Filmes que vi na semana (15/07 à 21/07)

Esta semana manteve o bom nível do mês.

Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte II é, sem dúvidas, o melhor filme da saga. Todos os adjetivos que deram a esse filme (phenomenal, truly epic, heart-stopping, breathtaking …) é pouco para descrever o que o filme realmente é. Para ler meu comentário para o filme clique aqui.

Avaliação: 10/10

Scott Pilgrim Contra o Mundo é um dos filmes mais divertidos e criativos dos últimos anos. Desde os primeiros minutos o filme mostra a que veio. Com ótimas sacadas de edição e montagem, a película traz um ritmo ágil, um tom nonsense e personagens bastante simpáticos. Fica difícil não ser conquistado por ele logo de início, e afirmo que se você não esboçar um sorriso durante os primeiros 10 minutos, esse filme não é para você.

Wright faz um ótimo roteiro, mas peca na direção ao fazer os “rounds” soarem um tanto repetitivos e, consequentemente, deixar o filme metódico. Ele acerta ao não tentar criar um clima de “Scott está em perigo” a cada combate, e sim ao tratar tudo com bastante humor e o tom fantasioso que precisa.

Até hoje não vi Michael Cera fazendo outro personagem que não fosse “ele mesmo”, mas, felizmente, isso não é problema aqui; o seu auto-personagem combina com Pilgrim e ainda tem uma ótima química com Elizabeth Winstead. E falando nela, sua personagem é bem vazia durante boa parte do filme, só mostrando alguma profundidade nos primeiros e últimos minutos em que aparece (principalmente nos primeiros). Os outros tem lá seus momentos, mas dois se destacam, são eles Kieran Culkin, como o roommate de Scott, e Ellen Wong, inicialmente como a animada namorada de Scott e depois como ex-namorada ciumenta.

Cheio de referência a games e HQs, este aqui é um dos exemplares mais criativos que Hollywood nos apresentou nos últimos anos. Um prato cheio para nerds e afins.

Avaliação: 8,5/10

BURN·E é um curta-metragem que acontece paralelamente à WALL·E, mas não acrescenta nada ao longa e ainda é um tanto repetitivo, ainda que seja divertido e simpático. Para ver o curta clique aqui.

Avaliação: 6,5/10

Lilo & Stitch forma com O Pequeno Vampiro e Guerreiros da Virtude, o trio dos meus filmes preferidos durante a infância, mas é o único que permanece acima da média na minha opinião.

A dupla iniciante Chris Sanders e Dean DeBlois (que, depois desse, trabalharam juntos novamente no ótimo Como Treinar o Seu Dragão) dirige o filme muito bem no 1º e no 2º ato, mas no 3º ato, eles mudam a natureza do personagem Stitch apenas para tentar arrancar algumas lágrimas do público e deixá-lo mais agradável às crianças. Mas é interessante observar que fizeram um final mais agridoce em Como Treinar o Seu Dragão.

O ponto mais forte do filme é a interação entre Lilo e Stitch durante e a relação entre ela e sua irmã, as duas são mostrada com bastante sinceridade e conquistam o espectado na hora, e o humor presente aqui acerta na maioria das vezes.

Eu não costumo falar bem de dublagens e as animações são uma exceção, mas mesmo assim grande parte permanece inferior ao trabalho feito originalmente. Aqui aconteceu algo único, até hoje acho a versão dublada melhor que a original, mesmo que a versão dublada incomode em alguns pontos (sotaque gaúcho! Pra quê? ¬_¬) ela faz no geral um trabalho superior ao estúdio original.

Não que seja isto difícil, mas Lilo & Stitch é uma das melhores obras que a Disney apresentou neste 3º milênio.

Avaliação: 7,0/10

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