Filmes que vi na semana (12/02 à 18/02)


Com praticamente toda a minha energia voltada para o carnaval vi apenas 3 filmes, mas nem por isso deixarei de comentá-los aqui.

Meu Nome é Taylor, Drillbit Taylor é uma daquelas comédias que não faria diferença se não existisse, tem vários problemas na condução, que nem todas as piadas funcionam, mas os personagens são carismáticos e nos garantem um leve entretenimento durante toda a sua duração. Mas se você estiver procurando um filme que lhe garanta várias risadas, um ótimo timing cômico ou qualquer outra coisa assim, digo que esse não é o filme que você procura. Owen Wilson e seu carisma são um dos poucos acertos do filme.

Avaliação: 3,5/10

 

Peixe Grande e suas Hitórias Maravilhosas conta a história de Edward Bloom… Melhor, Edward Bloom conta sua históriade forma fantástica, o que agrada a todos os seu amigos, mas faz com que seu filho Will achar que nunca conheceu seu pai completamente. Em uma bela fábula de relações familiares, Burton mistura fantasia e realidade com bastante sensibilidade, fazendo com que este exemplar seja um de seus melhores filmes. Todas as relações no filme, tanto as da histórias que Ed Bloom conta, como as que se passam no tempo atual são trabalhadas com maestria por Burton. O final é o único erro do filme, erra por tentar explicar demais algo que deveria ter sido deixado implícito, se não fosse por isso, teríamos a melhor obra de Burton junto com Edward Mãos de Tesoura. Ewan McGregor interpreta com bastante competência Edward Bloom em sua versão mais jovem, sempre deixando parecer um sorriso independente se o momento estiver favorável a ele ou não (e isso me lembrou outro personagem de Burton, Ed Wood); Albert Finney está ótimo como a versão idosa de Ed Bloom, comovendo o espectador de forma encantadora, Billy Crudup está muito bem como Will Bloom; e na parte feminina do elenco todas estão muito bem. Se estiver procurando cinema de qualidade, garanto que esse é uma ótima escolha.

Avaliação: 9/10

 

Em Lisbela e o Prisioneiro temos o que é, na minha opiniao, um dos melhores filmes brasileiros já feitos (e ocupa esse posto com Central do Brasil e Ilha das Flores). Muitos o consideram artificial, mas isso é só a superfície do filme, há algo mais profundo (e bem mais), há uma certa paixão no que está sendo feito, e isso transborda para o público de forma incrível. A direção e o roteiro são bem fracos, mas os atores seguram o filme o tempo inteiro, e o mais impressionante é que por mais que as atuações estejam caricatas (com todos exagerando no sotaque) eles passam uma veracidade que nos faz acreditar no que eles sentem. Selton Mello e Débora Falabella tem uma química muito boa e com certeza são o ponto forte do filme quanto à atuação; Virgínia Cavendish e Marco Nanini estão muito bem; Bruno Garcia e André Mattos não estão tão bem, mas tem seus momentos; já Tadeu Mello e Lívia Falcão só estão ali para agradar o público (bem) menos exigente que só quer um entretenimento de segunda. Com uma ótima trilha sonora e um ótimo uso da metalinguagem, o filme fica acima do patamar normal do cinema nacional sendo um grande exemplar para quem ama essa arte chamada cinema.

Avaliação: 9,5/10

 

E você? Como foi sua semana com os filmes? Concorda com a minha opinião? Comente.

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