Filmes que vi na semana (17/06 à 23/06)

Além de ter sido a semana em que mais vi filmes neste ano, foi também a que mais manteve um bom nível de qualidade.

Devo admitir que esperava um filme extremamente pretensioso e maniqueísta, mas A Lista de Schindler não é assim (ao menos, não em grande escala). O filme é bom, aliás, basicamente tudo no filme é bom, mas ele não tem quase nada que marque o espectador.

Há apenas uma coisa que ultrapasse a barreira do “bom” neste filme, e é Ralph Fiennes que o faz. Ele constroi a única atuação memorável do filme, o seu personagen entra quase no meio do filme e rouba as atenções. Neeson está bem durante todo o filme e também merece um destaque, o restante está bem, mas não merecem um destaque.

Essa é a direção mais contida da carreira de Spielberg (dos filmes que vi, óbvio), durante toda película percebe-se que ele tenta se conter o máximo para não tonrnar o filme melodramático demais, e é bem sucedido em suas primeiras horas, mas a partir da terceira hora ele vai, gradualmente, sucumbindo a esse drama, tanto que chega a forçar um tanto nos últimos 20 minutos.

Com um parte técnica impecável, o filme é bom, mas tinha potencial para ser melhor, bem melhor!

Avaliação: 7,5/10

Melancolia foi meu primeiro contato com o Cinema de Trier, e foi bastante positiva. Sim, há uma diferença enorme entre a qualidade das duas partes do filme (o filme é divido em Justine -1ª parte- e Claire – 2ª parte), e mesmo com essa diferença, ele mantém um ótimo nível durante toda a película.

Embora eu ache que a primeira parte do filme é um tanto subestimada pela maioria do público, tenho que concordar que é a maior fraqueza do filme, pois parece que o filme está sem rumo e tudo é superficial demais. Mas melhora bastante em sua segunda parte, quando Trier começa a se aprofundar tanto no tema, quanto nos personagens.

Falando em personagens, as de Gainsbourg e Dunst (principalmente a de Dunst) são grandes acertos do longa. A 1ª nos mostra uma personagem que se esforça muito para agradar a tudo e a todos, enquanto a 2ª está em um alto estágio de depressão. Personagens do estilo são vistas aos montes em outras obras, mas aqui, as atrizes são o diferencial, Gainsbourg mostra bastante talento com sua Claire, e Dunst está na melhor atuação de sua carreira.

Cheio de simbolismos, uma ótima sequência inicial e uma cena final arrebatadora, o filme termina com um saldo bastante positivo, e já estou ansioso para ver outras obras de Trier.

Avaliação: 8,0/10

Outro filme de Spielberg, mas aqui a experiência foi menos agradável, pois em Cavalo de Guerra ele pesa bastante a mão, deixando o filme forçado por várias vezes.

Mas não é só a direção de Spielberg que deixa o filme forçado, também temos uma das trilhas menos inspirada e mais chatas da carreira de John Williams (ainda quero saber como chegou a concorrer o Oscar de melhor trilha sonora), reforçando ainda mais essa sensação sobre o filme. Mas nem tudo é forçado, a fotografia do filme é ótima e um dos melhores trabalhos nessa “parceria” de Janusz Kaminski com Spielberg, ficando atrás apenas de (veja só!) A Lista de Schindler.

Embora tenha começado com um tom exagerado, o filme melhora bastante em sua segunda metade (tendo algumas das melhores cenas do ano passado), e com certeza fará com que os mais sensíveis se emocionem co facilidade.

Avaliação: 6,0/10

Prometheus é um filme cheio de erros e acertos mas, ao final, a experiência é muito boa. Leia meu comentário para o filme aqui.

Avaliação: 7,0/10

Minhas expectativas para ver O Palhaço eram altíssimas, afinal é difícil um filme nacional agradar público e crítica. Depois de vê-lo, tenho que concordar com ambos.

Selton Mello dirige e roteiriza o filme, na direção ele está ótimo, sempre dando ao filme um clima melancólico mas feliz, adulto e inocente, fora o excelente trabalho de câmera; mas o roteiro é “apenas” simples e correto, ficando só no lugar comum. A direção de arte é ótima, retratando o circo e os outros cenários que aparecem ao longo filme com uma riqueza de encher os olhos. A fotografia, o figurino e a maquiagem são bons, e estão bem acima do nível da maioria dos filmes nacionais.

O elenco faz um trabalho excepcional, Selton Mello e Paulo José são os (óbvios) destaques, Mello constroi um excelente retrato do “palhaço triste”; já Paulo José consegue fazer o público rir e se emocionar de maneira fantástica. O restante do elenco também faz um ótimo trabalho, mas os seguintes merecem um destaqu: Moacyr Franco e a enorme paixão pelo seu gato, Jorge Loredo com uma cena consegue marcar o espectador, Tonico Pereira também merece destaque, e a pequena Larissa Manoela faz um trabalho competentíssimo.

É um uma pequena pérola do cinema nacional, que merece ser vista por todos aqueles que apreciam um bom Cinema.

Avaliação: 8,0/10

O Estranho Mundo de Jack me conquistou tão rápido quanto terminou. Desde de seu primeiro número musical até o último, somos envolvidos pelo clima “halloween-natalesco” do filme, e isso deixa uma sensação de que vimos uma película menor do que ela realmente é.

Apesar de Tim Burton “apenas” produzir e roteirizar, dá para perceber alguns detalhes de seu estilo durante a película, como nos cenários, nos personagens estranhos e alguns outros fatores. Voltando a falar do roteiro, ele é simples e direto, mas não chega a ser óbvio, e isso deve-se a Henry Selick que dirige o filme muito bem, principalmente se levarmos em conta que é seu primeiro longa-metragem. A qualidade da animação é de impressionar, mesmo comparando com obras de hoje em dia, ela se destaca; sua indicação ao Oscar de efeitos visuais foi merecida.

São pouco mais de 75 minutos de uma estória simples e envolvente, e embora minha nota esteja um tanto alta (um 7,0 seria perfeito), o filme realmente consegue lhe conquistar do início ao fim.

Avaliação: 8,5/10

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