Filmes que vi na semana (16/09 à 22/09)

Uma confirmação, uma decepção e uma revisão.

Minhas expectativas para Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres estava altas, pois sou um grande admirador do trabalho de Fincher e estava bastante curioso para ver como ele se saía aqui. Felizmente, só confirmei minha expectativas pois vi um ótimo filme e uma ótima direção de Fincher.

Já que estou falando na direção dele, devo dizer que é ele quem mais contribui para o filme sair do lugar comum, pois ele constrói seu thriller com bastante talento, apostando em um clima frio e sujo (nos mais variados sentidos da palavra) e decidindo não focar no mistério e em sua resolução (o que revela-se uma decisão acertada, já que muitos leram os livros ou viram a versão sueca), mas nos seus protagonistas que são, de longe, o melhor que a trama oferece. Não que o mistério não seja interessante, ele é! Mas não tem força para segurar um filme de quase 3 horas (creio que não tem força para segurar o espectador durante 2h).

Se os atores escolhidos para interpretar Lisbeth e Mikael tivessem um trabalho razoável, já colocaria esta obra num patamar abaixo da média, mas Craig e, principalmente, Mara fazem um ótimo trabalho. Craig nem lembra o agente James Bond e constrói Mikael com uma atuação bastante contida; Já Lisbeth é interpretada com bastante talento por Rooney Mara, que deixa a personagem mais fascinante a cada minuto que se passa. Os outros atores também entregam um bom trabalho, como Christopher Plummer e Stellan Skarsgård que defendem seus personagens (Henrik e Martin Vanger, respectivamente) com bastante competência.

Embora não apresente nada de novo, a competência e o talento dos que trabalham aqui fazem com que este exemplar fique acima da média

Avaliação: 8,0/10

Desde o início do ano passado já ouvia falar muito bem de Drive e, com a estreia do filme no Brasil, esses comentários se intensificaram bastante, então minhas expectativas para este aqui estavam em um nível estratosférico. Imaginem a minha decepção ao ver este filme que nada mais é do que um exagero atrás do outro. Excetuando os primeiros 30 minutos, tudo o que vimos é uma sequência de exageros, seja na trilha sonora, nas cenas de violência, no roteiro… Enfim, foi muita coisa em demasia. Talvez se Refn tivesse se contido o resultado final seria melhor.

Mesmo com esses exageros os 30 minutos iniciais salvam o filme de ser um completo desperdício de tempo pois, apesar da permanência desses exageros, os tem de forma mais controlada e não chega a incomodar o espectador. Nesses minutos iniciais está no filme excepcional sequência inicial, de clima ágil e tensa é a única coisa que realmente marcará o espectador. Ainda falando dos acertos, há o trabalho bastante competente de Ryan Gosgling, e as satisfatórias interpretações de Carey Mulligan e Albert Brooks.

Reconheço que há pessoas que possam gostar de todos os exageros presentes aqui, mas não estou entre elas e afirmo, apesar da nota mediana, Drive foi a maior decepção do ano.

Avaliação: 6,0/10

O que falar deste filme que tem 70 anos mas continua atual? Muitas coisas, mas nenhuma delas definirá o que fez Casablanca virar esta obra atemporal. Na 1ª vez que o vi achei muito bom, mas foi aquém do que eu esperava, revejo hoje e o filme sobe bastante no meu conceito. Talvez porquê eu tenha reparado em coisas que tinha deixado passar limpo da última vez ou porquê tinha um certo preconceito com romances, mas o fato é que eu o achei muito melhor nesta revisão.

O trio formado por Paul Henreid, Humphrey Bogart e Ingrid Bergman é de encher os olhos, a química entre Bergman e os dois é ótima, e a indecisão de sua personagem nunca soa superficial fazendo deste um dos maiores trunfos do filme. Mas Rick Blaine é o personagem do filme, sempre com um ar de cafajeste e um humor ácido, Blaine já tem um lugar marcado como um dos melhores personagens já feitos até hoje. Os outros atores/personagens também conseguem ser lembrados, como Sam (o cantor do bar de Blaine) e o divertido Capitão Renault.

O roteiro acerta ao criar diálogos marcantes (quem não se lembra de “We’ll always have Paris”?), além de conseguir criar uma história ágil e bem desenvolvida. A direção também acerta o nunca exagerar, seja em qual aspecto for, contendo-se ao máximo para não tornar o filme um melodrama.

São tantos momentos marcantes que esse texto ficaria bem longo se eu os nomeasse aqui, mas ao invés disso, direi para ir apreciar esta grande obra do Cinema o mais rápido possível

Avaliação: 9,5/10

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