Filmes que vi na semana (19/02 à 25/02)

Em mais uma semana de poucos filmes, vi apenas duas obras. Uma bastante competente, já a outra é a Obra-Prima da carreira de seu diretor.

 

Razão e Sensibilidade é baseado no livro homônimo de Jane Austen, e basicamente conta a histórias das irmãs Marianne e Elinor e suas relações amorosas, mas isso é apenas a superfície da história.

É um filme bom, mas ele é tão correto em tudo (menos nas atuações, que são ótimas) que pode desagradar a algumas pessoas por em quase nenhum momento sair dessa zona de conforto. Ang Lee tem uma direção, sem nenhuma inspiraçao, e algumas vezes escolhe planos ruins o que chega a estragar algumas cenas que tinham potencial para serem melhores. Os atore estão ótimos, destaque para Kate Winslet e Alan Rickman, que atraem as atenções quando entram em cena; Emma Thompson e Hugh Grant estão bem em seus papei; mas há um destaque negativo no elenco, e vai para Imelda Staunton, infelizmente a atriz nunca encontra o tom certo para a personagem e sempre parece perdida, principalmente se comparada ao restante do elenco. A parte técnica está muito boa, destaco a fotografia (incrível) e o figurino. No geral é um filme redondinho, sem grandes erros e com ótimas atuações, deve desagradar a poucos.

Avaliação: 7,5/10

 

Em Bastardos Inglórios vemos a história da 2ª guerra mundial contada com a liberdade criativa que o cinema oferece. Há quem reclame de Tarantino e seu ego inflado, há quem o adore e ame a forma com que ela faz seus filmes, mas mesmo sendo fã ou hater, dizer que não há nenhum ponto positivo nesse filme é mesmo que assinar um atestado dizendo que não entede nada, ou muito pouco, de Cinema. Não me situo em nenhum dos grupos citados, mas nesse filme dá para perceber claramente o ego de Tarantino transbordando em cada frame da película, e isso não é uma coisa ruim aqui, pelo contrário, é uma das coisas mais positivas no filme; posso citar os diálogos longos (a sequência inicial é uma das melhores cenas da carreira dele), outros cheios de humor negro, o maravilhoso trabalho de câmera,… Enfim, é onde vi a melhor direção dele até hoje.

Os atores não ficam atrás, e como não irei falar de todos para o comentário não ficar enorme, mas destacarei alguns aqui. Brad Pitt faz um trabalho competente, mas acho que ficou mais caricato do que devia. Daniel Brühl e Diane Kruger tem relativamente pouco tempo em tela, mas esbanjam talento quando aparecem. Mélanie Laurent dá um show de interpretação como a judia vingativa Shosanna. Mas óbvio que o destaque maior vai para Christoph Waltz, que encarna com perfeição o coronel Hans Landa, não tem nem como expressar em palavras o quão impecável é essa atuação, é só ver as cenas em que ele participa para constatar que estamos diante de uma das melhores atuações dos últimos 20 anos.

A violência extrema presente em algumas cenas pode espantar alguns espectadores mais sensíveis, mas esses podem ter a certeza de que estarão perdendo um dos melhores filmes feitos na última década e o melhor filme da carreira de seu diretor.

Avaliação: 9,5/10

 

PS: Peço desculpas por ficar tanto tempo sem postar, mas nessa semana tive pouco tempo (e paciência) para escrever algo, mas tenham certeza de que voltarei a postar regularmente por aqui.

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