Review: Revolution 1×02 – Chained Heat

Apesar da trama ter praticamente parado, Revolution apresentou uma grande melhora.

Não, não achei esse episódio uma masterpiece, mas ao menos evoluiu em vários aspectos: atuações, direção de arte, direção, ritmo, entre outros. Mas, dentre os citados, o que causou a evolução mais satisfatória foi a direção.

Se no piloto Favreau dirigiu o episódio de forma errônea, aqui o episódio foi dirigido pelo experiente Charles Beeson, que deu ao episódio um ritmo melhor, um clima mais natural (bem diferente clima mecânico do anterior), teve um bom trabalho com os atores e, graças a Deus, maneirou nas cenas de ação (vai dizer que vocês gostaram das cenas estilo Kill Bill?). Isso só corrobora com a minha visão de que a direção de Favreau foi o fator que deixou o piloto aquém do esperado.

Como disse no início desta review, a trama pouco avançou. Inicialmente Charlie, Maggie e o gordinho ex-Google estavam jogando conversa fora até Charlie sentir falta de seu tio, enquanto isso Miles aplicando seus golpes ninjas em algum sujeito e quase o mataria, mas Charlie o impediu de fazê-lo. Aliás, por quê poupar a morte do personagem e matá-lo minutos depois? Ok! A intenção disso foi mostrar à nossa “querida” Charlie que ela precisa parar com o lance de ser boazinha e até foi válida, mas poderia ter sido executada de forma bem superior ao que vimos.

Depois disso, Miles decidiu seguir uma estrada solitária em busca de uma velha amiga chamada Nora. Mas Charlie insiste em ser um pé no saco (palavras sabiamente usadas por Miles) e vai atrás de seu tio. No meio do percurso ela algemou o seu querido Romeu Nate e descobriu que ele nem se chama “Nate” (pausa dramática para um plot twist tão inovador e ousado), um verdadeiro choque para a garota.

Depois de enrolação aqui e ali, finalmente eles encontram Nora. Não sei quanto a vocês, mas a personagem me conquistou desde o primeiro instante que a vi. Sim ela é uma personagem clichê, mas ela tem algo que falta a metade do elenco da série: simpatia. Já fico torcendo para que ela ganhe bastante destaque na série, ao menos para equilibrar com a chatice que Charlie esbanja por aí.

Aparentemente, Nora era prisioneira de um grupo da Milícia, mas depois descobrimos que ela estava lá apenas para roubar o rifle que eles usavam. O plano para pegar este rifle consistia em Charlie fingir ser uma garotinha perdida e matar o chefe (?) do grupo enquanto Nora e Miles usavam golpes de artes marciais nos restantes. Depois de vários draminhas o plano foi posto em prática e funcionou, após isso tivemos mais alguns draminhas e Miles descobre que Nora não quer usar o rifle em benefício próprio, mas dá-lo à Resistência, um grupo que luta contra a ditadura aplicada por Monroe. Ainda não sabemos se a série terá uma temporada completa, mas se tiver, prevejo que a Season Finale será um combate entre a Resistência e a Milícia.

Nas tramas paralelas, vimos que Maggie conseguiu guardar um iPhone por 15 anos e deixá-lo sem dano aparente. Sério nem a pessoa mais cuidadosa do mundo consegue um resultado igual. Mas deixando as liberdades poéticas (risos) de lado, ela fez isso por quê todas as fotos de seus filhos estão lá e ela tem alguma esperança de poder revê-las. Após esse momento draminha, o gordinho ex-Google revelou a ela que tinha recebido uma colar de Ben e que o mesmo tinha pedido para mantê-lo seguro e levá-lo a uma mulher chamada Grace.

Mas Grace recebeu a visita simpática de um homem chamado Randall, que também tem um colar misterioso e parecia estar atrás do dela. Já formei várias teorias sobre quem seria este homem, as que eu mais creio que possam estar corretas são as seguintes: Randall traiu o grupo do colares misteriosos e trabalha para Monroe (a mais óbvia); ele quer juntar todos os colares trazer a energia novamente (a que eu menos acredito), e a de que ele que reunir os colares, mas para assumir o poder e formar sua própria ditadura (a que eu mais creio). Enfim, acredito em Kripke e tenho certeza de que ele tem um futuro interessante para o personagem.

Também vimos a relação bastante fraternal entre Danny e Capt. Neville (só que não). Primeiramente, Danny apenas assiste aos atos cruéis da Milícia (que resultou um 2 mortos, um civil e um dos integrantes da milícia), depois ele e Neville partem para uma briga psicológica de encher os olhos. Foi a melhor cena do episódio, um show de atuação de Giancarlo Esposito e uma aula para o ator que faz o menino Danny.

Ainda vimos que Rachel está viva! (2² pausa dramática) Aparentemente, ela é uma prisioneira de Monroe, e ele quer que ela revele tudo o que sabe sobre a energia do planeta, alguém aí tem algumas ideia do que ele possa saber? Eu até tenho, mas nenhuma seria publicada sem eu sofrer bullying, então…

Mesmo que ainda falhe em alguns pontos (o roteiro é um tanto esquemático), Revolution melhorou e deu o gás que a série precisava neste início. Que a melhora continue no próximo episódio!

– Observações:

    ·Existe algum Framboesa de Ouro para séries? Se sim, Tracy Spiridakos deve ganhar como pior atriz;
    · Alguém também achou que a Nora era interpretada pela Torrey DeVitto?
    · A série precisa urgentemente diminuir o número de flashbacks, ou ao menos inseri-los em horários menos inoportunos;
    · Juro que estou tentando entender a relação entre o nome do episódio e o episódio
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