Filmes que vi na semana (01/07 à 07/07)

Mediano é a palavra da semana.

Creio que muita gente tem um pé atras com o cinema comercial brasileiro, o que é completamente justificável, devido a carência de bons exemplares no ramo, e eu não sou uma exceção. Minhas expectativas para O Homem do Futuro estavam bastante negativas, mal sabia que estava enganado quanto ao filme. O longa não é, nem de longe, uma obra original, mas é bastante sincera e conquista o espectador com muita facilidade.

A parte técnica está bastante acima da média das produções nacionais, principalmente os efeitos visuais, que raramente (raramente mesmo) mostram-se falhos ou ruins. A direção de arte é excelente, principalmente na construção da “máquina do tempo”. A fotografia faz um bom trabalho ao diferenciar as duas épocas do filme, enquanto usa cores frias em 2011, em 1991 aposta em tons quentes. Os figurinos e a maquiagem são os únicos aspectos medianos aqui, embora os figurinos ganhem destaque durante o baile de 1991.

Depois dos fracos Redentor e A Mulher Invisível (ainda não vi A Mulher do Meu Amigo), Claúdio Torres entrega seu melhor trabalho até agora. Dirigindo bem os atores e, finalmente, acertando na escolha dos ângulos/movimentos de câmera, entregando um bom roteiro, Torres entrega um trabalho bastante superior ao restante de sua carreira.

Wagner Moura entrega a sua melhor atuação até hoje (ainda não vi VIPs), construindo 3 personalidades distintas do mesmo personagens, e as mostrando com a mesma competência. Alinne Moraes traz uma atuação bastante competente, e traz alguma profundidade a uma personagem bastanta rasa. Fernando Ceylão vai do trágico ao cômico com uma facilidade extrema e convence em ambos, foi uma surpresa bastante positiva que tive, e espero vê-lo em trabalhos futuros com a mesma competência. Gabriel Braga e Maria Luisa estão razoáveis e não incomodam em momento algum.

Com uma forte química entre o casal protagonista e excelentes aspectos técnicos, O Homem do Futuro diverte bastante e entrega um trabalho bem acima da média. Difícil tirar a música Tempo Perdido da cabeça após vê-lo.

Avaliação: 8,5/10

Doodlebug é um curta do início de carreira de Christopher Nolan, que aqui já mostrava todo os seu estilo particular de fazer filmes. Não posso falar muito sem entregar spoilers, mas direi que me pareceu a ideia bruta de A Origem. Se você tiver 3 minutos “sobrando”, veja o filme aqui.

Avaliação: 7,0/10

O início de Os Bons Companheiros me enganou direitinho. Estava jurando que veria a obra prima de Scorsese, mas ao final, percebi estar vendo “apenas” mais um bom filme dele. Não que a experiência tenha sido ruim, mas parece que Scorsese é mestre em fazer obras boas, mas com potencial para serem espetaculares, e é isso que acaba tirando o brilho deste e de tantos outros filmes de sua carreira.

A primeira meia-hora é incrível e consegue criar um clima “fodástico” à película. Mas após isso, a história fica mais lenta e menos interessante, e só consegue resgatar esse clima durante seus minutos finais. Scorsese abusa de vários planos-sequência (alguns ótimos, outros nem tanto) durante a primeira hora do filme, mas na segunda opta mais por cortes rápidos e planos curtos, dando um ritmo mais ágil ao longa mas, ao mesmo tempo, o faz perder boa parte de seu brilho.

Se tem algo que é sempre ótimo nos filmes de Scorsese é o elenco. O trio de protagonistas está excelente: Joe Pesci atrai os holofotes a todo momento, De Niro está ótimos como de costume e Ray Liotta está acima de seu padrão normal, mas empalidece diante de seus companheiros de cena. Outros que também merecem destaque são Sorvino e Bracco, o primeiro entrega um trabalho bem satisfatório, mas Bracco tem a segunda melhor atuação do longa (ficando atrás apenas de Pesci), e mostra um ótimo retrato da esposa do gângster.

Diante de alguns “erros” (a narração em off irrita um pouco, a direção é extremamente correta e um tanto limitada durante grande parte do filme…), Os Bons Companheiros é um bom filme, mas falta algo que o diferencie ou que o destaque de outros filmes do estilo. Se Scorsese tivesse ousado mais…

Avaliação: 7,5/10

O Pequeno Vampiro era um dos meus filmes preferidos durante a infância, por isso tenho um carinho especial por ele, mas fora isso, só tenho uma frase para falar sobre ele: é melhor que Crepúsculo.

Avaliação: 5,0/10

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