Filmes que vi na semana (08/07 à 14/07)

Que semana!!!

Demorei bastante para ver WALL·E pela primeira vez, e não foi por falta de oportunidade. Achava que veria um animação boba e chata, mas esta aqui está muito longe disso. WALL·E é, de longe, um dos filmes mais tocantes dos últimos anos.

WALL·E e Eve são extremamente simpáticos sozinhos, mas ainda possuem uma química tão apaixonante que é impossível não torcer pelo casal. Os outros personagens não-humanos não conseguem chegar a este patamar, mas estão ótimos, como M-O, o computador da nave Axiom e a barata que acompanha WALL·E na Terra. A maior fraqueza encontra-se nos personagens humanos, são superficiais e bobo; mas o restante é tão apaixonante que é fácil relevar a presença dos humanos aqui.

Andrew Stanton, diretor da minha animação preferida (Procurando Nemo), entrega outro trabalho primoroso. Constroi um belíssimo 1º ato, que se não fosse pelos sons emitidos pelos robôs, seria mudo; o segundo ato empalidece diante do 1º, mas Stanton ainda faz um ótimo trabalho, tanto que a cena que considero a melhor está nele: a “dança” entre WALL·E e Eve.

Cheio de referências a filmes como 2001: Uma Odisseia no Espaço e Star Wars, WALL·E é belíssimo, seja visualmente ou dramáticamente. Mais uma acerto de um estúdio que costuma (ou costumava) a entregar trabalhos acima da média.

Avaliação: 9,0/10

Se não tivesse sido dirgido por um dos melhores diretores que surgiram na década passada, provavelmente eu não teria visto Kick-ass – Quebrando Tudo. Mas ainda bem que eu vi, pois este é um dos melhores filmes de (super?) heróis já feito.

Vaughn dirige o filme espetacularmente, aplicando um delicioso humor negro durante todo filme, mas ao contrário do que foi visto, por exemplo, em Os Vingadores, quando o filme quer ser levado a sério ele consegue. As cenas de ação também não ficam atrás, são bastante violentas, criativas e empolgantes, com uma pitada de humor negro em algumas cenas, como naquela em que vemos Hit-Girl em ação pela primeira vez.

Falando em Hit-Girl, Chloë rouba a cena no filme. Desde o primeiro momento em que a vimos a personagem chama atenção, e quando “vira” a Hit-Girl ela traz o filme para si, desde já uma das melhores heroínas que já vi. Cage acertou ao participar deste aqui, além estar bastante acima dos seus últimos trabalhos, ele entrega uma das melhores atuações do longa. Johnson tem bastante competência para não ser ofuscado por Cage e Moretz, e também consegue entregar um bom protagonista. Strong parece ter nascido para interpretar vilões (alguém conhece algum personagem dele que não tenha sido um vilão?), e aqui ele entraga um trabalho satisfatório. Mintz-Plasse é o único do elenco que está fraco, em nenhum momento ele consegue convencer o público, além de estar fora do tom durante boa parte do filme, espero que isto melhore na sequência.

Embora tenha sido fiel à HQ durante boa parte do filme, creio que Vaughn tenha acertado ao entregar-se aos clichês e à fantasia no seu final, fazendo deste aqui um dos melhores filmes do gênero.

Avaliação: 9,0/10

Assim como a maioria dos vencedores do Oscar de melhor filme, esperava que O Artista fosse uma obra quadrada e matematicamente calculada para agradar a todos, e foi bem isso que o filme apresentou. Mas ele é tão sincero e envolvente, que é difícil não se apaixonar por ele.

Hazanavicius constrói maravilhosamente o clima dos filmes da década de 20, aplicando no filme uma leveza e inocência que transbordava dos filmes na época; traz uma parte técnica apurada, com uma fotografia (ainda que “limpa” demais) e uma direção de arte que chamam atenção. Mas nem tudo é maravilhoso na direção, o filme tem um ritmo bastante inconstante, o que diminui o brilho da obra.

Embora Dujardin esteja realmente ótimo, não creio que sua atuação seja superior a de, por exemplo, Gary Oldman em O Espião Que Sabia Demais, o que me faz crer que os prêmios que recebeu sejam mais pelo hype do filme, do que pela própria atuação, e isso, de forma alguma, desmerece seu brilhante trabalho aqui. Bejo também faz um bom trabalho, mesmo sendo apenas simpática durante boa parte, e quando a personagem exige alguma carga dramática ela também consegue se sair bem. Mas quem rouba as cenas mesmo é simpático cão Uggie que, dentre tantas outras, nos emociona bastante em uma cena perto do final do filme, apenas por tentar impedir uma certa ação de seu dono.

O Artista é redondinho e bastante correto, mas o filme é bastante tocante e consegue um destaque dentre tantos filmes repletos de efeitos que sobrepõem-se a história. Se o filme fosse tão inspirado e belo como a incrível cena final, teríamos uma Obra Prima irreprensível.

Avaliação: 7,5/10

Em apenas 6 minutos, Tim Burton conseguiu com Vincent reunir a maioria das qualidades de seus trabalhos com muita competência. A história do garoto que queria ser Vincent Price é divertida e sombria, sendo narrada quase como poesia pelo próprio Vincent Price. Vale a pena assistir a este curta, e você pode vê-lo clicando aqui.

Avaliação: 8,0/10

Cisne Negro é uma das poucas obras que me deixou sem palavras. Até hoje é um tanto difícil falar do filme, pois não encontro palavras que possam expressar melhor o que senti quando vi ao filme do que “indescritível”. E nessa “indescritibilidade”, dois nomes se destacam: Darren Aronofsky e Natalie Portman.

Em seu 5ª trabalho na direção, Aronofsky entrega mais um trabalho de extrema qualidade. Com um maravilhoso trabalho de câmera e, mais uma vez, trabalhando com a hip-hop montage, o que poderia soar um tanto repetitivo, mas ele usa de forma tão singular em seus filmes que é impossível não apreciar seu trabalho. Portman se entrega mais que inteiramente à personagem, ela consegue transcender todos os seus limites e entrega uma das atuações mais viscerais que vi até hoje.

Cisne Negro é uma Obra Prima do cinema contemporâneo e um clássico desde já.

Avaliação: 10/10

Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte I é um “anti-blockbuster”, pois apesar dele ter sido vendido como um, o filme é bastante reflexivo, calmo, e aproveita o tempo para desenvolver seus personagens. Quase não há espaço para ação, e quando há, ela é mais intimista do que grandiosa.

Aqui o trio de protagonista entrega um ótimo trabalho, principalmente Watson que traz a melhor atuação do trio em toda a série, além de fazer Hermione “roubar” o posto de protagonista do filme. Grint traz uma profundidade à Ron, fazendo o personagem sair do seu lugar comum, e não funcionar apenas como alívio cômico da película. Radcliffe entrega um trabalho superior ao que fez nos filmes antecessores, e finalmente lembra, mesmo que rasamente, o Harry dos livros. O filme é do trio, mas Rhys Ifans, Ralph Fiennes e Bill Nighy se destacam dentre o gigantesco elenco do filme.

Yates acerta ao aplicar um tom menos fantástico ao filme, fazendo com que toda a magia vista aqui não soe como um artifício para encantar o espectador (como visto nos primeiros exemplares da série), mas sim como algo cru e letal. Yates também acerta ao dar um ritmo lento ao filme, pois conseguiu transmitir muito bem toda a situação que o trio estava vivendo. Kloves faz um bom trabalho o adaptar o livro de forma fiel, mas sem copiá-lo, como fez nos dois primeiros exemplares da série.

Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte I é o filme que mais se difere dos outro da série, seja pelo seu ritmo ou pela falta de Hogwarts, mas é um dos melhore que a saga nos apresentou.

Avaliação: 9,5/10

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