Filmes que vi na semana (13/05 à 19/05)

4 filmes com estilos bem diferentes. Foi uma semana bastante interessante!

Ao contrário de muita gente que foi assistir a X-Men: Primeira Classe, eu estava com altas expectativas, pois fui vê-lo após ler várias críticas e comentários bastante positivos sobre o filme. Ter altas expectativas com qualquer coisa é quase como assinar um “termo de decepção”, mas felizmente isso não aconteceu aqui.

O filme é realmente ótimo, conta com um roteiro competente, com ótimas atuações e uma direção exclente. Matthew Vaughn é um bom diretor, e já tinha provado isso com Stardust e Kick-Ass, mas nesse filme é onde ele mostra seu melhor desempenho até aqui, sempre criando planos interessantes, um clima envolvente e sendo competente na direção de atores, o que é difícil de ver em filmes do estilo; é justamente aqui onde está o diferencial do filme, o filme provavelmente seria um tanto inferior a este, se fosse dirigido por outra pessoa. O elenco está ótimo, com destaque para Jennifer Lawrence, James McAvoy e Kevin Bacon, mas o grande destaque é Michael Fassbender, está arrebatador como Magneto, sendo também um grande acerto.

É facilmente o melhor dos “X-Men” e um do melhores filmes de super-hérois já feito até hoje. Merece ser visto (e revisto).

Avaliação: 9,0/10

Em uma de suas primeiras animações, a DreamWorks nos apresenta O Caminho para El Dorado, um filme bastante divertido mas que tem algumas falhas.

O filme nos mostra dois vigaristas como protagonistas, até aí tudo bem, se não fosse o fato do filme ser voltado para o público infatojuvenil e o filme ainda não mostra os personagens se redimindo, o que passa uma mensagem desapropriada para o espectador. Além disso, o filme apresenta uma grande quantidade de conteúdo sexual, o que é bastante desrepeitoso com o seu público alvo.

Mais recomendado para quem está na faixa dos 12/13 anos, o filme diverte muito, mas fica aquém do desejado.

Avaliação: 6,5/10

Saí da sala de cinema um tanto decepcionado após a sessão de Harry Potter e o Enigma do Príncipe, saí de lá achando o filme mais fraco da saga, mas minha opinião mudou nesta revisão, é o 2º mais fraco, mas agora o filme ganhou alguns pontos comigo.

Antigamente achava o humor e enfoque nos namoros um tanto exagerados, e ainda acho, mas revendo agora e contrabalaceando com as cenas “sérias”, acho injusto dar uma nota abaixo da média para o filme. Yates acertou bastante nas cenas em que a trama se leva a sério (Voto perpétuo, Draco vs. Harry, etc…), mas errou na hora das cenas cômicas e nos namoros, e o contraste enorme entre essas cenas agrava esse problema no filme. E o roteiro de Kloves, apesar de ser o que mais se difere do livro até hoje, não é uma boa adaptação, mas é um roteiro razoável. E não poderia deixar de falar da fotografia que é a melhor de todos os filmes, Bruno Delbonnel fez um ótimo trabalho e merecia o Oscar de melhor fotografia naquele ano (perder para A Fita Branca seria aceitável, mas a de Avatar é tão comum que foi surpresa para mim ser indicada, quanto mais vencer).

Não tem como falar nesse filme sem falar desse 4: Gambon, Broadbent, Felton e Fiennes-Tiffin. Os dois primeiros não são apenas os melhores do filme, como também estão entre os melhores de toda a saga. Gambon consegue imprimir um novo tom ao Dumbledore, o fazendo parecer mais sombrio e instigante ao personagem. Já Broadbent aparece pela primeira vez na saga e dá um show como Horácio Slughorn, ao contrário da direção, ele consegue ir do hilário ao dramático em poucos segundos, e fazendo com que isso soe bastante verdadeiro. No elenco jovem, Felton consegue desconstruir a imagem que foi criada sobre seu personagem nos filmes anteriores em apenas algumas cenas, e faz isso muito bem. Hero Fienes-Tiffin faz uma ponta como Tom Riddle, e só com essa aparição ele já conseguiu ser um dos destaques dos filmes, espero vê-lo futuramente em outras obras.

É o 1º filme a deixar qualquer traço infantil que a saga tinha, e o início da “trilogia” que encerra a série.Yates estava nos dando um pequeno aperitivo do que vinha pela frente, e um bom aperitivo.

Avaliação: 7,0/10

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Quando fui assistir a O Espião que Sabia Demais, tinha visto o público “dividido”, metade achando que era um filme inteligente e a outra metade achando o filme confuso. Ao término do filme, prefiri ficar no meio-termo, pois sua primeira metade é lenta e confusa (chata, beba café durante a 1ª hora), já a segunda é bastante interessante e inteligente. E mesmo revendo o filme (em um intervalo de 10 min. após seu término) essa opinião permaneceu, na 1ª hora, tudo parece aleatório, sem sentido, além de ser um tanto chato; mas a 2ª hora é ótima, e consegue, em partes, recompensar a chatice da hora anterior.

Tomas Alfredson cria um ótimo clima para o filme, conseguindo deixar o espectador interessado até a resolução da trama, contudo a edição é bastante fraca e em nenhum momento favorece o filme, fazendo com que o trabalho competente de Alfredson seja quase em vão, mas felizmente não é. Ele consegue, mesmo na 1ª metade do filme, criar grandes cenas que despertam o interesse do espectador, e mesmo se o filme continuasse confuso, só por causa dessas cenas valeria dar uma olhada no filme.

Até metade do filme, não tinha entendido a indicação de Oldman para o Oscar de Melhor Ator, afinal ele tem pouco destaque nessa parte; mas depois compreendi perfeitamente sua indicação. Seu personagem cresce bastante durante a segunda metade do filme, ele consegue transmitir com extrema competência todas as nuances de Smiley (ironicamente, ele não ri nenhuma vez durante o filme). John Hurt e Colin Firth também merecem destaque, Hurt chama a atenção nos momentos que aparece, e Firth também constroi seu personagem com competência.

Mesmo com uma quantidade louvável de grandes cenas e com sua 2ª metade beirando a perfeição, a fraca 1ª metade do filme e sua montagem bastante confusa pesam bastante no saldo final, deixando-o um pouco abaixo da média. Talvez em uma revisão eu mude sua nota.

PS: Se você já acha filmes como A Origem difíceis de se enteder, passe bem longe deste

Avaliação: 6,5/10

Me desculpem pela demora para postar, prometo não atrasar o “FQVNS” dessa última semana

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