Review: Fringe 5×01 à 5×05

Fringe começou a sua última temporada com um ritmo bem lento, mas não demorou para mostrar a que veio.

Como fui forçado a parar de ver séries (problemas com internet), infelizmente acumulei vários episódio o que acabou gerando esta grande review que abordará os episódios divididos em 5 “mini-reviews”.

5X01 – Transilience Thought Unifier Model-11

Quando o episódio começou a sensação que tive foi a de que eu estava preso no âmbar por anos e tinha perdido várias mudanças na série, pois o que vi na 1ª metade do episódio nem de longe lembrava a Fringe que acompanhei nos últimos anos. Etta “protagonizando”, Walter nem de longe lembrava o que era, roteiro e direção fracos, além de vários outros fatores que colaboraram para essa má impressão.

Mas bastou Olívia ser “desamberizada” que a série voltou aos eixos e o episódio ganhou força. As cenas foram mais caprichadas, a tensão melhor aplicada, as atuações ficaram melhores… Em suma, Fringe voltou a ser Fringe.

O destaque óbvio do episódio vai para a tortura que Windmark aplicou em Walter. Além dos ótimos trabalhos de John Noble e Michael Kopsa, devo parabenizar a equipe da técnica sonora que trabalhou com muito talento deixando a sequência mais angustiante do que ela já estava.

Essa tortura deixou algumas sequelas em Walter: além da vermelhidão em torno da íris, o plano para derrotar os observadores que estava desfragmentado na mente de Walter foi destruído, o que os deixaram momentaneamente sem perspectivas sobre como derrotá-los.

No geral foi um bom episódio que serviu para acalmar os ânimos dos fãs já que, no segundo episódio, foi onde a as coisas realmente começaram a acontecer.

5×02 – In Absentia

Achei esse episódio superior a premiére, pois apesar de ainda ter um ritmo lento, o trabalho de aprofundamento dos personagens aqui foi ótimo. De Olívia ao legalista, todos os dramas dos personagens conseguiram me envolver.

A chegada deles ao laboratório foi um tanto inesperado por mim, juro que pensei que ele apareceria apenas no fim da temporada apenas para preencher o quesito nostalgia, mas aí os roteiristas aparecem e transformam aquele lugar no QG dos “mentores” da Resistência. Foi uma surpresa bastante positiva pra mim.

O trio Etta/legalista/Olívia me agradou bastante, toda a conversa sobre olhares foi bastante comovente e, apesar de achar que ele não aparecerá novamente, torço para que vejamos o legalista novamente na série. Já que falei em olhares, aquele monte de olhos no pote foi tenso. Por quê diabos o Walter andaria com aquilo?

No final descobrimos que Walter fez algumas fitas para guardar o plano e que o objetivo do grupo e assistir ao vídeos e ir atrás de cada coisa que a fita menciona.

5X03 – The Recordist

A 1ª fita encontrada (que não foi a 1ª fita gravada) nos levou ao episódio mais fraco da temporada. O episódio foi arrastado, os personagens que participaram do episódio não conseguiram minha simpatia, além da trama da doença que, apesar de interessante, teve importância e desenvolvimento quase que nulos.

As únicas coisas que realmente merecem um destaque foi a 1ª aparição da diva Gene na temporada, a pílula-maçã e o Walter usando os óculos no final. A última causou um efeito bastante nostálgico em mim, pois esse pequeno detalhe me lembrou de todo o comportamento excêntrico de Walter nas temporada e me deixou bastante emocionado.

Como disse anteriormente, achei o episódio arrastado, então prefiro parar essa mini review por aqui e começar a falar do melhor episódio da temporada até então.

5×04 – The Bullet That Saved The World

Creio que ninguém estava preparado para esse episódio, foi muita coisa que aconteceu nesse episódio. Tivemos muita mitologia, um grande avanço na história, além de muita ação e uma carga emocional gigante.

A começar pela mitologia, quem não gostou de relembrar alguns dos Fringe Events ? E o melhor foi a frase (que desde já é uma das melhores da série): “There was a time when we solved fringe cases. Now I think it’s time to create a few of our own” (Houve um tempo em que resolvíamos casos fringe. Agora acho que é a hora de criarmos os nossos). Eu juro que não me lembrava mais do caso daquela substância que faziam a pele cobrir todos os orifícios do corpo, fiquei mais surpreso ainda ao saber que Walter a tinha guardado.

Para variar, tivemos mais uma tortura nessa temporada, dessa vez a vítima foi o integrante da Resistência que estava infiltrado nos sistema dos observadores. No quesito tensão, a tortura não deve nada à de Windmark em Walter, já que teve um bom trabalhos dos atores (obviamente inferior aos trabalhos de Noble e Kopsa) e um ótimo trabalho da equipe técnica, principalmente da direção. E graças a essa tortura os observadores receberam a pista de que os principais fugitivos da Resistência estavam no laboratório em Harvard e resolveram conferir se ela era correta. O que se viu depois foi pura tensão, ação e emoção.

Dentre os destaques das cenas que sucederam destaco o encontro entre eles e Broyle (quem não se emocionou com ele falando “Agent Dunham?”), as cenas dos observadores perseguindo Peter, Olívia, Walter e Etta, e o soco que Fringe nos deu bem no meio da cara: a morte de Etta.

Quando Windmark se ficou frente a frente com Etta pensei que ele ia salvá-la, passado alguns segundos torci MUITO para alguém salvá-la, depois estava me recuperando do golpe que a série nos deu. A morte dela foi um choque para mim, não esperava que ela morresse ainda mais tão cedo, mas foi algo bastante coerente com a trama, pois a personagem cumpriu com a função de apresentar a nova realidade aos seus pais (e Astrid e Walter) e ainda por cima os deu um motivo maior para lutar.

Sem dúvidas foi o melhor episódio da temporada até agora, mas o seu sucessor não fica muito atrás.

5×05 – An Origin Story

Todos os fãs da série sabem que ela é mestre em fazer nossas cabeças explodirem, esse episódio foi o que me fez chegar mais perto de sensação, digamos que ele causou uma pequena combustão em um neurônio.

A trama consistia basicamente em tentar impedir que as máquinas que bombeiam monóxido de carbono na atmosfera venham para do futuro. Mas o plano falhou, e isso trouxe ainda mais dúvidas para as nossas mentes; será que Walter errou ao pensar que o seu plano criaria um buraco negro no futuro? Eles tem uma tecnologia para desfazer um buraco negro? Ou seria uma terceira alternativa que não passou pela minha mente?

O interessante é que isso foi o plano de fundo do episódio, já que o foco foi Peter e Olívia. Ela estava lidando com a morte da filha de uma forma mais introspectiva, mas tendo certos momentos onde o luto era forte demais para surportar. Já Peter mostrou não ter controle algum sobre suas emoções, chegando a fazer uma loucura em busca da vingança pela morte da filha: implantar uma espécie de chip (que os observadores tem na cabeça) em seu cérebro.

Creio que todos nos perguntamos o que isso irá causar a Peter, o que é quase consenso entre os fãs é de que ele ficará menos emotivo ou até sem emoções. Ainda me pergunto se esse chip o fará ter as habilidades do observador, e se as tiver, se serão limitadas ou não.

Além dessa pergunta, esse acontecimento também gerou várias teorias, a que os fãs mais comentam é de que Peter é o primeiro observador e que ele teria que se matar para salvar o mundo. Não acredito nesta teoria pois seria algo muito simples e quando falamos de Fringe, em 97% das ocasiões, podemos descartar o simples. As minhas teorias são um tanto mais loucas, como a de que Peter é September e por isso interferiu tanto na história. Outra teoria é de que Olívia e Peter terão outro filho e de que este será September, uma junção da frieza de Peter com a emoção de Olívia, o que torna September um dos poucos (quiçá o único) observador capaz de entender os sentimentos, ou até senti-los. Tenho várias outras teorias (boa parte delas envolve Peter, Olívia, September e o garoto do episódio Inner Child – 1×15 –), mas esta é uma review de 5 episódios, o que já a torna enorme, se eu fosse escrever todas essas teorias então a review ficaria maior que a bíblia.

Chegando ao fim desta review extraordinária, posso dizer que Fringe fez um começo de temporada bastante competente, embora tenha me causado certa apreensão, pois a série já tinha algumas tramas em aberto e esse início de temporada aumentou bastante esse número, o que me faz questionar se os roteiristas conseguirão fazer um final que faça jus a série (mesmo que deixem algumas questões de menor importância em aberto). Mas, ao menos por ora, decido confiar neles e aproveitar os últimos 8 episódios (doí, né?) desta incrível série.

PS1: Astrif, Aspen, Afro… Décadas se passam e Walter ainda tem novos nomes para Astrid XD
PS2: Pílula de maçã? Palito de Ovo? O que mais falta nesse futuro?
PS3: Por onde anda September? E cadê a Nina também?
PS4: Se a série terminar sem a Gene estar fora do âmbar será o pior final de todos os tempos.
PS5: Como será que anda o pessoal do lado B? Ainda existe um pessoal do lado B? O lado B ainda existe (ironia) ? Oh dúvidas crueis!

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