Review: Fringe 4×21 – Brave New World: Part 1

Para o jogo ser ganho, o bispo deve ser sacrificado

E Fringe já começou o final de sua temporada de uma ótima forma, fiquei tão empolgado com episódio que quando ele chegou ao fim eu pensei “Mas já?”. Algumas pessoas disseram que foi abaixo do nível dos episódios anteriores, mas temos que reconhecer que essa é “apenas” a introdução para a segunda parte, e mesmo sem levar isso em consideração, temos um ótimo episódio. Acho que Fringe nos acostumou muito mal.

Quando vi a sequência inicial do episódio me lembrei da 1ª temporada, e só adivinhei o porquê quando aquela paciente foi ao laboratório de Walter. O que vimos no início do episódio já nos foi apresentado em The Road Not Taken (1×19), inclusive a forma com que a combustão espontânea foi impedida nesse episódio é bastante semelhante ao que aconteceu aqui, o que me faz pensar que naquele episódio Olívia usou a mesma capacidade, apenas não estava ciente disso, e isso ainda gera outro questionamento: William Bell estaria colocando o plano em prática desde a antiga linha temporal?.

Ainda me questiono se eles pensaram em “reaproveitar” a 1ª temporada desde o início ou tiveram essa ideia ao decorrer da série, de qualquer forma, foi brilhante, pois além mudar a visão de muitas pessoas (inclusive a minha) que achavam que a 1ª temporada era constituída por fillers interessantes, se encaixa de forma quase perfeito. Era óbvio que Jones (e Bell, consequentemente) estava por trás disso, mas pensei que ele estava usando Sally (uma das crianças tratadas com cortexiphan) para fazer aquilo, e não microrrobôs.

Como o episódio foi “dividido” basicamente em 3 duplas, farei o mesmo na review. Começando por Olívia e Peter, aquele diálogo inicial foi bastante revelador e me fez criar uma teoria, que foi corroborada pelo fato dela ter discursado sob o condição deles não poderem ter uma vida normal: ela está grávida, e esse discurso já foi seu instinto de mãe falando mais alto (eu sei como isso soou muito Sessão da tarde). E Olívia está controlando melhor as habilidades que o cortexiphan lhe ofereceu, além da cena já citada anteriormente, ela também conseguiu controlar os movimentos de pessoas próximas a ela (incluindo Peter), só resta saber até onde as habilidades dela podem ir sem ela sofrer consequências graves.

Já com Jones, vimos que ele não estava sozinho e que William Bell estava comandando tudo, e que Jones era só uma peça (importante, mas uma peça) para ele poder dar continuidade aos seus planos, planos esses que continuam obscuros, não sei se Bell é o vilão da história, ele talvez possa estar tentando impedir algo, ou ele realmente quer dar uma de Deus e criar seu próprio mundo. A conversa entre Bell e Jones foi ótima, e cheia de significados e sobre a frase com que eu comecei a minha review, em nenhum momento pensei que Jones seria o “bispo”, então me surpreendi bastante quando vi a pessoa que era aparentemente vilão da temporada até o 4×18 morrer daquela forma.

Com Walter e Alex Astrid vimos o mesmo que acontece desde o início da temporada, mas dessa vez Walter estava confiante de que William estava por trás de tudo, pois desde quando viu a estrutura quimérica dos nanites (WHAT?) ele reconheceu como um dos trabalhos de Bell, e a partir deste momento começou a procurar provas concretas de que Bell continuava vivo, e que estava por trás disso. Para isso foi ao St. Claire e pegou “emprestado” o livro de registro para poder investigá-lo melhor, e o fez arrancando a página de 31 de dezembro e colocando dentro de uma torta de limão, com cérebro de porco e uma dose de cortexiphan, e tudo isso para poder regenerar o tecido da folha e poder ver se tinha alguma digital de Bell nela, mas graças a percepção visual de Astrid, que viu uma sutil mancha marrom no papel, e ao paladar aguçado de Walter, descobriu-se que era uma mancha se óleo de amêndoas e como, segundo Walter, Bell era obcecado por amêndoas chilenas aquela era a prova que ele precisava para ir ao encontro de Bell.

Esse último parágrafo só foi para relembrar (se é que precisa) os acontecimentos e para eu poder falar sobre o que vem a seguir sem maiores problemas. Quando Astrid e Walter chegaram a importadora (que tinha uma placa com o nome Eden do lado de fora. Referência bastante óbvia e irônica) senti que algo não estava indo bem, o que confirmei quando Astrid viu que o homem que os recebeu tinha uma arma. Foi ótimo ver Astrid em ação, e péssimo que ela tenha levado um tiro (pois ela é minha 3ª personagem preferida, só fica atrás de Walter e Gene) e embora muitas pessoas tenham dito que não há muito o que se preocupar, porque ela está viva em 2036, tenho cá minhas dúvidas, já que segundo os observadores (September, para ser mais exato) há vários futuros possíveis, e aquele de 2036 é apenas mais um desses.

O observador estava bastante escondido dessa vez, tanto que só o achei quando procurei na internet, ele está na sequência em que a Fringe Division começa a investigar o caso, se você quiser achar o observador, é só seguir a estrada de setas verdes neste print. Já o glyph code dessa semana era Powers, que faz uma referência óbvia aos poderes que o cortexiphan deu a Olívia, mas como ultimamente eles também se referem aos episódios seguintes, acho que possa ter alguma relação com os outros pacientes que foram tratados com cortexiphan e que eles possam ter algum papel importante na 2ª parte dessa Season Finale.

Com a continuação do primeiro encontro entre Bell e Walter dessa linha temporal que presenciaremos, a 2ª parte dessa temporada promete bastante, e espero que cumpra e que me deixe bastante ansioso para ver a 5ª (e última :/) temporada dessa série maravilhosa.

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