Filmes que vi na semana (26/08 à 01/09)

Decidi começar a ver aos filme que receberam indicações ao Oscar de melhor filme, estes dois primeiros foram bem abaixo do que eu esperava. E, nesse meio tempo, ainda vi um curta bastante divertido.

Mais uma vez Scorsese me decepciona, pois A Invenção de Hugo Cabret é um filme bastante irregular, que quando tenta ser um filme infantil erra tanto que os acertos empalidecem diante deles, mas quando faz uma homenagem ao Cinema é capaz de emocionar qualquer um cinéfilo com apenas um frame.

A inexperiência com o gênero infantil pode explicar o porquê ele se saiu tão mal ao tentar dar um clima de aventura infantil ao filme, mas não a justifica, já que ele tem bastante experiência para não cometer os erros bobos que cometeu. Mas antes de tudo, Scorsese é um cinéfilo e compreende como poucos o amor que cada cinéfilo nutre pelo Cinema, e é a partir dessa compreensão que surgem as mais belas sequências do filme. E são tão belas que nos fazem esquecer (mesmo que momentaneamente) de todos os erros do filme.

O elenco tem seus altos e baixos, os baixos são, em sua maioria, causados pelo excesso de personagens (precisava de tantos personagens sem função alguma?), exceto por Butterfield, que está bastante ruim como Hugo, ele se esforça bastante, mas não entrega um trabalho satisfatório. Por outro lado temos Moretz, que entrega mais um bom trabalho e torna-se uma das poucas coisas interessantes no lado infantil da trama. Mas são Kingsley e McCrory que merecem destaque, pois, além de serem responsáveis pelos personagens mais interessantes do longa, eles entregam atuações bastante tocantes e verdadeiras, capazes de nos emocionar com um simples olhar.

Com exceção da fotografia, o filme realmente mereceu os Oscars que recebeu, pois a direção de arte já enchia os olhos no trailer, e a câmera de Scorsese faz questão de mostrar cada mínimo detalhe do trabalho feito aqui. E o que falar dos efeitos visuais, que de tão competentes nem são percebidos pelo público. A mixagem e a edição também são dignas de elogios. Outro aspecto que, apesar de não ter ganho o Oscar, merece destaque é a trilha de Howard Shore, sempre cirando um ótimo clima e nunca apostando em certos clichês.

Apesar de ser bastante irregular, quando A Invenção de Hugo Cabret deixa toda a aventura infantil de lado, torna-se um dos filmes mais apaixonantes da filmografia de seu diretor

Avaliação: 7,5/10

Meu primeiro contato com o Cinema de Alexander Payne foi um tanto decepcionante, não que eu esperasse uma obra prima máxima de Os Descendentes, mas esperava que, no mínimo, tivesse uma cena, um momento, algo tão marcante que explicasse todo o hype que havia sobre ele. Mas não, vi “apenas” um filme comum, bem feito, mas sem uma qualidade que o difira de vários outros filmes do estilo.

O roteiro do filme não é nem um pouco original, mas ainda assim há algumas passagens inspiradas, tenta deixar os seus personagens o menos unilaterais possíveis e completa sua missão relativamente bem. A direção de Payne é um dos poucos fatores que estão realmente acima da média, já que ele se apresenta seguro e dirige o filme com muita firmeza, mas por alguma razão, fica a sensação de que ele poderia ter feito algo bem melhor.

Outro exemplo de hype inexplicável é o da atuação de Clooney. Ele faz um bom trabalho, com um ou dois momentos que exigem mais dele, mas só isso. Me arrisco a dizer que a atuação de Kingsley em A Invenção de Hugo Cabret foi melhor. Mas duas atuações femininas me pegaram de surpresa e foram Shailene Woodley e Judy Greer. Woodley poderia entregar o clichê de adolescente revoltada e ficar só nisso, mas ela entrega uma atuação visceral e torna uma personagem bastante desinteressante em um dos maiores acertos do longa. Greer, que até então era só uma atriz meia boca pra mim, aparece na 2ª metade do filme e rouba as atenções, além dela estar na melhor cena do longa e ser o principal fator que contribua para isso.

Os Descendentes é divertido, simples e bem feito, mas não merecia figurar entre os melhores de 2011.

Avaliação: 6,5/10

Nossos Parabéns ao Freitas é um curta-metragem brasileiro feito por estudantes da USP. Ele tem 11 minutos, mas, apenas com esse tempo, consegue ser mais engraçado do que 90% das comédias lançadas no circuito comercial. Repleto de frases marcantes (“Ô Inês,churrasco é coisa séria”) e cenas cômicas, o Curta é diversão garantida. Se quiser assistir ao curta, clique aqui.

Avaliação: 7,0/10

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