Review: Sleepy Hollow 1×02 – Blood Moon

Sleepy Hollow 1x02 - Blood Moon

Ao contrário de todas as minhas expectativas, Sleepy Hollow conseguiu manter um bom nível

Ao contrário do piloto, onde apostou em expor e desenvolver a trama central, aqui Sleepy Hollow apenas flerta com ela e aposta em nos mostrar um pouco mais em como funciona a bruxaria. Com ênfase em “um pouco”.

Sim, foi bastante interessante ver a bruxa em ação nos dias de hoje, como também foi interessante ver como Abbie agiu ao ver isso pela primeira vez, mas não compreendemos absolutamente nada sobre como funciona a bruxaria na série, não vimos como as bruxas nascem (ou são feitas, vai saber) e outras coisas relacionadas a esta parte da trama. Isso diminuiu bastante a qualidade do episódio, e uma vez que fossem focar um episódio nelas, que ao menos mostrassem algo novo. Tirando isso, o plot que envolvia a bruxa foi muito bom.

No maior estilo Emily Thorne, Serilda jurou se vingar daqueles que a queimaram, prometendo destruir seus descendentes. As cenas dos ataques foram muito boas, particularmente a cena do carro foi ótima, trabalhada numa expectativa sobre onde e como ela apareceria ali e a cada segundo a tensão só crescia.

Após voltar a sua forma humana (em uma cena que me lembrou do filme Terror em Silent Hill), Serilda partiu para atacar a dupla de protagonistas, e a partir desse momento eu torci tanto para eles não a destruírem, que me decepcionei tanto com sua fácil destruição como pela decisão de torná-la um “caso da semana”. Por falar nessa decisão, isso fez com que a série se assemelhasse perigosamente com Supernatural, e isso não é um elogio, pois faz com que ela não tenha um diferencial e perca sua identidade.

Outro ponto ruim do episódio foi John Cho, o ator tem competência para entregar um bom trabalho, tem boas atuações em filmes e outras séries, mas aqui ao invés de passar o mistério que se personagem carrega, imprime uma canastrice enorme e só nos faz querer que ele passasse o menor tempo possível em tela. A cena dele conversando com a criança deu vergonha alheia.

Já que estou falando em Cho, a volta de seu personagem não me surpreendeu, seu personagem tinha tanto para explorar que duvidei que nos despedíssemos definitivamente dele tão cedo. Não posso dizer o mesmo sobre a cena que ele volta a vida, pois foi tão tosca e tão inesperada (ao menos por mim) que já entrou no mesmo hall da cena do Cavaleiro atirando no episódio passado, mais uma dessas e a série me conquistará completamente. Aliás, esperava até que o padre voltasse (mas depois percebi que a “Morte” o matou, e se a “Morte” não pudesse matá-lo definitivamente, quem poderia?).

A trama deu outro passo pra trás, voltando na decisão da polícia reconsiderar a possibilidade de levar em conta o caso como algo sobrenatural. Isso também não me surpreendeu, achei um passo tão grande para a trama que considerei a possibilidade de voltarem atrás nisso, mas confesso estar decepcionado, pois isso seria um diferencial bastante positivo para a série.

Alguns furos me incomodaram bastante aqui, como o fato de Andy sair da delegacia sem ninguém reparar e o fato de Ichabod ter quebrado uma parede na delegacia e ninguém falar nada. Espero que os roteiristas prestem mais atenção a essas coisas, já que a série tem um texto interessante e tem bastante potencial para ser desperdiçado por erros bobos como esses.

Comentei na review anterior que queria que abordassem melhor a adaptação de Ichabod a esta época, e fizeram isso de forma bastante orgânica e divertida. A cena dos recadinhos deixados sobre como cada aparelho funciona foi uma boa sacada assim como a reclamação sobre os impostos, mas o momento que mais me chamou a atenção foi a dele e de Abby andando pelos túneis com ele carregando um lampião e ela uma lanterna. Espero que continuem tratando dessa adaptação por mais alguns episódios, e que Crane mude a roupa para um visual mais moderno, pois é impossível que ele continue andando assim como se isso fosse apenas uma moda “old school”.

Outra coisa que comentei na review anterior e merece ser ressaltada é a química dentre os protagonistas que, se no piloto já era ótima, aqui só se fortalece, fazendo com que os momentos onde é mostrada a dinâmica de ambos sejam os melhores do episódio. Um adendo aqui, os atores são medianos sim, mas isso não os impede de ter uma ótima química.

Inferior ao piloto, esse segundo episódio, apesar dos erros, confirma que a grande capacidade que a série tem de entreter e, se corrigir os erros, pode se tornar uma grande série em pouco tempo.

Observações:
– Achei uma pena terem mostrado todos os cavaleiros no início do episódio, queria que deixassem no mistério por mais tempo;
– Saudades “Morte”, saudades Katrina;
– Até agora estou rindo da cena da ressuscitação de Andy;
– Como assim Abbie se sentiu motivada por aquilo que Corbin disse? Que falta de filosofia é essa, hein?;
– A abertura <3;
– Achei tão avulsa a aparição do “prometido” da Abbie;
– Não citei a aparição de Jenny na review, pois não vi como caberia no texto, mas já criei simpatia por ela e espero por futuras aparições;
– Até agora não sei de que lado Frank está. Isso se ele estiver de algum lado;

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