Review: Grimm 2×14 – Natural Born Wesen

Grimm 2x14 (1)

Os famigerados casos da semana estão de volta!

Não demorou muito para Grimm nos mostrar novamente um caso da semana, e como a série até agora só errou em um caso nessa temporada (o do 2×05), não é errado pensar que veremos um bom caso novamente, certo? Bom, parece que o bom nível dessa temporada me fez depositar uma confiança exagerada nos produtores e roteiristas, porque esse caso foi pior ainda que o supracitado, e o que torna tudo ainda mais alarmante é que foi por pura preguiça deles, pois eles tinham material de sobra para fazer algo no nível do La Llorona (2×09).

Não sei quanto a vocês, mas sempre me questionei o porquê deles nunca “wogarem” (abrasileiramento que fiz do termo woge) para se aproveitar disso em algumas situações, então é óbvio que minhas expectativas para o episódio subiram bastante após a cena do 1º roubo, mas eu não poderia estar mais enganado.

O caso foi tratado de forma superficial, os personagens foram bastante mal trabalhados, os atores eram péssimos, parecia que o diretor só pôs a mão dele nas outras tramas do episódio e deixou um estagiário dirigir as cenas que se tratavam exclusivamente desse caso. Enfim, foi tão ruim que nem a cena do Monroe mostrando toda sua sutileza no bar e divertiu. Mas esse caso foi apenas o plano de fundo para o desenvolvimento da mitologia da série.

Descobrimos a existência do Gesetzbuch Ehrenkodex (ou Código de Swabia), um código de honra onde os wesens entraram em um consenso de não se transformar na frente de humanos, para assim não por sua raça e famílias em perigo. Com isso, vimos também que existe um Conselho Wesen, que parece ser uma espécie de Ministério da Magia do mundo wesen, cuja finalidade é, aparentemente, punir aqueles que ameacem o sigilo do mundo deles.

Falando em punição, devo dizer que a cena onde os criminosos são punidos foi ótima, pois teve o fator surpresa (ou só eu não esperava a morte deles naquela hora?), assim como serviu para mostrar o alcance desse conselho. Esses detalhes foram ótimos acréscimos à mitologia da série e não vejo a hora de vê-los sendo desenvolvidos novamente.

Já que o caso da semana me desapontou bastante, restou por a minha fé na trama principal da temporada, e nisso eu não me desapontei. Pra começar tivemos Nick acordando de sua purificação e, se eu entendi bem, ele passou pelo agradável processo apenas para dar umas 3 gotinhas de sangue como ingrediente para outra mistura que Juliette beberia? Sério? Porque se for só pra isso mesmo, só me resta rir da cara de pau dos roteiristas da série por tratarem esse assunto como se tivesse uma importância maior do que a que ele realmente teve.

E a “poção” que Juliette bebeu teve sintomas, no mínimo, estranhos. Afinal, não é todo dia que você chega em sua casa e encontra uma cratera no meio da sala de estar, e isso não é o bastante, tem que ter correntes elétricas nessa cratera; sem mencionar o fato da escada ter uma extensão maior que a da Muralha da China. Mas isso não me intrigou tanto quanto a ligação de Nick.

O que aparentemente pode parecer algo normal me fez formar a seguinte teoria: e se essas alucinações que Juliette está tendo só servem para aproximar ela do Nick? Digo isso porque passou pela minha mente que o efeito daquela bebida seja exatamente esse, fazer com que ela se sinta com medo e insegura sem Nick, pois só com a ligação dele ela saiu daquela alucinação. Das teorias que formei, essa foi a que mais fez sentido.

Ainda falando dessas alucinações, a última cena me deixou com um pensamento na cabeça: Juliette está começando a se lembrar! Primeiro, aquela frase que foi dita (“Eu só quero que você saiba da verdade”), se não estiver enganado, foi o que Nick disse quando viu aquele arranhão que o gato de Adalind fez em Juliette. Segundo, aquelas correntes elétricas na cratera lembram muito sinapses, o que pode ser uma dica visual que isso está acontecendo apenas na mente dela. E, por último, se o segundo item estiver correto, o chão se “reconstruindo” quando ela recebe a ligação de Nick deve ser uma metáfora para a reconstrução da memória dela. Mas tudo pode ser apenas uma interpretação errônea sobre a linguagem visual da série e a equipe só queria realmente mostrar que faz efeitos especiais competentes, o que eu não acredito.

Do outro lado, tivemos Nick e Renard em uma semi guerra fria, pois mesmo que o grimm saiba que o capitão tenha sido forçado ainda existe certa tensão ali, e foi de tensão que a conversa entre os dois estava repleta. Se na review anterior reclamei sobre o confronto entre eles, nesse não tenho o que reclamar, foi tenso na medida certa, os dois tiveram boas atuações (Giuntoli conseguir arrancar um “bom” de mim é digno de nota, pois até agora só o achava satisfatório), a direção estava ótima e, ao contrário do confronto anterior, os diálogos estavam incríveis. Com certeza essa cena já está no hall das melhores da série.

Apesar de ter um caso decepcionante, o saldo do episódio fica acima da média pelo tratamento que os roteiristas tiveram com a mitologia e com a trama da temporada, e isso só me faz pensar que esse final de temporada vai sambar na face do todos.

Observações:
– Essa foi a primeira vez que Wu viu um wesen em “wogado”.
– Wesen foi a palavra mais dita nesta review.
– Hank? Who?
– Coloquem aos 16m e 20 segundos no seu player e vejam que o segurança do bar wesen tentar pegar a porta e não consegue XD.

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