 – There Will Be Blood

Revolution 2x02 There Will Be Blood

Apesar de ainda manter o mesmo problema de identidade, Revolution trouxe um episódio superior à première.

Como Revolution mostrou que queria seguir por novos caminhos e iria tentar ao máximo esquecer a temporada passada, decidi tentar deixar essa diferença gritante entre as duas temporadas de lado e abraçar essa nova série. Ao fazer isso curti mais o episódio e consegui aproveitar melhor o drama proposto aqui, sendo esse segundo episódio melhor que a première.

Como disse na review anterior, decidi falar da morte do Aaron aqui, pois estava óbvio que eles iriam explorar mais essa trama agora e desenvolveram-na muito bem. Era um tanto óbvio que Aaron voltou à vida por causa dos nanites, tão óbvio que até o personagem tem absoluta certeza disso, o que só aumenta as chances dessa teoria estar incorreta, pois desde quando algo é tão óbvio assim em uma sci-fi?

Ele ainda voltou tendo uma ilusão, revivendo a cena da morte de Ben. Honestamente, não tenho a menor ideia do que esteja causando isso ou de até aonde essa trama irá nos levar, só espero que não seja dada uma explicação pífia para isso. E, para finalizar, essa trama ainda trouxe o embate Religião x Ciência, a primeira na pele de Cynthia (ela ganhou um nome!) e a segunda na pele de Aaron, um tema normalmente evitado por sci-fis, mas que foi abordado de forma eficiente aqui, e espero que tragam mais desse debate nos próximos episódios.

Estando no mesmo lugar que Aaron, mas focada numa trama completamente diferente, Rachel decidiu que quer salvar Miles de qualquer forma e passou o episódio inteiro procurando alguém que a ajudasse. Foi chato e só teve encheção de linguiça, mas nos trouxe a cena mais curiosa do episódio: a estrada repleta de ratos! Seria isso mais um delírio coletivo? Será que tem alguma coisa a ver com a trama do Aaron (pois se lembrem de que ele cutucou -ui- um rato morto para ver se estava delirando)? Será que numa guerra entre vaga-lumes e ratos eles morreram? Todas as teorias que eu formei são estúpidas e não fazem o menor sentido, então é melhor esperar o andamento deste plot.

Por falar em salvar Miles, ele está precisando de ajuda urgentemente! Inicialmente sendo aquele hiper/mega/ultra ninja que conhecemos e conseguindo sair de sua mini-cela, o personagem mudou após ser interrogado pelo projeto de vilão e sendo atingido por um martelo, passando a transmitir a imagem de alguém frágil, abalado e que parece ter desistido de lutar. É preocupante ver o personagem assim.

O projeto de vilão, que fez isso a Miles, não consegue transmitir simpatia ou causar medo, não causa nenhuma relação com o público a não ser indiferença, o que é o pior sentimento que o espectador pode ter sobre qualquer coisa. Até agora não sabemos o motivo dele está fazendo o que estiver fazendo, não sabemos o objetivo, não sabemos o que aquela mulher que apareceu no final do episódio tem a ver com isso… Enfim, estamos bastante cegos nessa trama, mais do que deveríamos.

Além disso, tivemos duas tramas completamente sem ligação com as outras apresentadas aqui, a trama política e a de Monroe e Charlie. A 1ª apresentou uma evolução mínima, mas precisa e coerente, além de mostrar que Esposito é um dos melhores, senão o melhor ator da série; uma das provas disso é o diálogo que ele tem com Justine, onde o ator rouba toda e qualquer atenção.

Já Monroe e Charlie foram a parte mais avulsa e dispensável do episódio. Ambas as personagens já são irritantes, ter uma trama focada neles é forçar a paciência de qualquer um ao extremo. Qual o propósito dessa trama? Qual? Além de dar tempo de tela para os personagens não vejo outra função para a existência dessa trama, e se ela existir única e exclusivamente por isso, nem deveria existir.

Provavelmente pelo fato de já saber o que esperar do episódio, achei este superior a première e até mais promissor. Se os roteiristas tiverem em mãos um bom planejamento esta temporada tem potencial para ser uma das melhores do ano, senão o tiverem, será o mesmo que ocorreu na temporada passada, a primeira metade instigante e a outra decepcionante. Darei meu voto de confiança à Kripke e espero que ele não me decepcione.

Observações:

– Será que há mesmo alguma ligação entre o projeto de vilão e Justine? Ou aquela carta seria só uma pegadinha da edição do episódio?;
– Por que eu tenho a impressão de que já vi a mulher que apareceu no final do episódio?;
– Os vaga-lumes nem apareceram nesse episódio. Triste;

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