Review: Supernatural 8×10/11 – Torn and Frayed / LARP and the Real Girl

SPN - 8x10

Dois episódios mostrando como Supernatural se sai bem quando foca na mitologia e quando foge dela.

8×10 – Torn and Frayed

Depois de um episódio morno antes de entrar em hiato, pensei que o retorno seria morno também, mas SPN me surpreendeu voltando com um episódio focado, principalmente, na mitologia dos anjos.

Pensei que não reveríamos Samandriel (que chamarei de “Alfie” daqui pra frente) tão cedo, então foi uma surpresa revê-lo, mas surpresa maior ainda foi ver que ele AINDA estava sendo torturado. Sério, o cara está sendo torturado a 3 episódios e ainda não tinha revelado nada? Duvido muito disso e creio que foi uma pisada na bola mas relevarei, tamanha a qualidade do episódio. Falando em qualidade, a cena de tortura foi ótima, foi uma das mais tensas da série e, por alguns momentos, a tensão dessa cena quase se equiparava à tortura de Alastair no 4×16.

Depois de tanta tortura, finalmente Crowley conseguiu algo, interferiu na rádio dos anjos e “Alfie” começou a falar klingon enoquiano. De início achei que eram só palavras aleatórias, mas era algo maior: ele contou que existe uma tábua que fala sobre os anjos. Agora que Crowley descobriu isso, não dou 3 episódios para que haja uma corrida em que anjos e demônios disputarão sua posse. Mas não foi apenas isso, “Alfie” contou mais algumas informações sobre o Céu a Crowley, e creio que descobriremos quais foram essas informações logo logo (além daquelas que Alfie disse a Castiel, óbvio). Por ora, prefiro não arriscar.

Do outro lado vimos Cass obedecendo as ordens de Naomi que, no caso, era resgatar Alfie. Desde quando vi Naomi e Cass conversando no Céu achei estranho ele não comentar nada com Dean, então não foi com tamanha surpresa que recebi a informação de que ele estava sendo controlado. Estou curioso em relação a isso, principalmente para saber como aquela maquininha está relacionada a esse controle, aliás, depois do final extremamente decepcionante da 7ª temporada, espero que ao menos se lembrem que colocaram uma maquininha nessas cenas e digam para quê ela serve.

Os irmãos Winchesters apenas coadjuvaram o episódio (aliás, eles estão coadjuvando em boa parte da temporada) e resolveram seus problemas de família. O aborrecido plot de Sam e Amelia tornou-se, vejam só, agradável. Eu, como estava de bom humor, consegui até me importar e no final cheguei a torcer para que Sam aparecesse no hotel só para se despedir dela (por que era óbvio que eles não ficariam juntos), mas logo depois já quis vê-la morta antes do 8×16. Já Dean e Benny tiveram menos destaque no episódio e sua despedida soou forçada, foi uma despedida um tanto apressada, além do fato de Benny parecer que ficaria um bom tempo na série (e com maior importância, diga-se).

Os dois optaram por deixar para trás as relações que construíram ao longo do ano anterior, decidiram voltar a vida normal de um caçador (normal na medida do possível, por que… Né?) e deixar as desavenças, ao menos por ora, de lado. Não creio que Amelia e Benny não aparecerão mais na série, mas esse episódio deixou bem claro que, pode surgir qualquer coisa pessoa na vida dos Winchester que eles, no final, sempre optarão pela família.

PS: Cass como um caçador é hilário!

8×11 – LARP and The Real Girl

Você se considera nerd? Se considera fã da personagem Charlie? Se considera fã de Supernatural? Se a resposta para qualquer uma das perguntas acimas for sim e você não tiver gostado do episódio talvez deva reconsiderar a resposta. O porquê dessa reconsideração explicarei nos próximos parágrafos.

Primeiro, esse episódio foi, assim como o 7×21, uma ode ao mundo nerd. Pelo simples fato do episódio se passar em LARP (live action role-playing) já é o bastante, mas os roteiristas vão além e incluem diversas referências, que foram de Game Of Thrones (aquela cena de Dean e Charlie planejando a batalha lembra Melisandre e Stannis, além de todo o ambiente lembrar a série em si) à Coração Valente.

Segundo se você for fã de Charlie deve ter percebido que esse episódio foi feito apenas para a revermos, pois por qual outro motivo ela apareceria de novo? Poderiam incluir mas um daqueles personagens random com facilidade que o episódio ainda seria legal, mas a trouxeram de volta porquê sabem que a personagem é querida e que queríamos revê-la. E trazê-la de volta foi uma decisão acertadíssima.

Por último e mais importante, esse episódio mostrou o melhor dos fillers de SPN. Quando a série aposta na canalhice (lê-se, ri de si mesma) ela raramente erra (a única exceção é na sétima temporada no episódio 7×14, que gostei quando vi mas achei ridículo na revisão) e aqui ela acertou e muito. Desde o nerd “descobrindo” que eles são falsos agentes do FBI até o discurso de Dean ao final, Supernatural quase nunca foi tão bem sucedida ao rir de si mesma.

É de episódios como esses que SPN precisa, fillers interessantes e/ou divertidos e de episódio que desenvolvam a mitologia da série satisfatoriamente. Esses dois conseguiram cumprir isso, mas será que o próximo conseguirá? Desde já, torço para que consiga.

PS: Quero spin-off de Charlie + fada

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